Prévia da Nova Versão de “Elementais”

06/04/2010 às 3:09 AM | Publicado em Livros | 2 Comentários
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Finalmente, pessoal, eu venho aqui trazer uma pequena amostra da nova versão de Elementais. Está bastante diferente e ao mesmo tempo mantendo muito da anterior. Basicamente falando, é a mesma história contada de uma forma diferente. Aqueles que leram a versão anterior verão logo de cara o que mudou. No mais, espero que gostem! Eu ainda posso alterar algumas coisas, mas a essência do que quero contar é isso aí mesmo.

Bem, cliquem AQUI!

E para quem está conhecendo minha história agora ou para os veteranos desavisados mesmo, acho importante ler ESSE post, também.

Criação de Personagens: Ficha

20/02/2010 às 2:49 AM | Publicado em Informativo, Livros | 3 Comentários
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Com dificuldades para sequer trabalhar o rascunho da concepção de um personagem? Bem, todos os autores têm que passar por aquela fase inicial da criação de um personagem que vai desde sua aparência física e personalidade até sua função (muitas vezes vital) numa história. No meio do caminho podemos cometer deslizes que comprometem a autenticidade de um personagem, como descrevê-lo de maneira contraditória à maneira que fizemos antes ou representá-lo de forma incompatível com sua personalidade e desejos. Por isso é importante conhecermos nossos personagens assim como conhecemos pessoas ao nosso redor, pela sua aparência, jeito que agem, falam, se comportam, suas metas, qualidades, defeitos etc.

Quando um bebê nasce, seus pais não sabem praticamente nada sobre ele, até porque o recém-nascido ainda precisa experimentar o mundo ao seu redor para ganhar uma identidade emocional e afetiva próprias. Seus pais só saberão se ele é quieto ou enérgico ao observarem seu comportamento. Só saberão se prefere vermelho ou azul quando ele lhes contar isso. E a criança adquire seus próprios gostos e aspirações de acordo com suas experiências e contatos com as menores coisas que podemos imaginar.

Um personagem, assim como um bebê que cresce e se torna um indivíduo único, também ganha suas características baseado no que ele viveu até o momento em que a história é contada. Ao criar um personagem que está sempre alegre sem dar um motivo para isso, você estará simplesmente jogando uma característica aleatória nele sem considerar o que fez ele ser uma pessoa alegre. É importante planejar toda a estrutura emocional de um personagem como se estivéssemos acompanhando o crescimento de um bebê.

Para facilitar esse trabalho, não é incomum escritores utilizarem as famosas “fichas de personagem”, nas quais eles guardam as informações básicas sobre cada um dos personagens mais importantes que aparecem numa história. Porém, muitas vezes de tão básicas, essas fichas costumam abrir espaço apenas para informações “jogadas”, como o exemplo do personagem alegre que dei acima. Elas possuem um espaço para você colocar que ele é alegre, mas não um que lhe permitar explicar por quê, quais experiências o fizeram ser assim.

Portanto, resolvi trazer duas fichas muito interessantes e muito mais completas do que as que se costuma ver por aí para que os interessados possam dar um quê muito mais detalhado e realista aos seus personagens na hora de criá-los.

A primeira é a ficha utilizada pelo autor Rick Riordan, da série de livros Percy Jackson e os Olimpianos, traduzida por mim. Há lacunas bastante interessantes para se completar a respeito do seu personagem, coisas que muitos de nós nem pensaram a respeito antes. Algumas são até difíceis de se preencher, o que prova que muitas vezes não conhecemos nossos personagens tanto quanto pensávamos.

Eis a ficha: AQUI.

A outra, também excelente, eu achei em um site americano que agora não me recordo bem qual, e também traduzida por mim. É tão detalhado que até cansa preencher tudo! Mas é vital para uma elaboração realista de personagem.

É só clicar: AQUI.

A última, na verdade, é uma daquela fichas mais básicas que estamos acostumados a ver, mas ela também é útil para visualizarmos mais rápido as informações mais superficiais de um personagem quando precisarmos. Essa ficha é do nosso considerado BK, ou José Roberto Pereira, que a usou em uma aula sobre publicação comercial e criação de histórias e personagens.

