Mazelas otakas ocidentais

25/03/2009 às 4:47 PM | Publicado em Papo com o Leitor | 1 Comentário
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Minha teoria estava correta! O grande problema de nós ocidentais no quesito comércio de produtos da cultura pop japonesa (ou qualquer coisa influenciada por ela) é a falta de interesse de ingressar nele.

 

Ok, comecei este post com uma afirmação que para muitos soa meio “hã?!”, mas era só para assustar um pouco e atiçar a curiosidade.

 

Explico.

 

Conforme li nestes dois posts do Shoujo Café e do JCast, pude confirmar o que já meio que sabia. Nós ocidentais queremos apenas usufruir de tudo que o Japão oferece sem visar objetivos mais altos. A questão é a seguinte…

 

Os cosplays, por exemplo, são uma forma de se encontrar com amigos e pessoas que dividam os mesmos gostos que você em um evento e simplesmente aproveitam o momento, mostrando-se e divertindo-se. Normal, todos querem se divertir o quanto puderem. No entanto, ninguém percebe o quanto isso pode prejudicar vários outros pontos dessa coisa toda.

 

Olhem à sua volta. Notem como se comportam os otakus brasileiros e até mesmo americanos e qual a posição deles em relação ao comércio de produtos pop japoneses. Bem… Talvez seja mais fácil eu dar alguns exemplos.

 

Como o Alexandre Lancaster sempre fala em seu blog, na Europa os eventos de anime são muito diferentes dos daqui. Segundo ele, lá eles dão importância ao que é importante, promovendo encontros com autores de mangás, apresentando novos conceitos de animação japonesa, parcerias com estrangeiros, etc. Mas aqui… já perceberam que fica tudo praticamente no cosplay? E como dizem as notícias desses posts, em certos eventos no Japão, cosplayers amadores são proibidos, pois os eventos deveriam ser lugares para mostrar aquilo que fará bem à indústria e não aquilo que não fará nenhuma diferença.

 

Já notaram que quando entram em sites como a Henshin aquele pop-up anunciando concursos de cosplay aparece de tal forma que parece até que é a coisa mais importante a ser mostrada ali? Cadê mais notícias sobre o que realmente interessa como a indústria de mangás no Brasil e a oportunidade a ser dada aos jovens daqui? Sei que, por eu estar escrevendo um livro nesse estilo isso pode parecer egoísmo de minha parte, mas, isso é algo de que o Brasil realmente necessita, pois tem muita gente no mesmo barco que eu.

 

Mas não é só isso. Cadê a propaganda de novos mangás e animes bacanas nos eventos, informações sobre como funciona o comércio entre Japão e o ocidente, mais produtos originais diversificados aqui que possamos comprar por um preço mais acessível? Eu quero ler várias light novels, mas não trazem isso pro Brasil! Se pelo menos importassem em japonês ou inglês, mas nem isso… Os eventos deveriam ser lugares para termos acesso a coisa exatamente desse tipo: praticamente inacessíveis.

 

Mas como o Lancaster diz, temos é bandas convidadas pra cantar, cosplayers de Naruto aos montes, campeonatinhos de PS2/PS3 de Naruto e… ah, sei lá, 95% é Naruto e ninguém queira contradizer isso! Ou seja, coisas que são divertidas, mas que não dão em nada, não avançamos em nada. E isso não é só com a gente não, como foi falado no JCast, os americanos são assim também, talvez um pouco menos, não sei.

 

Resumo da ópera, podemos citar MAIS UMA VEZ o senhor Zé Roberto Pereira, que diz que a postura do brasileiro é de passividade, de empregado. Se formos olhar os eventos e como é o comércio de anime e mangá por aqui, vemos que isso se aplica a eles também. O que seria a passividade? Nesse caso, sinônimo de “só quero me divertir agora e estou pouco me lixando pra fazer algo em prol de novidades e criar oportunidades”. Em outras palavras, somos reativos demais e pouco pró-ativos. O que vier tá bom, tenho o meu Naruto aqui, minha fantasia da Akatsuki, e tá tudo ótimo! Não quero saber de mais nada!

Lobo Alpha e…

23/03/2009 às 10:18 PM | Publicado em Informativo, Livros, Papo com o Leitor | 4 Comentários
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Lobo Alpha

Lobo Alpha é um livro de aventura escrito por Helena Gomes e ilustrado por Alexandre “Bar” Barbosa.

