Personagens de mangá, sua popularidade em diferentes países e uma análise

23/01/2011 às 8:28 PM | Publicado em Animes, Besteiras, Mangás, Papo com o Leitor | 22 Comentários
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Certa vez, eu li em algum site sobre a diferença da fama de alguns personagens de mangá em diferentes países. Como assim? Ora, primeiramente, é evidente que o personagem de que você mais gosta não é necessariamente o personagem preferido de outra pessoa, muitas vezes nem está no Top 5 dela. Então não é estranho que haja uma variação também da popularidade de um personagem em vários países.

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Uma mensagem, dois entendimentos

01/08/2009 às 7:10 PM | Publicado em Japão, Mangás, Papo com o Leitor | 7 Comentários
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Aqui estou eu de novo para meter bronca em mais conceitos otakus absurdos que se cristalizaram.

Falaremos de faixa etária de mangás e animes, sua censura e violência.

“Eu gosto de Naruto”, diz um otaku.
“Aquela desenho de criança?”, diz uma outra pessoa.
“Não é desenho! É anime!! E não é de criança, você acha que é de criança porque viu no SBT! Se visse o real, ia ver que é cheio de violência e mensagens sérias!!”, irrita-se o otaku.

Quem está errado?
Os dois.

Vamos começar analisando o conceito da faixa etária dos mangás no Japão:

A revista semanal Shonen Jump, onde são publicados os mais conhecidos mangás shonen da atualidade, como Naruto, One Piece, Bleach, Katekyo Hitman Reborn! e outros, é uma revista que tem como seu alvo principal pessoas do gênero masculino dos 10 aos 14 anos, mais ou menos. É basicamente um público do pré-adolescente à etapa inicial da adolescência. Isso porque estou sendo bonzinho. Porque me digam: 10 anos de idade não é criança, não? E está lendo seu amado Naruto. Se você tem 18, 19, 20 anos de idade e lê ou assiste Naruto, desculpe, mas, no Japão, você é minoria. É claro que é um número razoavelmente grande, mas o número de pré-adolescentes lendo é bem maior.

Mas então por que os cortes e censura nos animes que passam para as crianças (que também são o público alvo) aqui no Brasil? Se as crianças japonesas assistem à versão real sem problemas? Isso é uma questão cultural e educacional. Otakus, parem de usar a desculpa de que esses animes citados aí em cima não são para crianças e é por isso que são censurados aqui no Brasil. São censurados porque diferentes culturas e mentalidades reagem de forma diferente à mesma coisa.

A cultura e educação de nossas crianças, misturadas ao ambiente em que vivem, proporcionam um mau crescimento de seus valores. Achamos que violência é normal e, às vezes, até divertido, que podemos dar jeitinho em tudo, mesmo quando é ilegal (o “jeitinho brasileiro”), faltamos com respeito, não somos leais, não somos mente aberta. O pólo oposto ao da grande maioria dos orientais. É natural que os pais não queiram que os filhos assistam aos “desenhos japoneses horrorosos cheios de violência”. Quando pros japoneses eles são só… diversão.

Esse é um outro ponto da nossa cultura. É como se os pais achassem que é a TV e a escola que fossem responsáveis pela criação de seus filhos. Acham que a TV tem alguma obrigação de só mostrar desenhos educativos às crianças, de forma a complementar aquilo que eles mesmos não ensinaram. Não entendem que, um anime, por exemplo, não tem obrigação alguma de passar mensagens educativas (a menos que seja um anime educativo, como o recente Elementhunters, sobre o qual eu falo mais tarde). Estão lá só pra divertir, entreter. Você por acaso vai assistir One Piece ou Bleach pelo seu teor educativo? Até parece. No máximo aprende-se um pouco de japonês e uma ou outra coisa de cultura. Mas não é essa a intenção dos produtores. E aí, quando os pais brasileiros, aliás, os ocidentais em geral, vêem o filho assistindo animes assim, acham um absurdo que só exibam violência.

