O Brasil nas Histórias

31/01/2009 às 7:20 PM | Publicado em Papo com o Leitor | 2 Comentários
Tags: , , ,

Brasil

Escrever uma boa história de teor fantástico e temas sobrenaturais que se passa no Brasil é possível? Em se tratando da minha opinião, digo logo na lata: SIM! Mas vamos discutir um pouco sobre o pensamento dos outros.

 

Existe uma tendência – altamente condenável e terrivelmente imutável –, principalmente entre os fãs de mangás e animes, de se pensar que uma história assim é totalmente impossível. Os motivos? Simplesmente porque nossa cultura não tem “nada a oferecer” e que nosso folclore é chato e infantil.

 

Bem, não que eu discorde totalmente desse último item, pois apesar de ser possível usar o Saci-Pererê em uma história interessante, moldando-o para se encaixar em diversos gêneros, a melhor versão dele até hoje ainda é a do Sítio do Pica-Pau Amarelo, “vamos combinar”, como diria minha irmã, e é bem difícil chegar a um Saci extremamente original e atrativo ao público jovem.

 

O grande problema é a visão pouco nacionalista das pessoas. Quando você fala em “história que se passa no Brasil” isso ativa um mecanismo na mente do indivíduo que o faz lembrar, automaticamente, de todas as coisas ruins que o país possa oferecer para um enredo, e não as boas. Logo vem termos como: violência, favelas, pobreza, etc.

 

Justamente por isso, quando se fala em “mangá que acontece no Brasil”, o repúdio ignorante das pessoas é ainda maior, porque os otakus viciados logo fazem a associação entre o Japão perfeito dos animes e mangás que adoram – juntamente com toda a cultura fascinante nipônica –, com o “reles” Brasil, onde só há desgraça e não possui nada a oferecer criativamente.

 

Recentemente fiz uma enquete na comunidade da bleachPROJECT no Orkut que perguntava o que o pessoal achava de aparecerem mais personagens brasileiros em mangás, principalmente de ação, ou mais mangás que se passassem aqui. A maioria até deu uma resposta afirmativa, mas o número de pessoas que disse “não” ainda era grande e preocupante. Citavam personagens como Aldebaran de Touro, de Cavaleiros do Zodíaco, ou Blanka, de Street Fighter, dizendo como eram horríveis como personagens e que era só porque eram brasileiros, e que qualquer outro personagem brasileiro que aparecesse em alguma história seria só uma humilhação.

 

E pra terminar, os que deram respostas positivas, citavam “Michiko e Hatchin”, pois “acontecia no Brasil”. Pela ÚLTIMA vez irei falar: Michiko e Hatchin NÃO acontece no Brasil!! É um país FICTÍCIO inspirado no Brasil E em outros países da América Latina. Mesmo que o país se chame Brasil, o que acho difícil, não é o NOSSO Brasil, não o da nossa realidade.

 

Bem, prossigamos…

 

O que essas pessoas pensam é que, como no passado tudo o que era brasileiro foi ruim, sempre será assim. Mas temos que parar de achar que o passado ruim sempre se repete. Ninguém consegue ter um mínimo de esperança por um resultado bom, não? Sinceramente, não consigo entender a mente dessas pessoas.

 

Movendo as coisas para cá, pensando em uma obra genuinamente brasileira, a dificuldade não é muito menor, pensam eles. Se perguntam: “O que de legal poderia acontecer aqui?”, pois já imaginam que o troço vai envolver favelas e o escambau! Não necessariamente. Pode até ter, desde que o enredo funcione de forma interessante, mas, vamos tentar uma coisa diferente, que não envolva a dura realidade com a qual já temos de conviver todos os dias, sim? Bem, vamos aos poucos…

 

Como o senhor José Roberto Pereira vive dizendo, há uma fórmula praticamente infalível na hora de se criar uma história assim: Pegue um sujeito qualquer e faça o fantástico, o sobrenatural, o místico ou até o divino cair sobre ele! É bastante simples e, se pararmos pra analisar, a grande maioria das histórias são assim!

