Livros e Adaptações

04/03/2009 às 8:33 PM | Publicado em Informativo, Livros | 2 Comentários
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A grande maioria dos romancistas ou autores de quadrinhos em geral adoram a idéia de terem seus livros e HQs transformados em filme ou animação. Claro que há as ovelhas negras, como o Alan Moore, mas não vamos entrar nesses detalhes…

 

Falando especificamente de adaptação para anime, sabemos que é o sonho de todos os autores de mangá e não só os japoneses, mas pelo mundo todo. O que muitas pessoas não sabem, é que diversos livros também são adaptados para animes. No Japão, existem as chamadas “light novels”, que são romances com ilustrações estilo mangá e, deles, saíram muitas animes famosos.

 

Se eu te perguntasse: De onde foi adaptado o anime da Suzumiya Haruhi no Yuu’utsu, ou Full Metal Panic!, ou Slayers, ou Shakugan no Shana? Você responderia que foi de seus respectivos mangás, mas, não, eles eram “light novels” originalmente, sim, livros, com pouquíssimas ilustrações. O fato de existir o mangá de cada um desses é simplesmente para haver mais um veículo de divulgação da franquia. Até porque os animes, mesmo quando o mangá baseado em um romance é lançado antes da animação, são baseados no romance original, e não no mangá adaptado. Os mangás, nesse caso, é que costumam distorcer a história, da mesma forma como fazem os animes mal adaptados de uma obra que era originalmente mangá.

 

Agora, para todos os romancistas lendo isso, vamos falar do que nos interessa. Você sabia que é totalmente possível termos nossos livros adaptados para mangá ou anime também? Sabe por quê? Porque aconteceu e ainda acontece cada vez com mais freqüência com autores estrangeiros.

 

Já ouviu falar do livro “Deltora Quest”? É bem provável que você tenha ouvido falar do anime, pelo menos. E você sabia que Deltora Quest é um livro australiano? Ah, não? Bem, legal, né?

 

Já ouviu falar do livro “Bootleg”? Mas é bem provável que você tenha ouvido falar do mangá e anime “Chocolate Underground”, adaptado dele. E você sabia que Bootleg é um livro inglês? E que já teve adaptações antes pra série de televisão que já até passou aqui no Brasil, sobre uma cidade que proíbe o consumo de chocolate e dois garotos se unem para produzi-lo clandestinamente? Ah, não? Bem, maneiro, né?

 

Já ouviu falar do livro “A Saga de Darren Shan”? Mas talvez você tenha ouvido falar do mangá ou do filme que estreará nos cinemas do mundo todo em breve. E você sabia que A Saga de Darren Shan é um livro inglês também? Ah, não? Bem, interessante, né?

 

Já ouviu falar do livro “Meu Pé de Laranja Lima”? E que é um livro brasileiro que foi adaptado para um manhwa coreano? Ah, não? Bem, bacana, né?

 

Esses e outros exemplos que esqueci agora são provas de que não é impossível ganhar uma adaptação legal para o seu trabalho seja aqui ou lá fora contanto que haja empenho, trabalho sério e verdadeiro interesse. Acima de tudo, lembremos onde estamos no momento, ou seja, estamos escrevendo um livro ainda e, portanto, temos que nos concentrar nele, e não como seria uma possível adaptação se nem mesmo o livro aconteceu ainda. Sonhar é bom, é legal, é ótimo, mas, sonhemos e nos esforcemos também, acho que essa é a chave.

 

Força a todos!

2 Comentários »

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  1. Caramba, que pesquisa tu deve ter feito pra escrever isso. Eu só tinha ouvido falar do Meu “Pé de Laranja Lima”, que aliás, nem sei o que ela conta, mas se ganhou uma adaptação deve ser algo legal. E sério, me impressionei um pouco, pois nem fazia idéia de que livros estrangeiros ganhararam uma adaptação de anime ou mangá, pra mim era alguns sortudos e coisa rara. Isso me faz acreditar mais ainda que isso é possível. Mas é o que você falou, não adianta ficar imaginando nossas histórias numa tela de animação ou num mangá ou num filme, temos que imaginar ela ainda como um livro.