 

O livro conta a história de Amy Meade, que é atacada em um beco por duas criaturas lobo, mas é salva por outra dessas criaturas, que ela descobre mais tarde serem humanos com a habilidade de se transformarem em criaturas ferozes. O lobo em questão que a salva é um rapaz que se denomina Wolfang, que acaba por se aventurar com a garota pelo mundo em busca de respostas pelos segredos dos clãs de criaturas mutantes.

 

Segue abaixo o sumário:

 

        “Há séculos elas soltam suas feras, esgueirando-se por sombra e luz. No universo de Lobo Alpha, em pleno século XXI, continuam anônima e assustadoramente em ação. Elas… as criaturas: humanos com poderes de mutação. Entre esses mutantes, encontra-se Wolfang em sua angústia existencial. Nasceu criatura, com a capacidade de se transmutar em lobo. Para seu eterno pesar, nada pode fazer contra o fato.

        Wolfang é o Ômega do Clã, o mais fraco e insignificante dos lobos, portanto, também o mais desprezado. Apesar disso, consegue salvar Amy – uma jovem que, sem saber, carrega um segredo capaz de definir o futuro das criaturas – das garras de dois ferozes colegas de clã. A partir daí, ele e Amy enfrentam juntos poderosos inimigos, traições e muito perigo em lugares como Hong Kong, Itália, França e Brasil.”

 

Fico muito chateado em ver que um livro de aventura desse porte, que raramente vemos no Brasil, tenha passado despercebido e nem mesmo tenha dado sinais de virar febre — a primeira santa febre que PODERIA ter surgido pela PRIMEIRA vez em questão de livros juvenis nacionais, mas… não deu em nada.

 

Podia ter sido melhor divulgado, adaptado pra filme, HQ, o que fosse, mas, não… O BRASILEIRO FICA COM O FUTEBOL, A CERVEJA E O CRÉU! O jovem brasileiro não está neeeeem aí pra uma indústria bacana de romances, histórias em quadrinhos and such, porque a indústria de entretenimento já está poluída demais com o que chamamos de “cultural”.

 

Cultura existe em tudo, gente. Futebol e até o funk faz parte dela, mas, poxa, é pedir demais incentivar outras áreas para que cresçam, ou melhor, para que sequer existam? Porque, NENHUM livro nacional, nem os bons, como esse, conseguem emplacar a ponto de podermos dizer que o mercado juvenil é algo presente em nossas vidas, né…

 

Ou nas vidas do povo juvenil, que é o principal público alvo.

 

Lamentável.

 

Lá-men-tá-vel.

 

PORÉM! Deixei uma boa notícia para o final!

 

Lobo Alpha terá continuação esse ano! O livro se chamará Código Criatura:

 

Código Criatura

 

Então, aproveite e espalhe a mensagem desta que pode virar uma série de livros febre! E nacional! Vam’bora, força aí pra Helena e pro Bar!

Coisas sobre o novo Fullmetal Alchemist

16/03/2009 às 5:24 PM | Publicado em Informativo | 2 Comentários
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E aí, gente!

 

Tão ansiosos pelas coisinhas legaizinhas (ui) que estão vindo por aí? Dragon Ball Evolution, Dragon Ball Kai, o novo Fullmetal Alchemist, por exemplo?

 

Tá, ninguém tá olhando o filme de Dragon Ball com bons olhos até agora, até porque já estreou no Japão e já teve muita gente falando mal dele por lá, mas, sei lá, né, vamos ver!

 

Bem, eu queria falar mais especificamente do Fullmetal Alchemist. O novo anime dele que promete ser mais fiel à história do mangá. No site oficial, já há novos trailers e informações a respeito da produção e dos bastidores. Vamos ao que eu achei mais interessante: os dubladores e o tema de encerramento.

 

Falando dos dubladores, estejam avisados que, segundo a lista que está no site, pude perceber a mudança de alguns deles. Só irei listar aqueles que mudaram, são eles:

 

Winry Rockbell, que antes era dublada pela Megumi Toyoguchi, é agora dublada pela Megumi Takamoto.

 

Roy Mustang, que antes era dublado pelo Toru Ohkawa, é agora dublado pelo Shinichiro Miki (Urahara Kisuke em Bleach).

 

Riza Hawkeye, que antes era dublada pela Michiko Neya, é agora dublada pela Fumiko Orikasa (Kuchiki Rukia em Bleach).

 

Jean Havoc, que antes era dublado pelo Yasunori Matsumoto, é agora dublado pelo Yuji Ueda (Urashima Keitaro em Love Hina)

 

Heymans Breda, que antes era dublado pelo Tomoyuki Shimura, é agora dublado pelo Biichi Satou.