Mas os animes baseados nos mangás da Shonen Jump querem, em vez de mensagens educativas, mandar mensagens de certos valores. Para quem não sabe, o lema da Shonen Jump é “Esforço, Amizade e Vitória”, baseado numa pesquisa que fizeram com jovens garotos para saber que coisas eram mais importante para eles. E esses são os valores que a revista mais preza. Em consequência disso, os animes baseados em seus mangás os transmitem para as crianças que os assistem. Mas aqui, pela nossa cultura, algo com violência para crianças nunca seria algo que transmita esforço, amizade e vitória, apenas aulas de como ser bandido.

Mas aí, cês sabem, né. No Japão, esse conceito de aulas de como ser bandido nem entra na cabeça dos pais e muito menos das crianças.

Animação = animation = animēshon

31/07/2009 às 8:10 PM | Publicado em Mangás, Papo com o Leitor | 6 Comentários
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Ah, sabia que chegaria o dia em que eu chegaria no meu limite de paciência com esse povo e teria que postar algo relativo a isso aqui.

Vamos direto às questões:

1. Anime/mangá é o mesmo que desenho/comic?
2. Existe anime/mangá não japonês?
3. Avatar, por exemplo, pode ser considerado como anime?

Vamos analisar a primeira questão:

Primeiro, temos que separar duas coisas: o nome usado para chamar uma animação, baseado em sua etimologia, e o nome para chamar o estilo dessa animação. Entendamos uma coisa: animação, mal ou bem, é a mesma coisa em todos os lugares do mundo. Não interessa se é Naruto ou Pernalonga, são, em sua raiz, animação. No Japão, qualquer coisa é anime. Por um motivo simples: a palavra anime significa QUALQUER tipo de animação. Pois é uma palavra pra eles que tem a mesma conotação que o nosso termo desenho animado ou animação (pois vem do inglês animation, evidentemente). Portanto, acredite ou não, Pernalonga e Tom & Jerry são animes. Da mesma forma que a palavra mangá, para os japoneses, também pode indicar quadrinhos estrangeiros. E comic, usualmente usado para se referir a quadrinhos americanos, também são usados pelos próprios japoneses para se referirem aos mangás! Se olharem, por exemplo, nas capas dos volumes de algum mangá da Shonen Jump, verão escrito: “Jump Comics”. E todo anime é desenho animado, isso é indiscutível. Agora, a questão muda quando falamos de ESTILO. E posso aproveitar essa parte para passarmos para a próxima questão.

Segunda questão:

Digamos que apareça um pessoal francês, com grana, com idéia na cabeça e com pessoal perito em animação. Eles decidem fazer um desenho animado utilizando as mesmas técnicas dos estúdios japoneses e, no fim, sai um resultado igual a qualquer anime japonês. Ops! Mas tem um problema. “Mas isso é francês! Não é anime!”, diz um otaku hardcore. OK, espera… Tá me dizendo que, apesar de ser idêntico a qualquer anime que você vê no Japão, parece MESMO ter sido feito por japoneses, de forma que você nem saberia que era francês a menos que você lesse os créditos ou algo assim, você ainda me diz que NÃO é um anime? É aqui que entramos no quesito estilo. Gente, podemos ter uma animação americana, por exemplo, com ESTILO de animação japonesa, à qual chamados de estilo anime. E sabe o exemplo dos franceses que dei ali em cima? Aconteceu. Vocês conhecem Oban Star-Racers, não é? Pois é. Com direito até a músicas de abertura e encerramento por artistas japoneses. Aquilo definitivamente é um anime. Portanto, isso nos leva à terceira questão:

Sim. Avatar pode ser considerado anime — apesar de diferenciar um pouquinho na questão dos movimentos dos personagens — pois tem o estilo da animação japonesa. Não exatamente japonesa, é animado por coreanos, na verdade, mas, ei, já leu os créditos de Naruto ou Bleach? Sabe QUANTOS coreanos animam cada episódio? Dou uma dica: são os nomes diferentes que não estão em kanji. Difícil não ver, hein.

Onde fica a Cidade de Karakura?

