Temas de animes, games e doramas no Apple Music

25/06/2017 às 8:45 PM | Publicado em Animes, Japão, Música | Deixe um comentário
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Compilei uma lista de músicas de animes, games e doramas disponíveis no Apple Music para quem tiver algum interesse. O acervo de músicas japonesas no serviço de streaming é razoável, mas às vezes podemos ficar um pouco perdidos para achar o que queremos, especialmente quando algumas das músicas e dos artistas são mostrados com seus nomes originais em caracteres japoneses.

A lista funciona assim:

  • Primeiro, em negrito, o nome do artista como está escrito no Apple Music. Pode haver pequenas variações em relação à forma como vocês estão acostumados a vê-lo. Quando ele estiver em kanji ou kana, eu incluo ao lado entre colchetes a transcrição para letras romanas.
  • Depois, entre aspas, o nome da música. Novamente, o nome pode diferir do que se vê por aí. Nomes de músicas do ASIAN KUNG-FU GENERATION, por exemplo, foram inteiramente traduzidos para o inglês com o mercado ocidental em mente. Ao lado dos nomes em kanji e kana, o nome romanizado.
  • Finalmente, depois do travessão, o anime, game ou dorama ao qual pertence a música. Como os títulos de muitas obras japonesas ganham traduções quando elas vêm para o Ocidente, incluí onde julguei necessário ambos os nomes pelos quais cada uma pode ser conhecida.

Apesar de constarem nesta lista as músicas disponíveis no Apple Music, muitas também estão no Spotify e, talvez, em outros serviços, mas não todas. Também é bom salientar que de maneira nenhuma esta é uma lista exaustiva, ou seja, que encerra todos os temas de obras japonesas existentes. Listei apenas as músicas que encontrei e conheço. Esta lista será atualizada e melhorada sempre que eu encontrar uma nova música ou notar algum erro nela. Fiquem à vontade para enviar quaisquer músicas (que sejam temas de obras japonesas) que você encontrar, seja comentando neste post ou pelo meu Twitter.

Aproveitem!

A LISTA

Papo Reto: o fórum da liberdade de idéias, opiniões e conceitos

17/02/2010 às 6:18 PM | Publicado em Informativo, Papo com o Leitor | 28 Comentários
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Venho aqui após um bom tempo sem nenhuma postagem que realmente prestasse (haha) para fazer um convite a quem quer que tenha colhões para aceitá-lo!

Trata-se de um fórum muito bacana, dinâmico e doido no bom sentido do qual já faço parte desde dezembro desse ano que passou: o Papo Reto.

Chamado de “o fórum da liberdade de idéias, opiniões e conceitos” e “o fórum sem mimimi nem bububu”, ele é provavelmente o local de discussão online que mais dá liberdade de expressão a seus usuários para falar dos assuntos mais diversos, incluindo ciência, tecnologia, quadrinhos, games, cinema e o que mais der na telha.

Mas a liberdade de expressão é uma espada de dois gumes, pois o que quer que você fale, o outro tem todo o direito de contestar, e é aí que muitas pessoas ficam ressentidas e pedem para que algum moderador bana o contestador. No Papo Reto, não há mimimi nem bububu, não há moderadores; há apenas a liberdade de expressão, a total franqueza e, claro, a prevalência do bom senso. Não ache que pode chegar lá e simplesmente desembestar num ataque a tudo e todos e chamar isso de liberdade de expressão.

Liberdade de expressão deve ser conquistada, embasada em algo. Seja você mesmo e opine ao mesmo tempo que respeita a opinião dos outros, mesmo que elas possam parecer absurdas para as suas crenças pessoais.

Dito isso tudo, sejam bem-vindos ao Papo Reto: CLIQUE AQUI.

CANAAN

22/07/2009 às 7:38 PM | Publicado em Informativo, Reviews | 4 Comentários
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Queria falar de um anime que resolvi assistir esses dias. Ao contrário do que muitos podem pensar, eu raramente vejo animes. Tudo o que eu assisto é o episódio semanal de Bleach e um ou outro anime de tantas em tantas semanas (geralmente meses) os quais raramente passo dos primeiros episódios. Fora isso, leio os mangás semanais de Bleach, Naruto, Bakuman e acabou. O resto do meu tempo a la nerd-otaku vai para o processo criativo de histórias e vídeo game (agora jogando Persona 4, finalmente).

