Personagens de mangá, sua popularidade em diferentes países e uma análise

23/01/2011 às 8:28 PM | Publicado em Animes, Besteiras, Mangás, Papo com o Leitor | 22 Comentários
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Certa vez, eu li em algum site sobre a diferença da fama de alguns personagens de mangá em diferentes países. Como assim? Ora, primeiramente, é evidente que o personagem de que você mais gosta não é necessariamente o personagem preferido de outra pessoa, muitas vezes nem está no Top 5 dela. Então não é estranho que haja uma variação também da popularidade de um personagem em vários países.

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“Elementais” de casa nova e uma revista “Fantástica” vindo aí!

28/04/2010 às 1:16 AM | Publicado em Informativo, Livros | 5 Comentários
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Sim, isso mesmo! Elementais está de mudança para um blog exclusivamente seu! Achei que aqui no Amanohara tudo estava muito misturado e que informações e posts sobre as versões antigas de Elementais se confundiam com as novas. No novo blog, pude recomeçar do zero e deixar tudo mais organizado! Agora tudo relativo a Elementais será postado somente lá, no máximo com uma mençãozinha aqui. O Amanohara continuará existindo para qualquer postagem sobre qualquer outra coisa que me vier à cabeça, geralmente só Bleach (lol). Não, tô brincando, qualquer coisa mesmo. No novo blog, Série Elementais, serão feitos alguns posts também relacionados a outros livros, e-books, pessoas que estão tentando publicar assim como eu etc.

E falando nisso, venho nesse post falar também a respeito de um projeto muito bacana! É a revista digital Fantástica. Com vocês, as palavras dos idealizadores:

É com satisfação que apresentamos este projeto, que será muito relevante à literatura nacional. A FANTÁSTICA é talvez a primeira revista digital voltada EXCLUSIVAMENTE para a literatura fantástica nacional.

A grande motivação da FANTÁSTICA é criar um meio forte que consiga unir todos os públicos deste gênero, que ainda nos parecem um pouco dispersos.

A FANTÁSTICA é feita por autores e idealizada para todos os apreciadores deste gênero, tão adorado por tantos. Todos os envolvidos de alguma forma na ficção nacional, sejam leitores ou autores, terão seu espaço dentro da revista, que é GRATUITA, e está aí justamente para dar o suporte a todos que estiverem na batalha e acreditam em seu talento.

Envolvidos neste projeto, além de mim (Luiz Ehlers), estão os autores Dhyan Shanasa (O Livro de Tunes); Felipe Pierantoni (O Diário Rubro); Vincent Law (O Mundo de Avalon) e Leandro Schulai ( O Vale dos Anjos). Todos têm se empenhado bastante de modo a garantir uma revista com qualidade e profissionalismo.

Esperamos poder contar com o apoio de todos na divulgação da FANTÁSTICA e que ela possa também ajudar a todos em seus objetivos dentro da literatura.

A primeira edição está prevista para o final de maio/10 e contará com os seguintes temas:

– MATÉRIA DE CAPA – Ele está chegando! Tudo sobre a aguardada sequência de Leandro Reis: O Senhor das Sombras;

– LIDO E ENTREVISTADO – após a devida leitura, fizemos uma entrevista com Victor Maduro, autor de Além da Terra do Gelo;

– TROCA TROCA – seção onde autores trocam de livros e um resenha sobre a obra do outro;

– EM FOCO – que fará a cobertura do lançamento da antologia de Ademir Pascale NO MUNDO DOS CAVALEIROS E DRAGÕES, recentemente lançada;

– CONEXÕES – é o espaço aberto dentro da FANTÁSTICA para expor o melhor dos blogs brasileiros de literatura.

Tudo isso e muito mais…

Como diriam os japoneses: Doki doki waku waku! Ou seja, meu coração está palpitando de ansiedade!

