Nomes Japoneses ~Deluxe Version~: Meninas

01/06/2010 às 4:41 PM | Publicado em Informativo, Japão | 7 Comentários
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Finalmente! Após tanto tempo depois de ter prometido, trago a lista especial de nomes japoneses para meninas! Espero que gostem!

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Aemi, Aone, Akie, Akimi, Aya, Ikako, Ikumi, Isuzu, Izue, Itsumi, Ukiko, Utae, Utako, Unami, Umiko, Eiko, Echiko, Etsuko, Emi, Erika, Okie, Osana, Osami, Otoe, Otoha, Kaeko, Kaede, Kakuko, Kanae, Kayoko, Kikuko, Kinue, Kino, Kimie, Kyōko, Kunie, Kuniko, Kumiko, Kureha, Kuwako, Keiko, Keina, Kesae, Kesayo, Genmi, Kō, Kokona, Kotoe, Kotoko, Kotomi, Saika, Saeko, Sakurako, Sayami, Sayoko, Shizu, Shinako, Shinobu, Shisae, Shōka, Suika, Suemi, Suzuka, Suzune, Sunae, Seika, Seina, Setsue, Setomi, Senna, Sonae, Sonako, Sonami, Someko, Sorako, Takayo, Takie, Tasumi, Tadami, Tamae, Chikae, Chisaki, Chizuko, Chizuno, Chitomi, Tsukie, Tsujiko, Tsuneko, Tsunemi, Tsuyuna, Tetsumi, Terue, Terumi, Tenna, Tenwa, Toeko, Tokiko, Tomie, Tomomi, Tomika, Nao, Nanao, Nanae, Nanami, Namie, Niina, Nichika, Nina, Niho, Niyoko, Nuiko, Nue, Nukumi, Nusae, Nunomi, Neina, Neo, Neon, Nene, Neneka, Noeko, Nonoka, Nobue, Nodoka, Noriko, Hasumi, Hatsue, Hatsuko, Hatsumi, Harue, Hieko, Hikari, Hisae, Hisako, Hiwako, Fūka, Fūko, Fusako, Fujiko, Fumiho, Heika, Heiho, Heimei, Hekiru, Beniko, Hōko, Hokiko, Hoshiko, Hozumi, Honoka, Mami, Mamiko, Madoka, Matsuko, Manaka, Mie, Mieko, Mikako, Mikiko, Minori, Musubi, Mutsue, Mutsuho, Muho, Murako, Mei, Meika, Meina, Meimi, Meyumi, Moeka, Moemi, Motoe, Motomi, Monami, Yae, Yasue, Yasuka, Yasuko, Yasumi, Yuika, Yūne, Yūho, Yukako, Yukari, Yōko, Yoshie, Yoshiko, Yoshimi, Yoriko, Raika, Raiko, Raira (Laila), Rana (Lana), Rara (Lala), Rieko, Rikiko, Risako, Rizu, Ritsuko, Ruika, Ruina, Ruka, Runa (Luna), Rune, Reika, Reiko, Reina, Reino, Rena, Rōka, Rokue, Rokka, Rone, Romi, Wakae, Wakako, Wakaba, Wakami, Wakiko.
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Nomes Japoneses ~Deluxe Version~: Meninos

03/03/2010 às 1:58 PM | Publicado em Informativo, Japão | 14 Comentários
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A postagem “Nomes Japoneses” continua sendo um sucesso estrondoso de visitas, por isso decidi trazer uma nova postagem com várias novas alternativas de nomes nipônicos, dessa vez focada nos nomes para meninos! Espero que possa ser de grande utilidade a todos que visitam este humilde blog! E em breve, uma postagem imensa com nomes femininos! Aguardem!