Foi meio por acaso. Eu estava no site Hinata-Sou outro dia para ver se algum lançamento de anime me atraía. Mas, pelas imagens, só via coisas que remetiam a velhos clichês, animes shojo de romancezinho brega onde o cara vive caindo em peitos, MAHOU-shojo (esses já chegaram no limite criativo, né?), shonens blergh (é, foi a melhor palavra que encontrei para definir!) e PUTZ… O remake ou sei lá o que da Suzumiya Haruhi no Yuu’utsu, que, numa boa, o estúdio que anima isso podia usar seu tempo e dinheiro (são praticamente a mesma coisa, segundo dizem, hehe) para algo NOVO, NÉ?? Sem falar que é um dos infernos dos cosplays depois da Santa Trindade da Shonen Jump (One Piece, Naruto e Bleach, nessa ordem de importância e fama, viu?). E a dancinha… Ah, A DANCINHA!!! Meu Deus, por isso que não me considero mais otaku.

Ai, ai… Mas vamos ao que interessa:

CANAAN 
CANAAN é um anime que, pelo que parece, se passa anos depois dos eventos de um jogo para Wii chamado Yonniihachi: Fūsasareta Shibuya de, que foi um dos poucos jogos que já ganhou nota máxima da revista japonesa de games Famitsu. A história (do jogo) é sobre pessoas que não se conhecem e que se vêem envolvidos em diversos mistérios no bairro de Shibuya. O jogo é estilo visual novel, daqueles onde você escolhe opções para se chegar ao final e, possivelmente, ter mais de um final diferente.

O engraçado é que, um dos poucos animes que vi no Hinata-Sou, esse foi um dos poucos cuja imagem (só pela imagem, hein!) me chamou a atenção, e por acaso, fiquei sabendo desse tal jogo para Wii no mesmo dia lendo alguma coisa na internet e, quando vi que os dois estavam relacionados, resolvi dar uma olhada.

A sinopse é meio complicada de dar, mas tentarei:

Uma dupla de jornalistas japoneses vai até Xangai para cobrir o festival que lá está havendo e outros furos jornalísticos (na verdade, não é bem especificado o motivo da vinda deles). Eles acabam se envolvendo no confronto entre uma garota-soldado, Canaan, e pessoas que… querem matá-la (também não especificado). Um dos jornalistas, uma cameraman (-woman?) chamada Maria Ōsawa, acaba fugindo pelas ruas da cidade com Canaan e vemos que as duas são amigas de infância. Bem, é mais ou menos isso. Ainda temos que descobrir quem são os caras que estão atrás de Canaan, o verdadeiro motivo da vinda dos jornalistas e outras questões mais.

Até agora, CANAAN só tem 3 episódios lançados (sendo que vi dois), mas, até agora, já pude formular uma opinião geral da coisa. Pra começar, é certo que é um anime com muita ação e violência. Bem no estilo filme de ação americano com muita perseguição, tiros, sangue e o escambau. Jogue um pouco de sobrenatural científico e traumas de personagens e você tem algo… não muito original? É, definitivamente, você já viu isso em algum lugar. Mas CANAAN tem um estilo diferente. Às vezes é como se os personagens não pertencessem àquele mundo. Você tem, por exemplo, uma fotógrafa toda bobinha (A Maria) e com design de anime shojo, mas a animação é bem realista e o sangue e tiros correm soltos! Misturar os dois fica um negócio bem esquisito… mas que até que dá certo!

Outra coisa, há humor e típicas sequências de movimentos exagerados de animes (algo que num anime realista também causa grande contraste). É um anime confuso de início, que não se preocupa em explicar absolutamente nada. Você só tem uma noção de quem são os vilões (pelo menos nos termos de “quem está contra a protagonista”) e acabou. Mas, eu gosto de animes assim, me dão mais curiosidade para continuar assistindo.

Para vir de um jogo que recebeu nota máxima da Famitsu, acredito que, no mínimo, será um anime razoável, de média 7.0 em questão de nota. Até agora, dou 8.0.

Vamos ver se continua assim.

Compositores de Games e Animes

02/02/2009 às 12:06 AM | Publicado em Papo com o Leitor | 5 Comentários
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Yuki Kajiura

Yuki Kajiura

Eu escuto muita, mas muita música de trilhas sonoras de games e animes enquanto estou usando o computador para alguma coisa. Mas uso, principalmente, na hora de escrever minhas histórias, para que eu possa entrar no clima da cena baseado no ritmo que está sendo tocado.

