Finais

19/04/2013 às 7:48 PM | Publicado em Papo com o Leitor | 1 Comentário
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O final é a melhor parte de qualquer história.

Foi o que disse uma personagem do livro Light, último livro da série Gone, escrita por Michael Grant, que terminei faz pouco mais de uma semana. Coincidentemente, estou passando por uma crise de finais. E se estou passando por uma crise de finais, estou passando por uma crise que envolve a(s) história(s) inteira(s).

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Técnica dos impulsos de 10 minutos

21/11/2012 às 10:33 AM | Publicado em Papo com o Leitor | 2 Comentários
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Acredito que aquela preguiça marota na hora de escrever acomete não só aos naturalmente preguiçosos (como eu), mas também a quem encara rotinas diárias de escrita sem muita reclamação.

Bem, se, como dizem, o fato de ter escrito alguma coisa já é melhor do que não ter escrito nada, então o que eu chamo de “técnica dos impulsos de 10 minutos” pode ajudar quem sequer tem energia para colocar uma letra na folha em branco.

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Devaneios: livros brasileiros

12/10/2012 às 12:24 AM | Publicado em Livros, Papo com o Leitor | Deixe um comentário
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Excluindo o fator divulgação (algo estúpido de fazer, eu sei), certamente há alguma razão para que livros brasileiros sejam vistos como de qualidade inferior à de livros britânicos ou estadunidenses. Nenhum preconceito é por acaso, e não podemos negar que esse preconceito existe, talvez mais bem-fundamentado do que imaginamos.

Às vezes me pergunto se é o próprio cenário brasileiro que afasta os leitores. Tem gente que não quer ler sobre pobreza, favela e funk, por mais que sejam elementos da nossa realidade, e tem gente que acusa um livro de não estar em conformidade com a realidade só porque o enfoque da história é na classe B para cima e não na classe C para baixo.

É como se não importasse que tipo de história você tente escrever sobre o Brasil: o caos econômico e cultural parece não permitir que haja um sucesso nacional que não seja do Paulo Coelho.

Acredito que isso se aplique até à mentalidade de um personagem. Um protagonista honesto e disposto a morrer por uma ideologia ou por seus entes queridos? “Ah, isso não existe aqui!” Um protagonista malandro que passa a perna em todo o mundo? “Pô, só tem isso na ficção brasileira, que saco!”

Daí, talvez, a busca por uma literatura que retrate um cenário melhor (em alguns aspectos) e mais igualitário (isso, sem dúvida) como o de países desenvolvidos. É uma expatriação mental e voluntária.

Não sei qual é a saída, mas eu particularmente continuarei escrevendo o que acho que devo escrever. Ou melhor, o que quero escrever. A minha própria história tem de me agradar antes de agradar os outros. Aconteça ela no Brasil, em Atlântida ou em Nibiru.

Compilação de tweets não publicados (1)

05/10/2012 às 7:27 AM | Publicado em Besteiras, Papo com o Leitor | 2 Comentários
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Como essas pessoas que criam mangás como “One Piece” ou compõem trilhas como a de “Chrono Trigger” continuam agindo como humanos comuns?

Quer dizer, elas já atingiram o status de deuses faz tempo e você ainda as vê comentando coisas como o que comeram ontem. DEUSES NÃO COMEM!

Mas falando sério, deve ser engraçado, não? Tanta gente as tendo em grande apreço e elas sabem que no fundo são pessoas como nós.

Eu mesmo, um zé-ninguém, já senti isso um pouco. Pessoas me elogiaram ou me pediram conselhos, só porque consegui um tiquinho mais que elas.

Quando estou tão longe, tãããão longe do que eu consideraria uma posição admirável. Tem dias em que me sinto um merda (quase todos, LOL).

Uma visão MINHA é de que as inseguranças e as dificuldades não desaparecem com o tempo, apenas temos mais recursos para enfrentá-las.

Por mais experiente e talentoso que seja o escritor/desenhista/compositor/etc., ele sempre terá dúvidas da qualidade do que está produzindo.

O lance é avançar MESMO com dúvidas, e é aí que artistas (falando dum modo geral) iniciantes pecam. Eles querem certezas, e isso não existe.