 

Se você quiser mesmo insistir em algo relacionado aos fatores ruins do Brasil, por que não pega um adolescente que mora numa favela, por exemplo, que quer desesperadamente passar no vestibular para uma faculdade pública e dá um poder pra ele, tipo, não sei, ler mentes! Pô, agora ele lê mentes! Ele pode obter respostas da cabeça das pessoas na hora da prova! Olha que fantástico isso! E depois, expanda a trama. Faça-o encontrar com outras pessoas que desenvolveram habilidades semelhantes. Ponha obstáculos, desafios, enigmas, etc. Meio Heroes, mas é um começo.

 

A miséria, a pobreza e os problemas sociais em geral não precisam ser o foco principal de uma história só porque ela se passa no Brasil. Se pegarmos minha história Elementais, por exemplo, os personagens brasileiros são garotos e garotas de classe média, que não teriam, nem de longe, problemas parecidos com o nosso amigo da favela aí de cima. Mas a partir do momento que você dá um poder a eles, surge também uma responsabilidade, já dizia Tio Ben. Então, tanto ricos quanto pobres podem ter problemas de diversas magnitudes nas histórias, dependendo do que você o faz enfrentar. Um garoto de classe média aqui não difere absurdamente de um dos Estados Unidos, e quantas histórias que envolvem adolescentes e forças sobrenaturais nos Estados Unidos existem? Muitas. Em especial, romances, mas a maioria deles não chega aqui, porque a galerinha só tem olhos pra Crepúsculo, Harry Potter e outros.

 

As novelas, de certa forma, são um bom exemplo dos vários temas que podem ser abordados em uma história. Você tem diversos núcleos, cada um com o seu problema, com uma condição sócio-financeira diferente, etc. Mostra várias realidades, não só aquela do Brasil decaído e inferior que os otakus têm quando se fala com eles sobre personagens brasileiros.

 

Mas, atenção. Fugindo um pouco do tema do post agora, nada impede que você queira criar uma história, uma boa história, que aconteça em outro país. Se gosta mesmo do Japão, dos EUA, da Inglaterra ou de onde ou do que for, escreva. Mas tem que ser interessante, tem que ser crível! Crível no sentido de que o leitor percebe que você pesquisou sobre o que quer que você esteja escrevendo a respeito. Não dá pra sair escrevendo um monte de coisas sem saber nada do país sobre o qual está escrevendo, por exemplo. Não se pode sair escrevendo achando que tal lugar é de tal jeito simplesmente por causa da imagem prévia desse lugar que sempre tivemos na cabeça. Não dá pra fazer que nem essa novela agora Caminho das Índias que faz parecer que tudo o que há na Índia são palácios, elefantes e mulheres dançando com véu. Pelo amor de Deus, isso é quase tão ruim quanto o americano que acha que moramos na selva e falamos espanhol.

 

Pesquise!

 

E, principalmente, use o que está à sua volta como referência. Eu escrevi uma história onde há jovens brasileiros de classe média, que simplesmente vão regularmente à escola, que gostam de ficar com os amigos, gostam de surf, skate, vídeo games etc. porque essa é a minha realidade! E eu inseri o sobrenatural baseado na minha principal influência: o mangá! E os poderes não vêm da mitologia japonesa nem nada, são originais, criados por mim e meus amigos, baseados apenas em certos conceitos de alguns mitos que nem orientais são. Mas vários mangás, animes e games fazem isso! Não é preciso de mitologia japonesa em uma história de poderes sobrenaturais que acontece no Japão, por exemplo! Existem coisas que são universais, que poderiam ser incluídos em qualquer país do mundo! Como ler mentes, do nosso amigo lá em cima (ele de novo? Vou acabar escrevendo alguma coisa com ele, hehe).

 

Mas falando em mitologia japonesa, uma história que se passa no Brasil poderia muito bem acontecer envolvendo ela. Temos a maior colônia de japoneses fora do Japão. Use isso como um “elo”. Por exemplo, vamos dizer que, na época em que os navios de imigração iam chegando, um dos imigrantes trazia uma wakizashi onde estava selado o espírito de uma kitsune que lutara contra exércitos de demônios ao lado de seu mestre em uma guerra oculta no período Sengoku, quinhentos anos atrás. E que seu mestre a selou em sua wakizashi para que pudesse descansar e recuperar suas forças. Agora, nos dias atuais, essa espada cai nas mãos de um adolescente da Liberdade (sei lá como cai, mas isso vai ser trabalhado depois) que, por ter a energia necessária para desfazer o selo, acaba despertando a raposa, que agora está sendo alvo, no Brasil, do novo grande exército de demônios que se formou no Makai para um novo ataque contra a humanidade!