Link: AQUI.

E o conselho dele a respeito do nome do personagem é pra se levar bem a sério! Um nome é mais importante do que vocês podem imaginar. Um nome chutado, como ele diz aí, pode arruinar a credibilidade de um texto inteiro! Inúmeras vezes eu parei de ler uma história de alguém logo nas primeiras linhas porque o nome do protagonista, um japonês, era algo como “Mitsashi Kiyejo”. Um nome totalmente impossível no Japão. Por isso a pesquisa é de extrema importância também. Isso inclui nomes, costumes e ambiente (exemplo: não se coloca um “vilarejo próspero” no meio de um deserto árido e totalmente isolado do mundo se não há água em nenhum lugar por perto, solo bom para se cultivar alimentos e não há relações de importação ou exportação de outros lugares; um vilarejo assim nunca prosperaria, a não ser que você dê uma explicação bastante crível, provavelmente tendo que acrescentar algo de sobrenatural).

Bem, espero que isso seja de alguma ajuda a todos os autores que querem tornar seu trabalho mais autêntico! Pensar nos detalhes é essencial e pode fazer a diferença para os olhos de um leitor mais crítico!

Boa sorte!

“Elementais” in English!

04/10/2009 às 12:02 PM | Publicado em Informativo | 12 Comentários
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Sydney-Seiji - Elementais “Visitem nossa história!”

Eu estava pensando em nem falar nada, porque achei que isso pudesse ser irrelevante para o público brasileiro que fala essencialmente… ah, bem, português, da última vez que verifiquei (hehe). Mas, de todo modo, caso alguém ache interessante, eu estou postando Elementais em inglês no site Fiction Press. Em vez de postar capítulo por capítulo (pois são muito grandes), estou postando bateria por bateria (quem leu em português sabe que são os “mini-capítulos” dentro de um capítulo). Não sou nenhum mestre do inglês para traduzir tudo certinho, mas acho que é bom o bastante para um estadunidense, inglês ou australiano ao menos entender.

De qualquer forma, CLIQUEM AQUI para acessar a história.

Mais mudanças…

28/07/2009 às 4:14 AM | Publicado em Informativo | 1 Comentário
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"Não tem mais eu tomando café...?"

"Não tem mais eu tomando café...?"

Pessoal, eu não paro quieto. Mais uma vez, resolvi mudar o esquema das coisas. Vamos por partes:

Lembram-se dos endereços meus de e-mail que postei para quem quisesse receber o primeiro volume de Elementais, não lembram? Bem, resolvi fazer duas coisas quanto a isso:

1. Alguns já estão sabendo, outros não, mas eu resolvi fazer uma espécie de “versão paralela” ou “versão alternativa” do volume que mandei para algumas pessoas já. Eu resolvi mudar todo o início do livro e algumas outras coisinhas porque um certo alguém (hehe, e ainda fui mencionado no último podcast) me falou que, dentre muitos defeitos da história, uma delas era que estava otakizada demais e tal. Eu mesmo já estava incomodado com aquele início a la mangá, meio não realista, então aproveitei para mudar isso e um pouco de outras coisas. Eu sei que isso não é o bastante para tornar o livro excelente ou perfeito (looonge disso), mas acho que já diminui um pouco a criancice da coisa. Vou ver se isso ajuda a atrair um pessoal menos acostumado com mangás e animes.

2. Por consequência do “1.”, mudei a página de Elementais aqui no blog. Agora ninguém precisa me mandar e-mail, pois a “versão alternativa” (que provavelmente se tornará a oficial) está INTEIRAMENTE postada aqui. Isso mesmo, tô deixando todo mundo ler tudo de graça, hehe. Mas, problema nenhum, SE começar a fazer um certo sucesso (apesar de eu estar quase 4 anos nesse processo), aí talvez seja sinal de que eu tenha mesmo que partir para algo mais formal e oficial, se é que me entendem, hehe.