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Akisato, Atsuo, Atsutoshi, Ayao, Ayato, Iori, Ikuo, Isao, Isamu, Izuo, Eiichi, Eiichirō, Eiji, Etsuo, Okihiro, Osahide, Otomaro, Osayuki, Osamori, Kaiji, Kazuichi, Kazumasa, Katsutaka, Kanji, Kishirō, Kitarō, Kiyosuke, Ginjirō, Ginryū, Kuniaki, Kunio, Keigo, Keijirō, Ken’ichi, Kennosuke, Gensei, Kōki, Kōsuke, Kōta, Kōya, Gorō, Sakio, Sakuma, Sadanori, Sawao, Sanzō, Shichirō, Shūgo, Shōhei, Shinkai, Junsaku, Suehiro, Sugao, Sugio, Sumiaki, Sumitaka, Seiki, Seishi, Seitarō, Setsuya, Senji, Sōji, Sōma, Sōgo, Sōkichi, Sōichirō, Taiki, Taisuke, Takaaki, Daigo, Daichi, Chikao, Chikayoshi, Chiyoichi, Chiyoshi, Chōsei, Tsukio, Tsugio, Tsuguo, Tsuneaki, Tsunehiro, Tetsuaki, Tetsuo, Tetsuji, Tetsuya, Teruhisa, Toshiaki, Toshio, Tōshirō, Toshimitsu, Tomoaki, Naoya, Naoki, Nagayuki, Natsuo, Namiki, Nobuaki, Nobuo, Nobushige, Nobutaka, Noritaka, Haruaki, Harutoshi, Haruyuki, Hatsuhiko, Hazuki, Hisao, Hisashi, Hisayoshi, Hideaki, Hideo, Masaomi, Masatake, Masato, Matsuo, Masuo, Mikado, Mikio, Mikihiko, Mikiya, Mikoto, Munetaka, Mutsumi, Muneki, Muneaki, Murao, Motoaki, Motoi, Motoki, Motoshi, Motohiro, Yasuaki, Yasuo, Yasukuni, Yasushige, Yamato, Yūichi, Yūgen, Yūji, Yūma, Yukio, Yōji, Yoshiaki, Yoshio, Yoshikazu, Yoshiyuki, Raidō, Raiki, Rikio, Ritsuo, Ryū, Ryōichirō, Ryōtarō, Reishi, Reiji, Renta, Reiya, Reiichirō, Waichirō, Wakao, Wakio, Watari, Wataru.
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Um Novo “Elementais”, em Breve

25/02/2010 às 1:44 PM | Publicado em Informativo, Livros, Notícias, Papo com o Leitor | 3 Comentários
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Acho que já está na hora de revelar isso!

Lembram-se de quando mencionei que estava trabalhando em um projeto de livro, há quase três meses atrás? Bem, a verdade não é muito surpreendente.

Trata-se de mais uma nova versão de Elementais, a qual tenho gostado muito e acho que vai vingar melhor do que qualquer outra! Está mais simples e mais direta, porém mais interessante, creio eu. Bolei alguns personagens diferentes enquanto mantive os antigos, o ritmo está mais equilibrado e acho que o enredo não está tão confuso quanto antes. Agora o primeiro volume foca em um tema mais específico e não diverge dele como acontecia antes, em que íamos do Brasil ao Japão e vice-versa sem um objetivo específico e o leitor ficava: “Tá, mas a grande questão desse volume é qual?” O número de personagens foi reduzido e, bem, tudo está mais condensado.

Se tudo na história correr como planejado, o nome do primeiro volume dessa nova versão será O Olho do Apocalipse.

Sendo assim, aviso que a versão de Elementais que se encontra aqui no blog, bem como os perfis de personagens e outros dados, não mais serão consideradas como a versão oficial e serão retirados assim que eu completar a atual em que estou trabalhando.

É isso! Recado dado! Logo devo postar aqui um trechinho! Aguardem!

Sobrenomes Japoneses 51 – 100

22/02/2010 às 4:33 PM | Publicado em Informativo, Japão | 12 Comentários
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Myoji

Continuamos com nossa lista dos sobrenomes japoneses mais comuns! É isso aí, rumo aos 10000!! Hehehehe.