 

Um pouco clichê, talvez, criei agora do nada, mas dá pra se trabalhar sobre isso! Tenho certeza de que você já ouviu pelo menos metade desses termos em um anime ou mangá, porque é tudo parte da cultura japonesa. Viu como é possível ligar uma coisa a outra simplesmente porque VOCÊ QUIS? Isso mesmo! Simplesmente porque você quis! Você não precisa ficar dando desculpa do por que sua história acontece aqui, ali ou acolá! Você apenas quis assim, é uma ficção, não a realidade, você coloca o que seria interessante, legal, bacana, o que entretém! O que falta na maioria dos autores nacionais é ousadia. Não ousam para criar algo além do esperado, que seja mais do que o nosso já mal visto Brasilzinho mereça.

 

Eu acho que merece. Eu gosto muito do Japão, de muitos países da Europa, da Ásia, África, dos próprios Estados Unidos, enfim, eu sou um xenófilo declarado, gosto de usar várias qualidades de outros países para criar algo legal, mas eu sou brasileiro, eu ponho meu país na frente, eu quero que ele melhore em todos os sentidos, quero que seja mais respeitado e bem visto, por isso, teimarei sempre em usá-lo para o meu processo criativo. E quero que mais pessoas façam isso.

 

Bem, esse é o meu recado. Espero que ninguém tenha perdido muito de seu precioso tempo para ler isso, hehe. Mas gostaria muito de continuar debatendo este assunto com os outros.

Anúncios

Alive – The Final Evolution

30/01/2009 às 3:44 PM | Publicado em Mangás, Reviews | 2 Comentários
Tags: ,

Alive - The Final Evolution

É um pouco irritante quando as pessoas dão demasiada atenção a mangás ditos “modinhas” como Naruto, Bleach e One Piece e deixam passar muitos mangás de qualidade. Hoje vou falar de um deles: Alive – The Final Evolution.

 

O nosso protagonista é Taisuke Kanō (ordem ocidental dos nomes), um estudante que volta e meia… volta e meia? Não, que SEMPRE está se metendo em confusões, especialmente brigas. Ele tem dois amigos próximos: Yūichi Hirose e Megumi Ochiai. Hirose é o principal motivo pelo qual Taisuke se mete em brigas. O fato é que Hirose é totalmente indefeso, o que obriga Taisuke a defendê-lo sempre. E quando os dois acabam machucados, lá está Megumi pra dar um apoio (e aproveitar para dar uma bronca em Taisuke por se meter em confusão mais uma vez).

 

A história começa de fato quando, num certo dia, Taisuke sente uma sensação estranha e ele tem uma “visão do universo”. Ignorando isso por enquanto, ele volta para casa após a aula. No caminho, ele testemunha um suicídio – uma garota cai do alto, na sua frente, chocando-se contra o chão em seguida. Por algum motivo, Taisuke sente inveja dela. Afastando esse pensamento insano, ele logo descobre que uma onda de suicídios está abalando não só o Japão, mas todo o mundo. Pessoas que tiveram a mesma sensação de ver o universo que ele teve ou se suicidam ou “evoluem”, resultando nos chamados “Camaradas” ou “Usuários de Poder”.

 

Taisuke inicia uma jornada para o norte do Japão depois que Hirose e Megumi desaparecem, devido a um incidente envolvendo poderes estranhos que não darei muitos detalhes para não estragar a surpresa. No caminho, ele encontra outros usuários de poder assim como ele. Alguns amigos, outros inimigos.

 

O roteiro do mangá é muito interessante. Não apenas a história, mas a narrativa é boa. Ao mesmo tempo que mostra um quê de sobrenatural, o foco principal da história são os personagens tentando resolver seus problemas emocionais. Já vou avisando que são poucos os personagens sãos neste mangá, hehe. Para que a história não fique muito sombria (porque ela é sombria), há os pequenos alívios cômicos, como as discussões de Taisuke e Yūta, um usuário de poder que ele encontra no caminho, e a dupla de jornalistas Amamiya e Oda.