Novo Encerramento de Bleach: “Stay Beautiful” de Diggy-MO’

01/04/2010 às 3:38 PM | Publicado em Informativo | 2 Comentários
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Bem, todos sabem o quanto eu gosto de Bleach e o quanto ele sempre tem um espaço especial aqui no blog toda vez que sai algo legal a respeito dele. Dessa vez, é para dar uma amostra do novo tema de encerramento que começará daqui a mais ou menos duas semanas. Chama-se “Stay Beautiful”, de Diggy-MO’, e já há uma palhinha da música no YouTube, confiram!

Eu gostei pra caramba (especialmente depois da mudança de ritmo após os 0:54), e vocês?

Nova abertura e encerramento de Bleach anunciados!

29/09/2009 às 1:14 AM | Publicado em Informativo, Notícias | Deixe um comentário
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Bleach WP 12

Cacetada, galera! Finalmente apareceram informações sobre a nova abertura e novo encerramento de Bleach! Claro, os mais bem informados já devem saber desde o exato segundo que a notícia saiu nos sites das bandas que tocarão as novas músicas, mas, pra você que é mais desavisado e estava tão louco para saber quais seriam (como eu), eu te digo!

A nova abertura se chamará “Anima Rossa” e será tocada pela banda Porno Graffiti (“Melissa” em Fullmetal Alchemist e “Hitori no Yoru” em Great Teacher Onizuka). De acordo com o site oficial, será a partir do dia 27 de outubro, por volta do episódio 243.

O novo encerramento será “Sakurabito” e a responsável por ela é a banda SunSet Swish (“Mosaic Kakera” em Code Geass e “My Pace” do próprio Bleach).

Ambas as bandas são muito boas e acho que podemos esperar boas músicas!

Uma coisa engraçada é o nome da nova abertura que possui a palavra “anima” nela, que é um conceito que eu utilizo no meu livro Elementais (bem como um conceito filosófico, psicológico e gnóstico, de onde eu tirei o termo). Eu e meu amigo online Luiz sempre discutimos sobre como nós imaginamos as músicas de animes como sendo as dos nossos e, sinceramente, acho que não teria um título mais perfeito do que esse para uma abertura de Elementais! Bem… “Shojo S” também tinha, mas aí e estaria revelando fatos futuros da história ao contar por quê, hehe.

UPDATE:

Umas coisas interessantes que eu descobri:

Eu já sabia que a palavra “anima” significava “alma” em latim. Ou outros termos semelhantes, mas sempre no sentido de “uma energia ligada à vida”. No entanto, anima também quer dizer alma em italiano, isso eu descobri agora. Curiosamente, a expressão “anima rossa” em italiano poderia ter dois significados: “alma vermelha” ou… hã… “glóbulos vermelhos” (é, sabe, aquilo que tem no sangue). Agora, a qual dos dois o título da música realmente se refere, aí eu não sei. Pode até ser que tenha sido de propósito, para causar uma ambiguidade no título (e vamos combinar que “alma” e “sangue” são duas coisas bem presentes em Bleach). Bem… Se alguém aí tiver maior conhecimento de italiano, por favor, não tenha medo e faça um comentário!

Velonica Decide Morrer

21/08/2009 às 9:47 PM | Publicado em Informativo, Livros | 4 Comentários
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Caramba, que coisa! Que coincidência! Que… Ah, vou explicar! Saca só a historinha:

Agora há pouco eu estava folheando a revista Rio Show para dar uma olhada no que os críticos estavam dizendo sobre os filmes que estrearam hoje no cinema. Um deles era o Veronika Decide Morrer, baseado no livro homônimo de Paulo Coelho. Eu li a sinopse e tal, mas fiquei curioso por mais e resolvi dar uma olhada na Wikipédia. Quando entrei no artigo em inglês sobre o livro, vi que lá embaixo, na seção adaptações, estava escrito: “A música ‘Velonica’ da banda japonesa Aqua Timez é baseada em Veronika Decide Morrer.”

E eu fiquei tipo… TÁ DE BRINCADEIRA??