Então não endeusem ninguém. Grandes pessoas venceram grandes dúvidas, mas as dúvidas sempre estiveram e sempre estarão lá.

Vale lembrar que estou excluindo os narcisistas, haha. XD (Que na verdade têm uma autoestima extremamente baixa escondida sob uma máscara.)

@rafaelpombo

Bloquinho: o seu melhor amigo!

09/01/2010 às 7:01 PM | Publicado em Informativo, Papo com o Leitor | 16 Comentários
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Bloquinhos

Recentemente tenho experimentado uma nova forma de escrever ficção. É um recurso que pode parecer bobo, mas muitos bons autores por aí já fizeram e isso pode ajudar você, que se sente escravo do computador às vezes, a escrever seu livrinho com mais tranquilidade.

Bem, sabe quando você está, por exemplo, na escola e de repente começam a surgir idéias e você precisa que precisa anotá-las mesmo que superficialmente em algum lugar? Aí você escreve embaixo da revisão de Matemática, porque, afinal, ela não serve pra nada, você vai tirar 3,0 na prova, mesmo (haha, brincadeira). Só que, e se quando você estiver em casa, mesmo com o computador à disposição, você preferisse escrever em um bloquinho ou caderninho? Pode ser meio sem sentido, afinal o computador está ali e é muito mais fácil escrever e editar tudo nele, certo? Bem, para alguns, sim. Mas se você é como eu que só por estar sentado na frente do PC começa a bater aquela sensação de obrigação de ter de escrever algo e aí todas as idéias debandam da sua mente, pode ser que um instrumento de escrita que te dê mais liberdade seja a solução. Com um bloquinho e uma caneta ou lápis, há diversas vantagens:

1. É pequeno e você pode carregar para onde quiser. Para a rua, escola, ou qualquer lugar da casa que lhe proporcione mais conforto… até no banheiro! E você pode escrever em qualquer posição, sentado ou deitado em qualquer lugar mais agradável, em vez da cadeira do computador que limita seus movimentos e te deixa exausto.

2. É acessível e você pode pegá-lo para escrever a qualquer hora, mas o principal é poder deixar o computador desligado. Quando ligamos o computador, muitas vezes ficamos o dia todo só fazendo inutilidades nele, mas o bloquinho lhe faz pensar: “Hm, que tal eu deixar o computador desligado hoje, já que eu tenho o bloco? Aí aproveito para só trabalhar no meu texto.” O computador nos distrai demais, experimente não ligá-lo um ou dois dias na semana. Ligue-o só nos “dias de folga”.

3. Ele tira-lhe a sua sensação de obrigação. “Ah, estou no computador com o Word aberto, eu tenho que escrever duas páginas hoje, eu tenho que escrever maravilhosamente bem, eu tenho…” Todos sabemos muito bem que ninguém gosta de fazer nada obrigado, mesmo que seja justamente algo que gostamos de fazer. Com o bloco, você se sente mais livre, mais “eu sou o chefe”. No fim, você se sente muito melhor, as palavras fluem melhor e você acaba escrevendo mais do que o normal! Mas lembre-se de que é importante ter a disciplina para escrever um pouco todos os dias.

4. Você pode escrever sem ter de se preocupar muito com pequenos detalhes como palavras que não vêm à sua mente. Por exemplo, você está escrevendo e na hora H precisa de uma palavra que se encaixe ali. Mesmo que não lembre, você pode usar algo parecido (um sinônimo, talvez) e deixar uma marca para voltar lá depois quando for passar pro computador e trocar por algo melhor (ver Vantagem Número 5). O importante é colocar logo as idéias no papel, fazer a história avançar e escrever o que já tem claro na sua cabeça, em vez de ficar perdendo tempo pensando e procurando uma só palavra que pode te tomar vários minutos e te deixar impaciente e desmotivado para escrever o resto.

5. O bloquinho te força a ler mais uma vez, a revisar seu texto à medida que passa para o computador. Dessa forma, você melhora o que pode ser melhorado, retira o desnecessário e adiciona o que é preciso. Além, claro, de inserir as palavras mencionadas na Vantagem Número 4.

E como disse o Stephen King, um caderninho é o melhor processador de texto que existe!

Boa sorte!

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