 

Falando da arte, ela é ótima. Simples assim. O traço é muito limpo, detalhado e realista, principalmente quando se trata do vestuário dos personagens. Nunca vi um tênis da Adidas e um All Star tão bem representados em um mangá, hehe. O mangá possui o roteirista, Tadashi Kawashima (que, pelo que vi, também parece desenhar bem) e Adachitoka como artista, que na verdade são uma dupla de artistas femininas, onde uma desenha os personagens e a outra cenários. O mangá é mensal, então, há muito mais tempo para caprichar na arte.

 

Por enquanto, ainda não achei o mangá em português, mas, enquanto isso, é possível ler em inglês na One Manga:

 

http://www.onemanga.com/Alive_-_The_Final_Evolution/

 

Recomendado!

 

Ah, sim, um adendo! O mangá logo ganhará versão anime, está confirmado!

 

Ah, meu Japão japonês!

29/01/2009 às 2:25 PM | Publicado em Japão, Papo com o Leitor | 3 Comentários
Tags:

Japanese Only

Falaremos agora de um assunto preocupante. A grande maioria dos fãs da cultura pop japonesa em geral não está ciente de algo que ocorre em vários lugares do Japão. Nós ficamos tão maravilhados com tudo que vem de lá, animes, mangás, games e etc. que acabamos ficando com a idéia de que é um lugar mágico, onde os maiores prazeres de nossas vidas nos aguardam, onde seremos bem recebidos e bem tratados.

 

Mas não é bem por aí.

 

É claro que, assim como em muitos países que visitamos, muito provavelmente seremos bem recebidos de uma maneira geral, mas, quando tentamos “penetrar” um pouco mais no território dos japoneses, quando tentamos utilizar mais de seus recursos para nós mesmos, surge um atrito.

 

O melhor exemplo que eu poderia dar é o mercado fechado que o Japão tem. Já se imaginou publicando algo lá? Um mangá, talvez? Parece absurdo, não é? Assim como eu estava falando com o pessoal da ZéRoberto Press, as barreiras são muitas, tanto da língua quanto culturais, sem falar na grande concorrência. Eles já têm japoneses demais querendo o mesmo que você, então, por que aceitariam alguém de fora?

 

NO ENTANTO, eu ainda sou do tipo de pessoa que acredita que qualquer coisa é possível, por mais impossível que pareça ser. Mas isso é um assunto relativo.

 

Falando um pouco de outro tipo de xenofobia japonesa, está o que demonstra essa imagem do post. Às vezes, chegam ao absurdo de proibirem a mera entrada de um estrangeiro em um local, ou deixá-lo usufruir de seus serviços.

 

Certa vez estava lendo um artigo do americano Debito Arudou (nome adotado por ele após tornar-se cidadão japonês), escritor e defensor dos direitos humanos, sobre a vez em que foi a uma onsen, as famosas fontes termais, com sua esposa japonesa e filhas. Só foi permitida a entrada de uma das duas filhas, pois a outra possuía uma aparência mais estrangeira. E esse não foi o único caso de rejeição de estrangeiros em fontes termais.

 

Como vêem, é bom ser mais realista quanto ao Japão. Mas, claro, não vamos torná-lo o país xenofóbico-mor por causa desses exemplos. Deixamos esse título para a Coréia do Norte, por enquanto, hehe.

 

O Japão precisa se abrir mais, fazer maior troca de informação, entretenimento e outros com países estrangeiros. Afinal, já faz mais de cem anos desde que eles abriram os portos para o comércio estrangeiro. Então, por que agem como se nunca o tivessem feito?

Influências de Persona 3

29/01/2009 às 1:11 AM | Publicado em Reviews | Deixe um comentário
Tags: , ,

 

Gostaria muito de começar falando sobre um jogo que influenciou muito a concepção da minha história “Elementais”: Persona 3.

 

Desenvolvido pela empresa Atlus, esse RPG segue os moldes da série Megami Tensei, conhecida simplesmente como MegaTen, que, inicialmente, fora lançado pela Namco. O primeiro game, intitulado apenas de “Megami Tensei”, foi baseado em um romance escrito por Aya Nishitani chamado “Digital Devil Story”, título esse que, mais tarde, também seria usado pela Atlus para um spin-off da série.