Mas aí eu fui procurar no Google ALGUMA confirmação. Qual foi a minha surpresa quando encontrei uma entrevista com a própria banda Aqua Timez onde o vocalista e principal compositor da banda, Futoshi, menciona mesmo o livro! A parte da entrevista onde ele o menciona é essa (a minha tradução pode conter erros):

Pergunta: O tema base [da música] não é tão estranho, mas pode-se dizer que o jeito de expressá-la seja um pouco diferente. Eu diria que o mais diferente talvez seja o título, “Velonica”…

Futoshi: Acho que a forma como “Velonica” soa é como uma certa imagem dela que eu construí dentro de mim, acho que soa como algo que passa uma sensação de tristeza. Como em um romance chamado Veronika Decide Morrer e um jogo chamado Resident Evil Code: Veronica. São extremamente tristes. Por isso, na minha visão pessoal, pensei que se era para eu dar um nome à garota que é a protagonista dessa música, então que tal Velonica?

E, bem, acho que isso comprova tudo…

Curiosamente, há uma adaptação cinematográfica japonesa de 2005 da obra de Paulo Coelho. Há até artigo na Wikipédia japonesa sobre ela. Imagino que o livro seja famoso em terras nipônicas.

Bem, links para os curiosos:

O artigo da Wikipédia sobre o livro e onde diz que a música “Velonica” é baseada nele: CLIQUE

E a entrevista com a banda Aqua Timez, só que em japonês: CLIQUE

OST: Shin Megami Tensei: Nocturne

08/08/2009 às 10:45 AM | Publicado em Papo com o Leitor | 3 Comentários
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Mais uma OST procês, galera! Cuidado que o som fica meio demoníaco daqui pra frente, hein! Hehe.

Shin Megami Tensei - Nocturne OST

Shin Megami Tensei: Nocturne é um dos jogos da série Megami Tensei (frequentemente abreviada como MegaTen) que vem ganhando cada vez mais espaço no ocidente. Uma das razões disso são os jogos spin-off da série, Persona, que ganham mais e mais fãs a cada volume e têm ofuscado até séries de RPG famosas de outras empresas.

O lance dos jogos MegaTen é o seu ambiente. Na maioria dos jogos, põe-se adolescentes comuns do Japão contemporâneo em algum tipo de encrenca com demônios e divindades vindos de diversos mitos e religiões. Nocturne é considerado o terceiro game da série principal Shin Megami Tensei, sendo que o primeiro e o segundo foram lançados há bastante tempo, para o Super Nintendo.

Admito que nunca joguei Nocturne, apenas baixei a OST porque Shoji Meguro, o compositor da maioria dos jogos da série, virou um dos meus favoritos. Adoro como as músicas cheias de rock e guitarra se misturam com aqueles seres bíblicos e criaturas de mitos diversos. Normalmente você ouviria uma música de aspecto ancestral, com instrumentos inusitados, mas, não, com Shoji Meguro, o som moderno e contemporâneo de seu estilo faz, de uma forma inexplicável, um contraste perfeito. Você simplesmente não quer de outro jeito, o rock, misturado com jazz e blues, é tudo de que você precisa. O estilo lembra um pouco o de Shiro Sagisu, compositor de Bleach e, bem, talvez seja por isso que eu goste do estilo de ambos!

Opções para download:

Megaupload
File Factory

CANAAN

22/07/2009 às 7:38 PM | Publicado em Informativo, Reviews | 4 Comentários
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Queria falar de um anime que resolvi assistir esses dias. Ao contrário do que muitos podem pensar, eu raramente vejo animes. Tudo o que eu assisto é o episódio semanal de Bleach e um ou outro anime de tantas em tantas semanas (geralmente meses) os quais raramente passo dos primeiros episódios. Fora isso, leio os mangás semanais de Bleach, Naruto, Bakuman e acabou. O resto do meu tempo a la nerd-otaku vai para o processo criativo de histórias e vídeo game (agora jogando Persona 4, finalmente).