16/04/2009 às 12:28 PM | Publicado em Informativo, Mangás | 12 Comentários
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Bleach Resonating Souls Pág. 30

 

Essa é uma pergunta que me intriga faz um tempo. O mais curioso é que existem várias fontes que indicam locais diferentes, porém mais ou menos na mesma área.

 

Sabemos que locais fictícios raramente têm uma localização exata justamente porque costumam entrar em conflito com o que realmente há em determinada região ou em volta dela. Se eu inventasse um estado fictício para o Brasil, ou eu teria de mudar a forma do país ou a forma de no mínimo outros dois estados para fazê-lo “caber” ali. Ou uso a solução mais agradável: deixo implícito que é um estado fictício, digo mais ou menos onde ele ficaria e deixo o resto com o leitor/espectador.

 

Mas, como eu não tenho nada melhor pra fazer (na verdade, tenho: estudar para a prova de Filosofia amanhã, terminar meu dever de japonês, ligar pra auto-escola pra marcar a data da prova, terminar a nova versão de Elementais, zerar Persona 3 de uma vez por todas porque eu quero jogar logo o 4, etc…), vou postar aqui algumas teorias baseadas em fontes (quase) confiáveis.

 

1ª TEORIA: É UMA DAS CIDADES QUE FICAM NO OESTE DE TÓQUIO.

 

Bem, essa é a afirmação da Wikipédia japonesa: “作中の世界に存在する東京にある普通の町”.

 

Não diz especificamente no oeste de Tóquio, mas, explico: A parte leste de Tóquio é composta por bairros ou distritos especiais e não cidades, portanto, Karakura é uma cidade (chō) e não um bairro/distrito (ku). Então sobra todo o lado oeste da metrópole que aí sim é composto por cidades, e Karakura poderia ser uma delas.

 

No entanto, há uma pequena falha na teoria. Não exatamente uma falha, mas algo que poderia possivelmente ser uma boa pista do porque não fica nessa região: praias. Isso mesmo, não há praias no oeste de Tóquio. E, como já foi mostrado em Bleach várias vezes, Karakura parece ser uma cidade praiana, ou no mínimo que fica próxima a uma. Definitivamente uma pista a ser levada em conta.

 

O que nos leva à segunda teoria:

 

2ª TEORIA: FICA NA PROVÍNCIA DE KANAGAWA, ONDE É A CIDADE DE FUJISAWA.

 

Mais uma vez, uma afirmação da Wikipédia: “テレビ東京系のテレビアニメ「BLEACH」に登場する町「空座町(からくらちょう)」は、藤沢市の位置に存在している”.

 

Ou seja, onde existiria a real cidade de Fujisawa, seria a Karakura do mangá/anime. Essa teoria é interessante e já faz mais sentido quanto ao problema da praia.

 

Em Fujisawa fica talvez a praia mais famosa do Japão, Kugenuma, conhecida por ser onde se originou o surfe no Japão, onde pessoas de todas as idades e níveis de competição praticam o esporte todos os dias. Dali, proliferou-se pelo país, até encontrar outras praias com boas ondas para a sua prática, como a também famosa praia de Kamogawa, em Chiba.

 

Bem, mas, chega de curiosidades de surfe! O negócio aqui é debatermos sobre Karakura.

 

O autor de Bleach chegou a falar que gosta muito de praia, mais um motivo para ele usar como referência e também como local uma cidade como Fujisawa.

 

Mas, outro pequeno detalhe nos leva a uma terceira teoria:

 

3ª TEORIA: FICA ONDE É YOKOHAMA.

 

Não é uma boa base para se basear, mas, isso pode ter alguma relevância. Reparem na imagem abaixo que apareceu no episódio 214, onde a câmera vai se aproximando da Terra até entrar na cidade de Karakura:

  Karakura Episódio 214

 

Se forem pesquisar, verão que a região iluminada da foto é exatamente onde fica a cidade de Yokohama, também na Província de Kanagawa.

 

Certamente é uma cidade litorânea, só não sei se há praias, mas provavelmente sim, pois o próprio nome da cidade inclui a palavra “hama” que quer dizer “praia”.