Beach, Bleach

18/07/2009 às 11:55 PM | Publicado em Informativo | 1 Comentário
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Eu canso de citar isso, mas parece que os outros ignoram como se não acreditassem, hehe. Bleach tem um grande clima praiano. Há inúmeros indícios disso, como por exemplo a oitava abertura “CHU-BURA”, extras de mangás e imagens de divulgação ligados a praia, o próprio fato do autor dizer gostar de praia, o último episódio filler (baseado num extra de mangá: http://www.onemanga.com/Bleach/261.5/01/) e, agora uma prova que inclui algo relacionado a praia até no nome: “Mad Surfer”, o novo tema de encerramento que irá estrear na próxima semana ou na depois.

O artista responsável pela música chama-se Ken’ichi Asai, um tanto desconhecido pelos otakus em geral. Sabe-se que fez parte de uma banda há muito tempo atrás chamada Blankey Jet City.

Mais informações: http://www.jame-world.com/br/news-51763-asai-kenichi-e-o-surfista-louco.html.

Por essas e por outras que Bleach é o meu grande “muso” para Elementais!

Bleach WP 8

Primeiro volume de “Elementais” completo!

18/06/2009 às 1:10 PM | Publicado em Informativo, Livros, Papo com o Leitor | 19 Comentários
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Elementais - BFF

É com muita felicidade, orgulho e vontade de zerar logo o bendito Persona 3 pra começar o 4 que eu anuncio que o primeiro volume de Elementais, Yūai Tenshi Elementais Volume I: Das Blühen des Lichtes, está completo! Depois de muito reescrever e mudar um bocado de coisas, acho que essa versão ficou muito melhor. Está mais bem explicada, organizada e pára em um ponto melhor do que antes, sem introduzir tantos personagens de uma só vez. A história, portanto, ficou mais devagar, sem apressar muito as coisas, conforme o JRP aconselhou.

A questão agora é publicar. Vou enviar novamente para editoras (mais editoras), claro, mas também vou me preparar para uma possível publicação independente. É nesse ponto que eu começo a duvidar um pouco daquele provérbio que diz: “Começar é fácil, continuar fazendo é que é difícil.” Pô, começar tá difícil pra caramba! Hehehe.

Mas, paciência. Enquanto isso, vou consertando e melhorando algumas coisinhas no livro pra ficar o mais próximo possível da perfeição de acordo com o que for humanamente (e computadoramente: mexer com linha, tamanho de fonte e capa no Word me deixa exausto) possível para mim.

Até mais, me desejem sorte!

Propaganda Básica!

24/04/2009 às 1:52 AM | Publicado em Informativo | Deixe um comentário
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Venho aqui hoje para postar os links de algumas comunidades das quais sou dono no Orkut, inclusive a de Elementais, que agora não contém mais os capítulos antigos (dei uma varrida geral) para dar lugar a atualizações.

 

Bem, vamos lá:

 

Alive – The Final Evolution (dedicada ao mangá e futuro anime de mesmo nome): http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=56410130

 

Yoshinori Kitase (dedicada a esse diretor/produtor/roteirista de alguns jogos da série Final Fantasy): http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=55233357

 

Light Novels (dedicada às light novels, romances de leitura rápida com ilustrações estilo mangá, de onde se originaram animes como Suzumiya Haruhi no Yuu’utsu, Shakugan no Shana e Full Metal Panic!): http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=62155749

 

Yuuai Tenshi Elementais (dedicada a essa história que escrevo): http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=48951817

Em breve Elementais 2.0 em um blog pertinho de você!

27/02/2009 às 6:41 AM | Publicado em Informativo, Papo com o Leitor | 4 Comentários
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Faz um tempo que não atualizo o blog, né? Eu sabia desde o início que chegaria uma hora em que eu “esfriaria” nas atualizações ou mesmo desistiria delas, mas não achei que essa hora chegaria tão rápido!