Foi meio por acaso. Eu estava no site Hinata-Sou outro dia para ver se algum lançamento de anime me atraía. Mas, pelas imagens, só via coisas que remetiam a velhos clichês, animes shojo de romancezinho brega onde o cara vive caindo em peitos, MAHOU-shojo (esses já chegaram no limite criativo, né?), shonens blergh (é, foi a melhor palavra que encontrei para definir!) e PUTZ… O remake ou sei lá o que da Suzumiya Haruhi no Yuu’utsu, que, numa boa, o estúdio que anima isso podia usar seu tempo e dinheiro (são praticamente a mesma coisa, segundo dizem, hehe) para algo NOVO, NÉ?? Sem falar que é um dos infernos dos cosplays depois da Santa Trindade da Shonen Jump (One Piece, Naruto e Bleach, nessa ordem de importância e fama, viu?). E a dancinha… Ah, A DANCINHA!!! Meu Deus, por isso que não me considero mais otaku.

Ai, ai… Mas vamos ao que interessa:

CANAAN 
CANAAN é um anime que, pelo que parece, se passa anos depois dos eventos de um jogo para Wii chamado Yonniihachi: Fūsasareta Shibuya de, que foi um dos poucos jogos que já ganhou nota máxima da revista japonesa de games Famitsu. A história (do jogo) é sobre pessoas que não se conhecem e que se vêem envolvidos em diversos mistérios no bairro de Shibuya. O jogo é estilo visual novel, daqueles onde você escolhe opções para se chegar ao final e, possivelmente, ter mais de um final diferente.

O engraçado é que, um dos poucos animes que vi no Hinata-Sou, esse foi um dos poucos cuja imagem (só pela imagem, hein!) me chamou a atenção, e por acaso, fiquei sabendo desse tal jogo para Wii no mesmo dia lendo alguma coisa na internet e, quando vi que os dois estavam relacionados, resolvi dar uma olhada.

A sinopse é meio complicada de dar, mas tentarei:

Uma dupla de jornalistas japoneses vai até Xangai para cobrir o festival que lá está havendo e outros furos jornalísticos (na verdade, não é bem especificado o motivo da vinda deles). Eles acabam se envolvendo no confronto entre uma garota-soldado, Canaan, e pessoas que… querem matá-la (também não especificado). Um dos jornalistas, uma cameraman (-woman?) chamada Maria Ōsawa, acaba fugindo pelas ruas da cidade com Canaan e vemos que as duas são amigas de infância. Bem, é mais ou menos isso. Ainda temos que descobrir quem são os caras que estão atrás de Canaan, o verdadeiro motivo da vinda dos jornalistas e outras questões mais.

Até agora, CANAAN só tem 3 episódios lançados (sendo que vi dois), mas, até agora, já pude formular uma opinião geral da coisa. Pra começar, é certo que é um anime com muita ação e violência. Bem no estilo filme de ação americano com muita perseguição, tiros, sangue e o escambau. Jogue um pouco de sobrenatural científico e traumas de personagens e você tem algo… não muito original? É, definitivamente, você já viu isso em algum lugar. Mas CANAAN tem um estilo diferente. Às vezes é como se os personagens não pertencessem àquele mundo. Você tem, por exemplo, uma fotógrafa toda bobinha (A Maria) e com design de anime shojo, mas a animação é bem realista e o sangue e tiros correm soltos! Misturar os dois fica um negócio bem esquisito… mas que até que dá certo!

Outra coisa, há humor e típicas sequências de movimentos exagerados de animes (algo que num anime realista também causa grande contraste). É um anime confuso de início, que não se preocupa em explicar absolutamente nada. Você só tem uma noção de quem são os vilões (pelo menos nos termos de “quem está contra a protagonista”) e acabou. Mas, eu gosto de animes assim, me dão mais curiosidade para continuar assistindo.

Para vir de um jogo que recebeu nota máxima da Famitsu, acredito que, no mínimo, será um anime razoável, de média 7.0 em questão de nota. Até agora, dou 8.0.

Vamos ver se continua assim.

Beach, Bleach

18/07/2009 às 11:55 PM | Publicado em Informativo | 1 Comentário
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Eu canso de citar isso, mas parece que os outros ignoram como se não acreditassem, hehe. Bleach tem um grande clima praiano. Há inúmeros indícios disso, como por exemplo a oitava abertura “CHU-BURA”, extras de mangás e imagens de divulgação ligados a praia, o próprio fato do autor dizer gostar de praia, o último episódio filler (baseado num extra de mangá: http://www.onemanga.com/Bleach/261.5/01/) e, agora uma prova que inclui algo relacionado a praia até no nome: “Mad Surfer”, o novo tema de encerramento que irá estrear na próxima semana ou na depois.