 

Kain Fury, que antes era dublado pelo Tetsu Shiratori, é agora dublado pelo Tetsuya Kakihara (Yutaka Mikoto em Princess Princess).

 

Vato Falman, que antes era dublado pelo Takehiro Murozono, é agora dublado pelo Kenji Hamada (Takigawa Hosho em Ghost Hunt).

 

Maria Ross, que antes era dublada pela Mitsuki Saiga, é agora dublada pela Kaori Nazuka (Eureka em Eureka Seven).

 

Scar, que antes era dublado pelo Ryotaro Okiayu, é agora dublado pelo Kenta Miyake (Tsume em Wolf’s Rain).

 

Lust, que antes era dublada pela Yuuko Satou, é agora dublada pela Kikuko Inoue (Kazumi Mizuho em Onegai Teacher/Onegai Twins).

 

Gluttony, que antes era dublado pelo Yasuhiro Takato, é agora dublado pelo Tetsu Shiratori (Lloyd Asplund em Code Geass).

 

Envy, que antes era dublado pela Mayumi Yamaguchi, é agora dublado pela Minami Takayama (Edogawa Conan em Detective Conan).

 

Zolf Kimblee, que antes era dublado pelo Yuji Ueda, é agora dublado pelo Hiroyuki Yoshino (Sumimura Yoshimori em Kekkaishi).

 

Bem, há muitas trocas de vozes, mas, felizmente, o Ed e o Al permanecem com a Romi Paku e a Rie Kugimiya, respectivamente.

 

Interessante notar que, como eu gosto de brincar de dublagem e atribuir seiyuus (dubladores japoneses) aos meus personagens, vejo que muitos dos que eu escolhi já participaram ou participarão da nova versão de Fullmetal Alchemist. São eles:

 

Megumi Toyoguchi como Daniela Abelli

Toru Ohkawa como Tenente Seigo Yanahara

Shinichiro Miki como Paulo Schroeder

Michiko Neya como Sin

Fumiko Orikasa como Rumiko Hiroshima

Yasunori Matsumoto como Carlos Vieira

Yuji Ueda como Kazuki Imamura

Mitsuki Saiga como Fábio Arany

Kaori Nazuka como Tori

Ryotaro Okiayu como Core

Romi Paku como Leonardo Resnik

Rie Kugimiya como Jaime Schroeder

 

Alguns deles estão até listados na comunidade de Elementais no Orkut, mas, alguns que listei aqui ainda não estão lá.

 

Voltando a FMA, já foi revelado o tema de encerramento. Chama-se “Uso” (trad.: Mentira), da banda Sid. Ao entrar no site oficial http://www.hagaren.jp/ tocará um vídeo com um trechinho da música.

 

Achei bem legal!

 

Bem, ficamos por aqui por hoje. Até a próxima!

Viagem e, claro, BLEACH!

09/03/2009 às 6:52 PM | Publicado em Informativo | 1 Comentário
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Só dando uma passada rápida aqui pra não deixar o blog morrer!

 

Bem, de assuntos interessantes, tem a minha loooonga e cansativa viagem nesse fim de semana ao Fim do Mundo a.k.a Itajubá, Minas Gerais para o casamento do meu primo. Se você é de Itajubá, não se sinta ofendido, eu estou apenas me referindo à distância, não à cidade em si. No geral, foi bacana, mas, não sou muito de festas, o que inclui festa de casamento. Eu gosto de viajar de carro, mas, viajar enjoado ou com dor de barriga é uma coisa que não desejo nem para meus inimigos (os quais não tenho, hehe).

 

A parada em Campos do Jordão para o almoço na volta para o Rio foi legal, principalmente pelo fato de eu nunca ter sequer botado os pés em alguma cidade do estado de São Paulo antes (vergonhoso, eu sei). Cara… COMO TEM JAPONÊS! E eu nem tava na Liberdade na grande São Paulo!

 

Aqui no Rio eu quase não vejo pessoas de descendência oriental, é bem curioso isso. Falando rapidamente de Elementais, sabe que eu tenho uma idéia ou outra para um spin-off que se passa em São Paulo? Mas isso seria pra daqui a muito tempo e só quando o livro ficar famoso (eu falo com tanta convicção de que vai dar certo, né? Haha).

 

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Mudando radicalmente de assunto, alguém está bem ansioso pelas novas músicas de abertura e encerramento de Bleach? Pô, fala sério, a banda que fará a nova música de abertura “Shojo S”, chamada Scandal, composta por quatro garotas que ainda parecem estar no Ensino Médio, toca muito! Das três músicas que ouvi, dadas por links no site bleachPROJECT, achei todas ótimas. Os caras dos estúdios de animação realmente sabem escolher boas bandas para esses animes famosíssimos.

