Nas Profundezas do Mar Sem Fim 2

02/06/2009 às 2:37 PM | Publicado em Informativo, Notícias, Papo com o Leitor | 4 Comentários
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No momento em que no que mais se fala é o desaparecimento do avião da Air France, queria falar sobre um caso que, por algum motivo, tem despertado mais o meu interesse há mais de um mês. Falo do caso do menino Sean Goldman, que por ordem de um juiz deverá voltar em até 48 horas para junto do pai biológico nos Estados Unidos.

O caso do garoto é complicado. Para os desavisados, tentarei resumir. O americano David Goldman conheceu e se casou com a brasileira Bruna Bianchi, tendo um filho, Sean, e os três passaram a viver juntos em Nova Jersey. Em 2004, quando Sean tinha 4 anos, Bruna viajou para o Brasil com Sean sob o pretexto de que seria uma viagem de visita à família dela, sendo que David só iria depois por motivos de trabalho. No entanto, uma semana depois, Bruna ligou para David avisando que não voltaria mais com Sean para os Estados Unidos, sem dar maiores explicações. Ela ainda se casou com um advogado no Brasil, separando-se de David no papel sem seu consentimento. Para piorar, Bruna morreu em 2008 com complicações durante o parto de sua filha que teve com o advogado.

Sean Goldman

Desde então, há uma luta de David para conseguir Sean de volta e uma luta do padrasto e da família materna de Sean no Brasil para mantê-lo aqui. Antes, a justiça brasileira teria afirmado que Sean já estava habituado ao Brasil e que deveria ficar aqui, apesar de ter ido contra a chamada Convenção de Haia. Mas agora, parece que as coisas mudaram, e David provavelmente terá Sean de volta.

A grande questão é a felicidade do garoto, que eu acho que é o que realmente importa. Sean, hoje com 9 anos de idade, já afirmou querer ficar no Brasil, mas não podemos excluir o fato de que o pai biológico também tem todo o direito de ter acesso ao filho e ficar com ele.

O jeito talvez seja Sean vir para o Brasil durante férias ou feriados, mas, por lei, terá mesmo que ficar com o pai biológico. É mesmo uma questão complicada… Gostaria de saber as opiniões de todos, porque o Amanohara também está disposto a lidar com notícias e questões do dia-a-dia para debatermos sobre elas.

4 Comentários »

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  1. Nossa, é bastante complicado isso aí. Acho que o certo seria ele ficar com o pai. Apesar de ele fizer que quer ficar no Brasil, pode ser que ela esteja confuso ainda. Acho que o melhor pra ele é ficar com o pai mesmo que ainda tem esse direito.

  2. Pois é, mas não acho que ele esteja confuso. Ele praticamente perdeu o vínculo com o pai biológico. Para ele, a família dele está aqui e o pai mesmo, em questões afetivas e tal, é o padrasto. Pense mais ou menos assim: ele é um garoto brasileiro como outro qualquer, que nem inglês mais sabe (pelo menos pelo que eu li). Se um garoto brasileiro de 9 anos descobrisse que tivesse que sair de sua família e ir morar com outra pessoa em outro país que dizem ser seu pai, qual seria a reação dele?

    É claro que eu também considero os direitos do David, o pai biológico, mas é mesmo muito impacto para uma criança. As pessoas tendem a comparar com uma mudança de moradia, mas não é só isso, é mudança de família, hábitos, educação, TUDO muda. A vida como o Sean conhece vai mudar da noite para o dia. Ninguém quer sua vida mudando da noite para o dia para uma opção que não foi você que escolheu.

    Estranho… Antes eu me sentia mais do lado do David, vendo a família brasileira do Sean aqui no Brasil como a “má” e pensando o quanto ele poderia estar confuso e querer voltar para o pai. Mas depois de ler na revista Época como era o dia-a-dia do Sean aqui no Brasil, pô, ELE É TOTALMENTE ABRASILEIRADO e considera a sua família como sendo esta e o seu lar como sendo aqui, então, me peguei meio que mudando de lado nessa história. Era para eu ser imparcial, mas, acho que esse plano babou, hehe.

  3. soapsakosaspkksoskp ‘

    Com o seu comentário também mudei um pouco. Acho então que ele poderia primeiro se acostumar com o pai dele e depois se quiser, ir se adaptando ao outro país. É bem complicado mesmo sua vida mudar do nada, acho que é mesmo melhor ele ficar aqui e seu pai o visitar nas férias. E então se no futuro quando já estiver com capacidade de saber o que é melhor pra vida dele, ele vai morar com o pai ;B

  4. Caramba… diversificando cada vez mais os assuntos do blog, hein. A situação do Sean é mesmo complicado. Mas o erro foi logo lá no ínício, o que a mãe dele fez foi uma grande “vacilação”. Olha a consequência agora…
    Como você disse, o que importa é a felicidade do garoto, sem dúvida. Sei que a vontade do pai de viver com o filho é grande, mas será que vale a pena desestruturar toda a ligação que o Sean tem com o abiente onde vive? Se tivesse no lugar do David, também gostaria de ter o filho comigo, mas acho que a vontade de vê-lo feliz deve bater mais forte. O pai sempre deve pensar no melhor para o filho. E se o garoto já se sente um brasileiro, deixar ele aqui é a melhor opção. Se for pra lá, o choque cultural poderá afetá-lo, e contará apenas com o pai, pois amigos e familiares, só no Brasil ele tem.


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