O artista responsável pela música chama-se Ken’ichi Asai, um tanto desconhecido pelos otakus em geral. Sabe-se que fez parte de uma banda há muito tempo atrás chamada Blankey Jet City.

Mais informações: http://www.jame-world.com/br/news-51763-asai-kenichi-e-o-surfista-louco.html.

Por essas e por outras que Bleach é o meu grande “muso” para Elementais!

Bleach WP 8

Etnocentrismo e o Outro

19/05/2009 às 8:29 PM | Publicado em Papo com o Leitor | 8 Comentários
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Originalmente isso era uma resposta ao comentário do nosso amigo Letty, no post da “Shojo S”. Mas, como ficou muito grande, resolvi fazer um post sobre isso. Só gostaria de avisar ao Letty que isso ERA uma resposta ao comentário dele, mas emendei em uma mensagem que fosse pra todos e fazendo de gancho o comentário dele. Vamos lá:

Eu quis dizer impactante de forma positiva. "Shojo S" foi impactante de forma negativa. Mas, pra mim, foi positiva, sim, já disse que gostei. Com um nome como "Shojo S", eu já esperava uma música mais tranquilinha, mais YUI, ou seja, a batida é legal. Alguns consideram "batida legal" rock pesado, mas comigo não é só isso. Não acho que foi brincadeirinha, a mente dos japoneses é muito diferente da nossa. Tenho certeza de que muito mais gente no Japão gostou da música do que aqui. Acho até que eles pensaram: "Finalmente uma abertura que não é só ceninha de ação! Algo mais artístico e bem bolado!"

Eu não queria dizer isso, mas, nós brasileiros somos chatos demais. Somos mente fechada demais. Nos achamos capazes de julgar se o modo como os japoneses estão produzindo um anime é certo ou errado, ou seja, para nós a nossa opinião, o que queremos e o nosso modo de pensar são os mais importantes (quase um etnocentrismo, hehehe) quando eles estão pouco se lixando se tem gente da América Latina assistindo ou não (até porque eles devem nos ver como tendo uma forma de pensar “bárbara, primitiva e preconceituosa”), para eles o que interessa é o modo de pensar e gostos JAPONESES. Temos que parar com isso de: "Quero música de abertura punk rock sempre, quero que o Zaraki apareça sempre, quero que o Ichigo e o ‘Emoquiorra’ morram", etc.

E aceitem, o Sasuke (sim, agora falando de Naruto) é EXTREMAMENTE popular no Japão, se não o mais popular, e aqui ele é altamente detestado, xingado e zoado. Percebem como o que impera é o que os japoneses preferem? E Naruto nem mesmo é TÃO popular assim no Japão comparado a outros certos animes e mangás. A mente deles é mesmo muito diferente, o que pra nós é coisa de menina, emo ou gay, pra eles é algo estiloso, e depois ficamos “Ps” da vida porque eles estão dando mais atenção a essas coisas do que àquilo que nós queremos que eles dêem. E o pior: Não entendemos por que eles gostam de tais coisas. Cara, é tão simples! Porque sim! Diferença de culturas, ora! Mais uma vez falo esse termo importantíssimo em sociologia, a qual venho estudando: ETNOCENTRISMO. Que é a tendência em se pensar que a cultura, costumes e modo de pensar do meio em que se vive são os melhores, os mais certos e os “normais” em comparação aos dos outros.

Mesmo que você goste de animes e queira assisti-los, prepare-se pois você VAI encontrar coisas das quais você não gosta, porque o choque de cultura e pensamento é grande demais por mais que você goste daquilo no geral. Lógico que não gostamos de coisas produzidas no ocidente também, mas, esse “não gostar” é diferente. Um é mais pela falta de qualidade de algo, o outro pela falta de entendimento.