 

O novo tema de encerramento ficará a cargo da banda Sambomaster, que já fez uma música para Bleach, o tema do segundo filme. E, a música que eu adoro citar, que é a quinta abertura de Naruto (o normal, não o Shippuuden), “Seishun Kyousoukyoku”, pra mim melhor do que “Haruka Kanata” e “GO!!”, as favoritas da galera.

 

Estou com altas expectativas e acho que não irão me decepcionar!

 

Agora, já que falei em Naruto, estou há semanas sem ver. Não que eu não assista fillers, eu até acho bacana alguns, mas, sei lá, tá TÃO chato ultimamente, e Bleach tá TÃO melhor (tanto o mangá quanto o anime, se bem que o mangá de Naruto melhorou muito) que é só o que eu tô assistindo mesmo.

 

“Velonica” é uma música maravilhosa, com ritmo e letra boas demais, mesmo. Vai ser difícil dar adeus a ela, mas, bem, novas músicas têm que vir! E que venha “Shojo S” (Garota S)!

 

Livros e Adaptações

04/03/2009 às 8:33 PM | Publicado em Informativo, Livros | 2 Comentários
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A grande maioria dos romancistas ou autores de quadrinhos em geral adoram a idéia de terem seus livros e HQs transformados em filme ou animação. Claro que há as ovelhas negras, como o Alan Moore, mas não vamos entrar nesses detalhes…

 

Falando especificamente de adaptação para anime, sabemos que é o sonho de todos os autores de mangá e não só os japoneses, mas pelo mundo todo. O que muitas pessoas não sabem, é que diversos livros também são adaptados para animes. No Japão, existem as chamadas “light novels”, que são romances com ilustrações estilo mangá e, deles, saíram muitas animes famosos.

 

Se eu te perguntasse: De onde foi adaptado o anime da Suzumiya Haruhi no Yuu’utsu, ou Full Metal Panic!, ou Slayers, ou Shakugan no Shana? Você responderia que foi de seus respectivos mangás, mas, não, eles eram “light novels” originalmente, sim, livros, com pouquíssimas ilustrações. O fato de existir o mangá de cada um desses é simplesmente para haver mais um veículo de divulgação da franquia. Até porque os animes, mesmo quando o mangá baseado em um romance é lançado antes da animação, são baseados no romance original, e não no mangá adaptado. Os mangás, nesse caso, é que costumam distorcer a história, da mesma forma como fazem os animes mal adaptados de uma obra que era originalmente mangá.

 

Agora, para todos os romancistas lendo isso, vamos falar do que nos interessa. Você sabia que é totalmente possível termos nossos livros adaptados para mangá ou anime também? Sabe por quê? Porque aconteceu e ainda acontece cada vez com mais freqüência com autores estrangeiros.

 

Já ouviu falar do livro “Deltora Quest”? É bem provável que você tenha ouvido falar do anime, pelo menos. E você sabia que Deltora Quest é um livro australiano? Ah, não? Bem, legal, né?

 

Já ouviu falar do livro “Bootleg”? Mas é bem provável que você tenha ouvido falar do mangá e anime “Chocolate Underground”, adaptado dele. E você sabia que Bootleg é um livro inglês? E que já teve adaptações antes pra série de televisão que já até passou aqui no Brasil, sobre uma cidade que proíbe o consumo de chocolate e dois garotos se unem para produzi-lo clandestinamente? Ah, não? Bem, maneiro, né?

 

Já ouviu falar do livro “A Saga de Darren Shan”? Mas talvez você tenha ouvido falar do mangá ou do filme que estreará nos cinemas do mundo todo em breve. E você sabia que A Saga de Darren Shan é um livro inglês também? Ah, não? Bem, interessante, né?

 

Já ouviu falar do livro “Meu Pé de Laranja Lima”? E que é um livro brasileiro que foi adaptado para um manhwa coreano? Ah, não? Bem, bacana, né?

 

Esses e outros exemplos que esqueci agora são provas de que não é impossível ganhar uma adaptação legal para o seu trabalho seja aqui ou lá fora contanto que haja empenho, trabalho sério e verdadeiro interesse. Acima de tudo, lembremos onde estamos no momento, ou seja, estamos escrevendo um livro ainda e, portanto, temos que nos concentrar nele, e não como seria uma possível adaptação se nem mesmo o livro aconteceu ainda. Sonhar é bom, é legal, é ótimo, mas, sonhemos e nos esforcemos também, acho que essa é a chave.

 

Força a todos!

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