    Pensando nisso, eu vou passar o ano procurando alguns livros do gênero de fantasia e alguns medievais, pra ganhar alguma experiência na escrita deste gênero, pois vou fazer uma nova versão do Mundo Sombrio. E quero escrever mesmo no estilo de um livro. Preciso melhorar nos pontos em que sou ruim, exemplo descrição de roupas, e lugares. Quando eu conseguir me enturmar melhor com esse gênero, aí sim eu posso começar, mas acho que só devo fazer isso no inicio do ano que vem. Por hora, fico escrevendo um pouco da versão simples, ou senão a história nunca vai andar e vou acabar perdendo todo o foco dela.

    Por sorte eu tenho outras 2 histórias que podem ser mais fáceis de escrever, mesmo não sendo as minhas favoritas. Mas tenho a impressão que elas tem mais chance de virarem livros primeiro.

    Mudando um pouco o foco pra sua segunda versão de Elementais, eu não sei se mencionei a idéia de colocar alguma cena de ação no inicio dela, pois o ritmo no primeiro capítulo é lento e é fácil perder o interesse nela, visto que só o que acontece é a apresentação dos personagens. Talvez colocar alguma cena que desperte o interesse logo no inicio seja necessária para fazer o leitor não perder o interesse no decorrer do cap, mesmo com um monte de personagens aparecendo.

    E se querermos mesmo um objetivo desses, sonhe e aja, sem dúvida. Mesmo que demore um bom tempo, pois não é fácil mesmo, ainda valerá a pena. Acredito que com o tempo ganharemos mais confiança, depois de lutar durante anos por um sonho que para muitos pode ser impossível de alcançar, para nós está cada vez mais perto e no mínimo visível.

  2. Exato! Sonhar é essencial, mas há também o trabalho e a dedicação. Recusa de manuscritos por editoras não necessariamente significa que o livro é ruim, porque se as editoras soubessem exatamente o que venderia, todas, sem exceção, estariam multi-milionárias.

    É exatamente isso que estou fazendo. Lendo o máximo de livros diferenciados que eu puder. Assimilando diversos estilos de narrativa e tal. Eu sigo uma frase: “Faça como quem deu certo”, hehehe. Até Harry Potter está me ajudando a ver melhor uma coisinha ou outra. Mas, claro, temos estilos próprios, o intuito não é plagiar.

    Também tenho váááárias outras histórias na cabeça, poderia listar uma sinopse para umas dez, mas, tenho receio de tirar a atenção de Elementais agora. Melhor ainda não.

    Idéia anotada. Vou ver o que posso fazer para torná-la mais interessante (lê-se: com mais ação) já de início.

    Bom, boa sorte pra você, pra nós e pra todos que querem isso. Sei que eu cito muito o Zé Roberto, mas, numa coisa eu concordo muito com ele: Eu quero TODO mundo bem, quero todo mundo escrevendo e publicando coisas legais, não só eu. Precisamos todos revitalizar, rejuvenescer o mercado nacional de publicações de quadrinhos, livros, etc. Ou melhor, é preciso fazer dele algo que ele nunca foi. Sei que houve épocas melhores, mas temos que torná-la melhor do que nunca foi! Com coisas novas, ousadas e que, se der, influencie mais jovens a quererem publicar seus trabalhos de modo sério.

    Imagina um grande hit mundial brasileiro, estilo Harry Potter ou Senhor dos Anéis? Isso é possível? É. Já disse que, pra mim, nada é impossível, mas, para que um grande hit saia, é preciso muita gente escrevendo muita coisa até que apareça algo fenomenal, e é de algo assim que precisamos. Lembrando que, se algo chega PERTO de se tornar um hit mundial, pelo menos um hit NACIONAL ele deve ter conseguido ser, o que já é muito. Porque, qual foi a última vez que houve um livro brasileiro intensamente adorado e comentado pelos jovens, público mais carente no sentido de livros nacionais? Acho que nem houve tal vez, né? Então, vamos todos trabalhar por uma!


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