Falaremos agora sobre os compositores de trilhas de animes e jogos, seus estilos e quais os seus principais trabalhos. Está curioso para saber quem compôs as músicas de tal anime ou jogo? Bem, talvez você o encontre aqui!

 

Vamos à lista, em ordem alfabética:

 

KAORU WADA

 

Na minha opinião, Kaoru Wada compõe trilhas bastante simples, onde não são usados muitos instrumentos, mas sintetizadores ou outros aparelhos que criam sons. De todos dessa lista, devo dizer que ele é o que menos gosto, apesar de ter trabalhado em animações famosas.

 

Principais trabalhos: D.Gray-man, Inuyasha, Samurai 7, Silent Möbius, To Heart.

 

KEI WAKAKUSA

 

Suas trilhas são muito interessantes. Usa muito o piano, violão, sintetizador e até certos instrumentos tradicionais japoneses. Trabalhou só em animes, pelo que sei, mas acho que seu estilo combina perfeitamente com jogos de RPG também.

 

Principais trabalhos: Hikaru no Go, Kemonozume, Outlanders.

 

MASASHI HAMAUZU

 

Em questão de preferência, Masashi Hamauzu e Kaoru Wada disputam o título de pior melhor compositor para mim. Mas, Masashi Hamauzu consegue ser melhor. Com trilhas simples, que dão um toque nostálgico, fantasioso e clássico a uma produção, ele se destaca para fazer músicas para RPGs com estilo onírico. Usa muito o sintetizador, em colaboração com Ryo Yamazaki, e o piano. Uma curiosidade sobre Hamauzu é que ele é filho de pai alemão, que era cantor de ópera, e mãe japonesa, que era pianista (e com quem aprendeu a tocar piano), tendo nascido e crescido em Munique e mais tarde se mudado para Osaka. Toda a trilha de Saga Frontier 2, por exemplo, é nomeada em alemão.

 

Principais trabalhos: Front Mission: Gun Hazard, Final Fantasy X, SaGa Frontier 2, Unlimited Saga, Dirge of Cerberus: Final Fantasy VII, Final Fantasy XIII.

 

MOTOI SAKURABA

 

E continuando nossa sessão sobre compositores que usam muito o sintetizador, temos Motoi Sakuraba. Para descrever melhor o estilo de Sakuraba, pedimos ajuda à Wikipédia que nos dá a melhor palavra para isso: barroco. Sim, ele possui um estilo clássico, mas ainda o mistura com batidas modernas do chamado rock progressivo. No geral, ele é muito versátil e gosto muito das trilhas dele.

 

Principais trabalhos: Tales of Phantasia, Tales of Destiny, Tales of Destiny 2, Tales of Symphonia, Tales of the Abyss, Tales of Vesperia, Tales of Hearts, Golden Sun, Golden Sun: The Lost Age, Star Ocean’s, Valyrie Profile’s.

 

NOBUO UEMATSU

 

Chegamos ao mestre! Ele, que trabalhou na trilha da série de RPGs mais famosa de todos os tempos, não poderia faltar aqui. Uematsu possui um estilo variado demais para simplesmente falar: “é isso!”. Para citar alguns estilos, temos: sinfonia clássica, rock sinfônico, eletrônico, jazz, orquestral. E se estende muito mais. Ele faz parte de um conjunto de músicos chamado “The Black Mages” (uma referência aos “black mages” da série Final Fantasy), que faz tours tocando músicas de Final Fantasy.

 

Principais trabalhos: Praticamente todos os Final Fantasie’s, Lost Odyssey, Blue Dragon, Blue Dragon Plus, Blue Dragon 2.

 

SHIRO SAGISU

 

O que dizer dele? Simplesmente que está compondo músicas para um dos animes-febre do momento: Bleach. Pessoalmente, o acho extremamente versátil e capaz de se adaptar às novas situações de uma produção com grande facilidade. Quando o arco dos Arrancars começou em Bleach, por exemplo, foi incrível como ele mudou de um estilo meio rock psicodélico para algo influenciado por músicas hispânicas. É compositor há bastante tempo, um veterano.

 

Prinicipais trabalhos: Bleach, Neon Genesis Evangelion, Skull Man, Casshern (live-action).