 

Gostaria de dizer que eu estou revendo toda a minha história Elementais e fazendo pequenos ajustes. Logo virá o que seria tipo uma versão 2.0, mas não se preocupem, a história é a mesma, só mudam certos detalhes. A começar, os nomes que antes não estavam escritos da forma certa ou que não soavam verdadeiramente japoneses (Rikku, Rumiku, Reihu) foram consertados. Vale lembrar que as mudanças de alguns nomes às vezes não são tão sutis, então vou fazer uma lista indicando qual nome virou o quê para facilitar. Outro detalhe, já reclamado antes por outras pessoas, são as aspas. O motivo por eu escrever em aspas é porque eu costumava escrever histórias em inglês antes mesmo do português e, talvez vocês não saibam, mas nos Estados Unidos eles usam aspas para os diálogos e não travessões. Então agora será tudo travessões, viva!

 

Falando um pouco da minha vida pessoal, semana que vem eu começo a faculdade de Psicologia. Haha, todo psicólogo é meio maluco, não é? Pois é, esse sou eu, mais um maluco. Capaz de ajudar aos outros, mas não a si mesmo, hahaha. Sou um bom ouvinte caso queiram saber. Quer desabafar? Me chame.

 

Só isso! São cinco e meia da matina e vir aqui atualizar essa joça pra vocês será meu último dever do dia! Sintam-se importantes! Hehe.

 

Bom, falou, gentem! Peace to you all!

 

Nomes Japoneses

04/02/2009 às 6:48 AM | Publicado em Informativo, Japão | 161 Comentários
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Onamae wa?

Olá a todos!

 

Bem, ultimamente eu estive reparando (tá, na verdade já reparo há um bom tempo) que, muitas pessoas, quando escrevem histórias envolvendo personagens japoneses, acabam criando nomes muito… estranhos para dar a eles. Tudo bem que eu mesmo possuo uma história com nomes estranhos, mas, como explicado na seção Curiosidades, isso é para respeitar os criadores desses personagens. No entanto, logo isso será alterado.

 

Voltando ao assunto principal, eu resolvi criar uma pequena lista com nomes e sobrenomes japoneses para ajudar as pessoas a dar um toque mais realista a suas histórias. Escolha os nomes e sobrenomes que mais te agradarem para dar a um personagem.

 

Vamos lá:

 

SOBRENOMES

 

Yamamoto ( = yama = montanha; = moto = base; base da montanha)

Ishikawa ( = ishi = pedra; = kawa = rio; rio de pedras)

Koga ( = ko = velho; = ga = alegria; velha alegria)

Kaneda ( = kane = ouro; = da = arrozal; arrozal de ouro)

Nagano ( = naga = eterno; = no = campo; campo eterno)

Ootsuka ( = oo = grande; = tsuka = montículo; grande montículo)

Hamaguchi ( = hama = praia; = guchi = entrada; entrada da praia)

Morioka ( = mori = floresta; = oka = colina; colina da floresta)

Ueki ( = ue = plantar; = ki = árvore; árvore plantada)

Tachibana ( = tachi = erguer-se; = bana = flor; flor erguida)

Shibasaki ( = shiba = graveto; = saki = península; península de gravetos)

Tsuchihashi ( = tsuchi = terra; = hashi = ponte; ponte de terra)

Kuribayashi ( = kuri = noz; = bayashi = bosque; bosque de nozes)

Munakata ( = muna = seita; = kata = imagem; imagem de uma seita)

Edamatsu ( = eda = galho; = matsu = pinheiro; pinheiro de galhos)

Yumisashi ( = yumi = arco; = sashi = apontar; apontar com o arco)

Kumazawa ( = kuma = urso; = zawa = pântano; pântano de ursos)

Nobuhara ( = nobu = estender; = hara = planície; planície estendida)

Oho ( = o = em; = ho = preservar; preservando)

Kamiouji ( = kami = deus; = ou = resposta; = ji = templo; templo da resposta divina)

 

NOMES DE MENINOS

 

Yasunori, Yasuharu, Yasuhiko, Yasuhiro, Masaaki, Masao, Masakazu, Masaki, Masashi, Masanori, Hajime, Hayao, Hayato, Haruyoshi, Naoki, Naoto, Nagayoshi, Takao, Takashi, Takeshi, Takanori, Takaya, Takuya, Daisuke, Daiki, Satoshi, Satoru, Kazuki, Kazuaki, Kazuo, Kazushi, Katsuo, Katsuya, Akio, Akinori, Akihiko, Kimio, Kisuke, Kiyoshi, Kiyomitsu, Kin’ya, Tsukasa, Tsutomu, Tsuneo, Tsuneyoshi, Muneyoshi, Souichi, Soushi, Sousuke, Soutarou, Osamu, Osaki, Osahiro.