Alguém conhece um grupo musical japonês chamado Hey! Say! JUMP? Ele é composto de dez meninos de idade entre 13 a 19 anos, por aí, que canta musiquinhas bem pop (daquelas de agradar meninas). Se um brasileiro que gosta de anime e cultura pop japonesa em geral, por mais que ele goste dessas coisas, visse algumas cenas dos bastidores desse grupo, iam achar que são gays! Porque a forma como eles agem e interagem é de um jeito diferente da amizade daqui, pois ela contém ações muito, digamos, carinhosas. Um dos membros mais velhos deixava um dos mais novos sentar no colo dele e todos comentavam o quanto o menor era kawaii (algo como “bonitinho”) fazendo isso. Pra eles, isso não é ser gay, esse tipo de termo dificilmente passa pela cabeça deles, apesar deles saberem o que é, claro, mas atos assim não são considerados como tal.

O mesmo pode-se falar dos emos. Que eu saiba, do tanto que já li coisas de lá e conversei com pessoas de lá, eles nem sabem o que é isso. Muitos brasileiros, se estivessem no Japão, iam olhar pra um garoto japonês na rua e poder pensar que ele é emo. Não! Ele nem sabe o que é isso, pra ele é só o estilo normal dele ou o que está rolando entre os adolescentes! E mangás e animes — com seus personagens de personalidades exageradas e cabelos extravagantes — são extremamente propensos a terem personagens que poderiam ser considerados emos por nós, mas que pra eles são só mais um personagem legal. Acho que se teve alguém que inventou o jeito mais emo ou extravagante de aparência foram os próprios japoneses só que sem nem saber o que criaram (vide bandas de visual-kei, por exemplo).

Pra resumir, todo mundo tem o direito de gostar e ter opinião sobre o que quiser, mas a nossa tendência de achar que o que achamos é o mais correto é completamente inaceitável e anda na contramão do caminho para o fim do preconceito no mundo. Se alguém não gostou de “Shojo S”, ótimo, mas não falem que “os japoneses erraram” ou que “uma abertura com muita ação e música mais ágil é sempre a melhor opção e o que todos do mundo inteiro querem”. Esse “mundo inteiro” é, no máximo, nossos amigos e o pessoalzinho que conhecemos no último evento de anime, né? Bem pensamento de brasileiro, mesmo…

Detalhe, não sou anti-brasileiros ou pró-japoneses-one-hundred-percent. Se fosse, não estaria escrevendo o mesmo romance há mais de dois anos que tem como palco principalmente o Brasil. Estou expressando uma opinião mais realista, a partir da análise que eu venho fazendo do comportamento dos otakus brasileiros e também americanos. Isso sempre esteve na minha cabeça, mas, só depois do comentário do Letty (aliás, valeu Letty, você me “despertou”!) é que isso tudo que estava preso à minha mente resolveu se expor.

Pra finalizar, quero sugerir que todos estejam sempre mais abertos a tudo. A mudanças, a novidades, ao diferente, ao outro, porque na visão do outro, somos “o outro” também! Convém, portanto, escutar mais gêneros de música, ver outros tipos de arte senão apenas mangá, ler mais livros, ser mais xenófilo e menos etnocêntrico. É preciso abrir nossa mente.

No mais, relaxem e gozem! Apreciem o anime como ele é! E ouçam mais Mozart e menos Iron Maiden! (tá, essa não é preciso seguir tão fielmente XD).

Onde fica a Cidade de Karakura?

16/04/2009 às 12:28 PM | Publicado em Informativo, Mangás | 12 Comentários
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Bleach Resonating Souls Pág. 30

 

Essa é uma pergunta que me intriga faz um tempo. O mais curioso é que existem várias fontes que indicam locais diferentes, porém mais ou menos na mesma área.

 

Sabemos que locais fictícios raramente têm uma localização exata justamente porque costumam entrar em conflito com o que realmente há em determinada região ou em volta dela. Se eu inventasse um estado fictício para o Brasil, ou eu teria de mudar a forma do país ou a forma de no mínimo outros dois estados para fazê-lo “caber” ali. Ou uso a solução mais agradável: deixo implícito que é um estado fictício, digo mais ou menos onde ele ficaria e deixo o resto com o leitor/espectador.