 

Eu acho que confiar apenas em uma imagem sem divisórias e ambígua como essa não é um jeito bom de se descobrir, mas, é algo a ser levado em conta também.

 

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No fim, é aquilo: local fictício raramente é indicado claramente, principalmente quando fica próximo a locais reais. Em Elementais mesmo eu tenho a Orla das Gaivotas que, por enquanto, não vou revelar sua localização certa, mas, já deixei algumas pistas! O mesmo acontece com Tomiuga, que já até cheguei a falar que fica na região oeste de Tóquio. Há mais locais fictícios, mas, primeiro, a história tem que andar! Hehe.

Alive – The Final Evolution

30/01/2009 às 3:44 PM | Publicado em Mangás, Reviews | 2 Comentários
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Alive - The Final Evolution

É um pouco irritante quando as pessoas dão demasiada atenção a mangás ditos “modinhas” como Naruto, Bleach e One Piece e deixam passar muitos mangás de qualidade. Hoje vou falar de um deles: Alive – The Final Evolution.

 

O nosso protagonista é Taisuke Kanō (ordem ocidental dos nomes), um estudante que volta e meia… volta e meia? Não, que SEMPRE está se metendo em confusões, especialmente brigas. Ele tem dois amigos próximos: Yūichi Hirose e Megumi Ochiai. Hirose é o principal motivo pelo qual Taisuke se mete em brigas. O fato é que Hirose é totalmente indefeso, o que obriga Taisuke a defendê-lo sempre. E quando os dois acabam machucados, lá está Megumi pra dar um apoio (e aproveitar para dar uma bronca em Taisuke por se meter em confusão mais uma vez).

 

A história começa de fato quando, num certo dia, Taisuke sente uma sensação estranha e ele tem uma “visão do universo”. Ignorando isso por enquanto, ele volta para casa após a aula. No caminho, ele testemunha um suicídio – uma garota cai do alto, na sua frente, chocando-se contra o chão em seguida. Por algum motivo, Taisuke sente inveja dela. Afastando esse pensamento insano, ele logo descobre que uma onda de suicídios está abalando não só o Japão, mas todo o mundo. Pessoas que tiveram a mesma sensação de ver o universo que ele teve ou se suicidam ou “evoluem”, resultando nos chamados “Camaradas” ou “Usuários de Poder”.

 

Taisuke inicia uma jornada para o norte do Japão depois que Hirose e Megumi desaparecem, devido a um incidente envolvendo poderes estranhos que não darei muitos detalhes para não estragar a surpresa. No caminho, ele encontra outros usuários de poder assim como ele. Alguns amigos, outros inimigos.

 

O roteiro do mangá é muito interessante. Não apenas a história, mas a narrativa é boa. Ao mesmo tempo que mostra um quê de sobrenatural, o foco principal da história são os personagens tentando resolver seus problemas emocionais. Já vou avisando que são poucos os personagens sãos neste mangá, hehe. Para que a história não fique muito sombria (porque ela é sombria), há os pequenos alívios cômicos, como as discussões de Taisuke e Yūta, um usuário de poder que ele encontra no caminho, e a dupla de jornalistas Amamiya e Oda.

 

Falando da arte, ela é ótima. Simples assim. O traço é muito limpo, detalhado e realista, principalmente quando se trata do vestuário dos personagens. Nunca vi um tênis da Adidas e um All Star tão bem representados em um mangá, hehe. O mangá possui o roteirista, Tadashi Kawashima (que, pelo que vi, também parece desenhar bem) e Adachitoka como artista, que na verdade são uma dupla de artistas femininas, onde uma desenha os personagens e a outra cenários. O mangá é mensal, então, há muito mais tempo para caprichar na arte.

 

Por enquanto, ainda não achei o mangá em português, mas, enquanto isso, é possível ler em inglês na One Manga:

 

http://www.onemanga.com/Alive_-_The_Final_Evolution/

 

Recomendado!

 

Ah, sim, um adendo! O mangá logo ganhará versão anime, está confirmado!

 

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