Para mais nomes de meninos, clique AQUI.

NOMES DE MENINAS

Maiko, Maki, Makiko, Masae, Mari, Mariko, Michiko, Michie, Mika, Miho, Megumi, Naoko, Nana, Nanako, Naomi, Nami, Taeko, Takako, Tomoko, Tomoe, Tomoyo, Kaori, Kazue, Kazuko, Kana, Kanako, Kanami, Haruko, Haruka, Harumi, Hayami, Hana, Hitomi, Ai, Aiko, Ao, Akane, Akari, Aki, Akiko, Akemi, Asaki, Asami, Asuka, Asumi, Atsuko, Ayaka, Chiaki, Chie, Chisa, Chikako, Chihiro, Sachiko, Sadako, Sayaka, Saori, Sanae, Junko, Yui, Yuka, Yuuko, Yuki, Yumi, Rie, Risa, Rika.

Para mais nomes de meninas, clique AQUI.

 

NOMES UNISSEX

 

Kazumi, Makoto, Akira, Nozomi, Kei, Haru, Mitsuru, Yuu, Sora, Hikaru, Masami, Kaoru, Tsubasa, Tamaki.

 

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Bem, repararam que, nos sobrenomes, eu dei alguns bem comuns e alguns meio incomuns? Isso é para dar uma variada, para dar um pouco mais de originalidade aos nomes de seus personagens.

 

É possível que, com o tempo, eu vá atualizando essa lista, então, dêem sempre uma olhadinha nela!

 

Espero que isso tenha dado algumas boas idéias para nomes. Até mais!

O Brasil nas Histórias

31/01/2009 às 7:20 PM | Publicado em Papo com o Leitor | 2 Comentários
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Brasil

Escrever uma boa história de teor fantástico e temas sobrenaturais que se passa no Brasil é possível? Em se tratando da minha opinião, digo logo na lata: SIM! Mas vamos discutir um pouco sobre o pensamento dos outros.

 

Existe uma tendência – altamente condenável e terrivelmente imutável –, principalmente entre os fãs de mangás e animes, de se pensar que uma história assim é totalmente impossível. Os motivos? Simplesmente porque nossa cultura não tem “nada a oferecer” e que nosso folclore é chato e infantil.

 

Bem, não que eu discorde totalmente desse último item, pois apesar de ser possível usar o Saci-Pererê em uma história interessante, moldando-o para se encaixar em diversos gêneros, a melhor versão dele até hoje ainda é a do Sítio do Pica-Pau Amarelo, “vamos combinar”, como diria minha irmã, e é bem difícil chegar a um Saci extremamente original e atrativo ao público jovem.

 

O grande problema é a visão pouco nacionalista das pessoas. Quando você fala em “história que se passa no Brasil” isso ativa um mecanismo na mente do indivíduo que o faz lembrar, automaticamente, de todas as coisas ruins que o país possa oferecer para um enredo, e não as boas. Logo vem termos como: violência, favelas, pobreza, etc.

 

Justamente por isso, quando se fala em “mangá que acontece no Brasil”, o repúdio ignorante das pessoas é ainda maior, porque os otakus viciados logo fazem a associação entre o Japão perfeito dos animes e mangás que adoram – juntamente com toda a cultura fascinante nipônica –, com o “reles” Brasil, onde só há desgraça e não possui nada a oferecer criativamente.