 

Mas, como eu não tenho nada melhor pra fazer (na verdade, tenho: estudar para a prova de Filosofia amanhã, terminar meu dever de japonês, ligar pra auto-escola pra marcar a data da prova, terminar a nova versão de Elementais, zerar Persona 3 de uma vez por todas porque eu quero jogar logo o 4, etc…), vou postar aqui algumas teorias baseadas em fontes (quase) confiáveis.

 

1ª TEORIA: É UMA DAS CIDADES QUE FICAM NO OESTE DE TÓQUIO.

 

Bem, essa é a afirmação da Wikipédia japonesa: “作中の世界に存在する東京にある普通の町”.

 

Não diz especificamente no oeste de Tóquio, mas, explico: A parte leste de Tóquio é composta por bairros ou distritos especiais e não cidades, portanto, Karakura é uma cidade (chō) e não um bairro/distrito (ku). Então sobra todo o lado oeste da metrópole que aí sim é composto por cidades, e Karakura poderia ser uma delas.

 

No entanto, há uma pequena falha na teoria. Não exatamente uma falha, mas algo que poderia possivelmente ser uma boa pista do porque não fica nessa região: praias. Isso mesmo, não há praias no oeste de Tóquio. E, como já foi mostrado em Bleach várias vezes, Karakura parece ser uma cidade praiana, ou no mínimo que fica próxima a uma. Definitivamente uma pista a ser levada em conta.

 

O que nos leva à segunda teoria:

 

2ª TEORIA: FICA NA PROVÍNCIA DE KANAGAWA, ONDE É A CIDADE DE FUJISAWA.

 

Mais uma vez, uma afirmação da Wikipédia: “テレビ東京系のテレビアニメ「BLEACH」に登場する町「空座町(からくらちょう)」は、藤沢市の位置に存在している”.

 

Ou seja, onde existiria a real cidade de Fujisawa, seria a Karakura do mangá/anime. Essa teoria é interessante e já faz mais sentido quanto ao problema da praia.

 

Em Fujisawa fica talvez a praia mais famosa do Japão, Kugenuma, conhecida por ser onde se originou o surfe no Japão, onde pessoas de todas as idades e níveis de competição praticam o esporte todos os dias. Dali, proliferou-se pelo país, até encontrar outras praias com boas ondas para a sua prática, como a também famosa praia de Kamogawa, em Chiba.

 

Bem, mas, chega de curiosidades de surfe! O negócio aqui é debatermos sobre Karakura.

 

O autor de Bleach chegou a falar que gosta muito de praia, mais um motivo para ele usar como referência e também como local uma cidade como Fujisawa.

 

Mas, outro pequeno detalhe nos leva a uma terceira teoria:

 

3ª TEORIA: FICA ONDE É YOKOHAMA.

 

Não é uma boa base para se basear, mas, isso pode ter alguma relevância. Reparem na imagem abaixo que apareceu no episódio 214, onde a câmera vai se aproximando da Terra até entrar na cidade de Karakura:

  Karakura Episódio 214

 

Se forem pesquisar, verão que a região iluminada da foto é exatamente onde fica a cidade de Yokohama, também na Província de Kanagawa.

 

Certamente é uma cidade litorânea, só não sei se há praias, mas provavelmente sim, pois o próprio nome da cidade inclui a palavra “hama” que quer dizer “praia”.

 

Eu acho que confiar apenas em uma imagem sem divisórias e ambígua como essa não é um jeito bom de se descobrir, mas, é algo a ser levado em conta também.

 

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

 

No fim, é aquilo: local fictício raramente é indicado claramente, principalmente quando fica próximo a locais reais. Em Elementais mesmo eu tenho a Orla das Gaivotas que, por enquanto, não vou revelar sua localização certa, mas, já deixei algumas pistas! O mesmo acontece com Tomiuga, que já até cheguei a falar que fica na região oeste de Tóquio. Há mais locais fictícios, mas, primeiro, a história tem que andar! Hehe.

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