 

O estilo da série MegaTen é muito interessante, tendo elementos que a maioria dos RPGs não possuem. Para começar, a grande maioria dos jogos acontece no mundo moderno, tendo um simples estudante do colegial como protagonista, por exemplo. Os games são sombrios, pois seus inimigos são nada mais, nada menos que demônios.

 

Em “Shin Megami Tensei”, primeiro jogo da série lançado para o Super Nintendo, você controla um estudante que está de férias, simplesmente aproveitando o verão, quando acontecimentos misteriosos começam a acontecer depois que ele tem um sonho estranho. Demônios começam a aparecer pela cidade (Tóquio, só pra constar) e atacar pessoas, enquanto outras simplesmente se rendem, se “aliando” aos demônios. Nisso, o protagonista vai atrás das pessoas que viu em seu sonho e que parecem estar destinados a ajudá-lo a impedir o Apocalipse iminente.

 

Pulando para Persona, nos vemos em uma situação parecida: mundo moderno e estudantes com poderes. No entanto, Persona não é uma seqüência dos jogos Megami Tensei, mas uma história à parte. Para ser sincero, não joguei o Persona 1 nem o 2, mas nem mesmo é preciso, pois o 3 não é uma continuação direta desses dois, apesar dos números. Mas uma mesma característica está presente em todos eles. Persona é o nome que se dá ao ser que vive dentro de uma pessoa e que possui habilidades extraordinárias. São como a personificação do espírito da pessoa.

 

Em Persona 3, ganhamos o controle sobre um jovem estudante que se muda para a cidade onde viveu durante a infância. O protagonista sem nome (é de praxe dos jogos MegaTen que o jogador é que decide o nome do personagem principal) passa a morar em um dormitório junto com outros estudantes. Mal sabe ele que todos esses estudantes são usuários de Persona. Todas as noites, quando o relógio bate meia-noite, entramos no que esses estudantes explicam ser a “Dark Hour”, uma hora que os humanos comuns desconhecem, pois todos os humanos assumem a forma de um caixão, ficando adormecidos, sem saber de nada.

 

Junto com a Dark Hour surge, no lugar onde fica a escola do protagonista, uma imensa torre chamada “Tartarus”, que é onde ficam os principais inimigos dos usuários de Persona: os “Shadows”. Shadows são criaturas sombrias, como se pode reparar pelo nome, que atacam os humanos durante a Dark Hour, sugando-lhe a energia e, em muitos casos, a vida. Logo, o protagonista descobre ser um usuário de Persona também e decide ajudar os outros a lutar contra os Shadows.

 

Persona 3

Ao longo do jogo, você vai descobrindo os segredos por trás da Dark Hour, dos Shadows e da Tartarus, enquanto simplesmente vive sua vida normal de estudante durante o dia. A parte mais legal do jogo, provavelmente, é a dos “Social Links”, onde cria relações com colegas da escola e da cidade. O protagonista é o único usuário de Persona que pode criar outros Personas. Cada Persona é regido por um arcano do Tarô, e cada Social Link que você cria com alguém corresponde também a um arcano. Quanto mais forte a sua relação com alguém de um arcano, mais poderosos são os Personas que você poderá criar. Para criá-los, é preciso fundi-los.

 

Bem, essa é o meu mini-comentário a respeito desse grande jogo. O Persona 4 já saiu e, segundo ouço por aí, é ainda melhor que o terceiro. Ainda bem que minha irmã está nos “States” e comprou pra mim, junto com outros jogos!

 

Ah, sim, caso estejam indagando, ambos são para Playstation 2.

 

 

Começando!

28/01/2009 às 6:39 AM | Publicado em Papo com o Leitor | 2 Comentários

Bem, essa é a primeira vez que tento fazer um blog. Apesar de ser do tipo de pessoa que rapidamente se acostuma com coisas novas, até um simples blog se mostra um oceano de comandos que eu não sei para que servem, haha.

O principal propósito deste blog será postar minhas histórias. Sim, eu escrevo. E como gosto muito de mangás e animes, qualquer coisa que seja postada no blog, na maioria das vezes, será em torno desses dois ou cultura pop japonesa em geral. Claro que haverá espaço para outros assuntos, mas, isso depende bastante do meu dia-a-dia.

Só isso por enquanto! Até mais!

Blog no WordPress.com.
Entries e comentários feeds.