 

Recentemente fiz uma enquete na comunidade da bleachPROJECT no Orkut que perguntava o que o pessoal achava de aparecerem mais personagens brasileiros em mangás, principalmente de ação, ou mais mangás que se passassem aqui. A maioria até deu uma resposta afirmativa, mas o número de pessoas que disse “não” ainda era grande e preocupante. Citavam personagens como Aldebaran de Touro, de Cavaleiros do Zodíaco, ou Blanka, de Street Fighter, dizendo como eram horríveis como personagens e que era só porque eram brasileiros, e que qualquer outro personagem brasileiro que aparecesse em alguma história seria só uma humilhação.

 

E pra terminar, os que deram respostas positivas, citavam “Michiko e Hatchin”, pois “acontecia no Brasil”. Pela ÚLTIMA vez irei falar: Michiko e Hatchin NÃO acontece no Brasil!! É um país FICTÍCIO inspirado no Brasil E em outros países da América Latina. Mesmo que o país se chame Brasil, o que acho difícil, não é o NOSSO Brasil, não o da nossa realidade.

 

Bem, prossigamos…

 

O que essas pessoas pensam é que, como no passado tudo o que era brasileiro foi ruim, sempre será assim. Mas temos que parar de achar que o passado ruim sempre se repete. Ninguém consegue ter um mínimo de esperança por um resultado bom, não? Sinceramente, não consigo entender a mente dessas pessoas.

 

Movendo as coisas para cá, pensando em uma obra genuinamente brasileira, a dificuldade não é muito menor, pensam eles. Se perguntam: “O que de legal poderia acontecer aqui?”, pois já imaginam que o troço vai envolver favelas e o escambau! Não necessariamente. Pode até ter, desde que o enredo funcione de forma interessante, mas, vamos tentar uma coisa diferente, que não envolva a dura realidade com a qual já temos de conviver todos os dias, sim? Bem, vamos aos poucos…

 

Como o senhor José Roberto Pereira vive dizendo, há uma fórmula praticamente infalível na hora de se criar uma história assim: Pegue um sujeito qualquer e faça o fantástico, o sobrenatural, o místico ou até o divino cair sobre ele! É bastante simples e, se pararmos pra analisar, a grande maioria das histórias são assim!

 

Se você quiser mesmo insistir em algo relacionado aos fatores ruins do Brasil, por que não pega um adolescente que mora numa favela, por exemplo, que quer desesperadamente passar no vestibular para uma faculdade pública e dá um poder pra ele, tipo, não sei, ler mentes! Pô, agora ele lê mentes! Ele pode obter respostas da cabeça das pessoas na hora da prova! Olha que fantástico isso! E depois, expanda a trama. Faça-o encontrar com outras pessoas que desenvolveram habilidades semelhantes. Ponha obstáculos, desafios, enigmas, etc. Meio Heroes, mas é um começo.

 

A miséria, a pobreza e os problemas sociais em geral não precisam ser o foco principal de uma história só porque ela se passa no Brasil. Se pegarmos minha história Elementais, por exemplo, os personagens brasileiros são garotos e garotas de classe média, que não teriam, nem de longe, problemas parecidos com o nosso amigo da favela aí de cima. Mas a partir do momento que você dá um poder a eles, surge também uma responsabilidade, já dizia Tio Ben. Então, tanto ricos quanto pobres podem ter problemas de diversas magnitudes nas histórias, dependendo do que você o faz enfrentar. Um garoto de classe média aqui não difere absurdamente de um dos Estados Unidos, e quantas histórias que envolvem adolescentes e forças sobrenaturais nos Estados Unidos existem? Muitas. Em especial, romances, mas a maioria deles não chega aqui, porque a galerinha só tem olhos pra Crepúsculo, Harry Potter e outros.

 

As novelas, de certa forma, são um bom exemplo dos vários temas que podem ser abordados em uma história. Você tem diversos núcleos, cada um com o seu problema, com uma condição sócio-financeira diferente, etc. Mostra várias realidades, não só aquela do Brasil decaído e inferior que os otakus têm quando se fala com eles sobre personagens brasileiros.