 

SHOJI MEGURO

 

Esse eu conheço há pouco tempo, mas já sou um grande fã dele! Funcionário da Atlus, ele compôs a trilha para a maioria dos jogos da série Megami Tensei, da qual eu já falei antes. Suas músicas fazem um bem danado para os jogos MegaTen, porque dá uma identidade única a eles. Como poderia explicar? Os jogos MegaTen, como falei, geralmente acontecem no mundo moderno, mas misturando entidades como demônios, anjos e deidades de outros mitos. Com sua música que usa muito guitarra e rock, Meguro consegue tornar “atuais” esses seres arcaicos. Está lá você, em uma batalha contra um anjo caído, um ser tipicamente mitológico, enquanto o tema de batalha toca, sendo, pasmem, um rock muito maneiro! Em vez de ser uma música a la coral que só reforçaria, inutilmente, a imagem bíblica clichê do anjo.

 

Principais trabalhos: Shin Megami Tensei III: Nocturne, Digital Devil Saga: Avatar Tuner I e II, Persona 3 e 4.

 

TOSHIO MASUDA

 

Aê, chegamos onde vocês queriam, criançada! O “TôcheiodeNaruto” Masuda. E devia estar cheio mesmo, porque agora quem trabalha com Naruto Shippuuden é o Yasuharu Takanashi, mas vamos deixar ele para uma outra ocasião… Bem, na verdade, as músicas do Masuda são muito boas, não posso discordar apesar de estar de saco cheio de Naruto. Ele fazia as trilhas para o Naruto original, antes do Shippuuden, que agora está com uma trilha mais séria, deprê até. Masuda usa de tudo, desde o rock até instrumentos clássicos japoneses, fazendo uma mistura de sons bastante original, como todos os que assistiram Naruto puderam perceber.

 

Principais trabalhos: Ai Yori Aoshi, Excel Saga, Ghost Hunt, Mushishi, Naruto.

 

YASUNORI MITSUDA

 

Sim, sim, sim, ele! Ele que me fez ter interesse por músicas de games, por saber QUEM é que estava por trás das músicas das produções que eu tanto gostava! De Xenogears a Chrono Cross, todos os trabalhos dele me impressionam e eu faço questão de baixar as trilhas inteiras. Seus estilos são, segundo a Wikipédia, “celta” e “jazz”, mas, é impossível rotulá-lo apenas com isso porque seu estilo varia muito, indo desde um estilo caribenho até indiano, de acordo com as demandas da produção.

 

Principais trabalhos: Chrono Trigger, Xenogears, Chrono Cross, Shadow Hearts I e II, Legaia 2, Xenosaga.

 

YOKO SHIMOMURA

 

Poxa, muito legais os trabalhos dela, hein? E também trabalhou com jogos com estilos completamente opostos, como Kingdom Hearts e Parasite Eve. Isso também mostra versatilidade, algo que exijo muito desses compositores. Assim como muitos dos aí de cima, ela também usa principalmente o sintetizador e o piano, com ritmos bem leves (mas quando resolve fazer algo mais pesado sai MUITO bom, como as músicas “Pain The Universe” e “Darkness Nova”, ambos de Legend of Mana) que se adaptam melhor a jogos de temática mais voltada a um público mais jovem.

 

Principais trabalhos: Street Fighter 2, Breath of Fire, Live a Live, Front Mission, Super Mario RPG: Legend of the Seven Stars, Parasite Eve, Legend of Mana, Kingdom Hearts I e II.

 

YUKI KAJIURA

 

E é com honra que termino a minha humilde lista com ela! Ela que está na imagem de entrada deste post, ela que considero uma dos melhores, senão a melhor compositora de animes que já vi (ou melhor, escutei, hehe). Seu estilo é, geralmente, bastante moderno, com muitos instrumentos envolvidos, mas ela consegue, quando a produção pede, se estender para um estilo mais clássico, orquestral. Seus principais instrumentos para composição são o teclado e o piano, o qual usa muito para melodias mais tristes.

 

Principais trabalhos: Noir, .hack//SIGN, Mai-HiME, Mai-Otome, Tsubasa Chronicle, Elemental Gelade, Xenosaga II e III, Pandora Hearts (ainda está sendo produzido).

 

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Bem! Com isso, terminamos a lista dos principais compositores que me vêm à mente agora! Talvez falemos de outros mais tarde, conforme eu for lembrando de mais e ouvindo novas trilhas. Espero que eu tenha matado a curiosidade de alguns sobre as músicas e compositores de seus anime e games favoritos.

 

Até mais!

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