 

Mas, atenção. Fugindo um pouco do tema do post agora, nada impede que você queira criar uma história, uma boa história, que aconteça em outro país. Se gosta mesmo do Japão, dos EUA, da Inglaterra ou de onde ou do que for, escreva. Mas tem que ser interessante, tem que ser crível! Crível no sentido de que o leitor percebe que você pesquisou sobre o que quer que você esteja escrevendo a respeito. Não dá pra sair escrevendo um monte de coisas sem saber nada do país sobre o qual está escrevendo, por exemplo. Não se pode sair escrevendo achando que tal lugar é de tal jeito simplesmente por causa da imagem prévia desse lugar que sempre tivemos na cabeça. Não dá pra fazer que nem essa novela agora Caminho das Índias que faz parecer que tudo o que há na Índia são palácios, elefantes e mulheres dançando com véu. Pelo amor de Deus, isso é quase tão ruim quanto o americano que acha que moramos na selva e falamos espanhol.

 

Pesquise!

 

E, principalmente, use o que está à sua volta como referência. Eu escrevi uma história onde há jovens brasileiros de classe média, que simplesmente vão regularmente à escola, que gostam de ficar com os amigos, gostam de surf, skate, vídeo games etc. porque essa é a minha realidade! E eu inseri o sobrenatural baseado na minha principal influência: o mangá! E os poderes não vêm da mitologia japonesa nem nada, são originais, criados por mim e meus amigos, baseados apenas em certos conceitos de alguns mitos que nem orientais são. Mas vários mangás, animes e games fazem isso! Não é preciso de mitologia japonesa em uma história de poderes sobrenaturais que acontece no Japão, por exemplo! Existem coisas que são universais, que poderiam ser incluídos em qualquer país do mundo! Como ler mentes, do nosso amigo lá em cima (ele de novo? Vou acabar escrevendo alguma coisa com ele, hehe).

 

Mas falando em mitologia japonesa, uma história que se passa no Brasil poderia muito bem acontecer envolvendo ela. Temos a maior colônia de japoneses fora do Japão. Use isso como um “elo”. Por exemplo, vamos dizer que, na época em que os navios de imigração iam chegando, um dos imigrantes trazia uma wakizashi onde estava selado o espírito de uma kitsune que lutara contra exércitos de demônios ao lado de seu mestre em uma guerra oculta no período Sengoku, quinhentos anos atrás. E que seu mestre a selou em sua wakizashi para que pudesse descansar e recuperar suas forças. Agora, nos dias atuais, essa espada cai nas mãos de um adolescente da Liberdade (sei lá como cai, mas isso vai ser trabalhado depois) que, por ter a energia necessária para desfazer o selo, acaba despertando a raposa, que agora está sendo alvo, no Brasil, do novo grande exército de demônios que se formou no Makai para um novo ataque contra a humanidade!

 

Um pouco clichê, talvez, criei agora do nada, mas dá pra se trabalhar sobre isso! Tenho certeza de que você já ouviu pelo menos metade desses termos em um anime ou mangá, porque é tudo parte da cultura japonesa. Viu como é possível ligar uma coisa a outra simplesmente porque VOCÊ QUIS? Isso mesmo! Simplesmente porque você quis! Você não precisa ficar dando desculpa do por que sua história acontece aqui, ali ou acolá! Você apenas quis assim, é uma ficção, não a realidade, você coloca o que seria interessante, legal, bacana, o que entretém! O que falta na maioria dos autores nacionais é ousadia. Não ousam para criar algo além do esperado, que seja mais do que o nosso já mal visto Brasilzinho mereça.

 

Eu acho que merece. Eu gosto muito do Japão, de muitos países da Europa, da Ásia, África, dos próprios Estados Unidos, enfim, eu sou um xenófilo declarado, gosto de usar várias qualidades de outros países para criar algo legal, mas eu sou brasileiro, eu ponho meu país na frente, eu quero que ele melhore em todos os sentidos, quero que seja mais respeitado e bem visto, por isso, teimarei sempre em usá-lo para o meu processo criativo. E quero que mais pessoas façam isso.

 

Bem, esse é o meu recado. Espero que ninguém tenha perdido muito de seu precioso tempo para ler isso, hehe. Mas gostaria muito de continuar debatendo este assunto com os outros.

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