Harada
Ono
Tamura
Takeuchi
Kaneko
Wada
Nakayama
Ishida
Ueda
Morita
Kojima
Shibata
Hara
Miyazaki
Sakai
Kudō
Yokoyama
Miyamoto
Uchida
Takagi
Andō
Shimada
Taniguchi
Ōno
Takada
Maruyama
Imai
Kōno
Fujimoto
Murata
Takeda
Ueno
Sugiyama
Masuda
Koyama
Ōtsuka
Hirano
Sugawara
Kubo
Matsui
Chiba
Iwasaki
Sakurai
Kinoshita
Noguchi
Matsuo
Kikuchi
Nomura
Arai
Watanabe (com outros kanjis)

Criação de Personagens: Ficha

20/02/2010 às 2:49 AM | Publicado em Informativo, Livros | 25 Comentários
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Com dificuldades para sequer trabalhar o rascunho da concepção de um personagem? Bem, todos os autores têm que passar por aquela fase inicial da criação de um personagem que vai desde sua aparência física e personalidade até sua função (muitas vezes vital) numa história. No meio do caminho podemos cometer deslizes que comprometem a autenticidade de um personagem, como descrevê-lo de maneira contraditória à maneira que fizemos antes ou representá-lo de forma incompatível com sua personalidade e desejos. Por isso é importante conhecermos nossos personagens assim como conhecemos pessoas ao nosso redor, pela sua aparência, jeito que agem, falam, se comportam, suas metas, qualidades, defeitos etc.

Quando um bebê nasce, seus pais não sabem praticamente nada sobre ele, até porque o recém-nascido ainda precisa experimentar o mundo ao seu redor para ganhar uma identidade emocional e afetiva próprias. Seus pais só saberão se ele é quieto ou enérgico ao observarem seu comportamento. Só saberão se prefere vermelho ou azul quando ele lhes contar isso. E a criança adquire seus próprios gostos e aspirações de acordo com suas experiências e contatos com as menores coisas que podemos imaginar.

Um personagem, assim como um bebê que cresce e se torna um indivíduo único, também ganha suas características baseado no que ele viveu até o momento em que a história é contada. Ao criar um personagem que está sempre alegre sem dar um motivo para isso, você estará simplesmente jogando uma característica aleatória nele sem considerar o que fez ele ser uma pessoa alegre. É importante planejar toda a estrutura emocional de um personagem como se estivéssemos acompanhando o crescimento de um bebê.

Para facilitar esse trabalho, não é incomum escritores utilizarem as famosas “fichas de personagem”, nas quais eles guardam as informações básicas sobre cada um dos personagens mais importantes que aparecem numa história. Porém, muitas vezes de tão básicas, essas fichas costumam abrir espaço apenas para informações “jogadas”, como o exemplo do personagem alegre que dei acima. Elas possuem um espaço para você colocar que ele é alegre, mas não um que lhe permitar explicar por quê, quais experiências o fizeram ser assim.

Portanto, resolvi trazer duas fichas muito interessantes e muito mais completas do que as que se costuma ver por aí para que os interessados possam dar um quê muito mais detalhado e realista aos seus personagens na hora de criá-los.

A primeira é a ficha utilizada pelo autor Rick Riordan, da série de livros Percy Jackson e os Olimpianos, traduzida por mim. Há lacunas bastante interessantes para se completar a respeito do seu personagem, coisas que muitos de nós nem pensaram a respeito antes. Algumas são até difíceis de se preencher, o que prova que muitas vezes não conhecemos nossos personagens tanto quanto pensávamos.

Eis a ficha: AQUI.

A outra, também excelente, eu achei em um site americano que agora não me recordo bem qual, e também traduzida por mim. É tão detalhado que até cansa preencher tudo! Mas é vital para uma elaboração realista de personagem.

É só clicar: AQUI.

A última, na verdade, é uma daquela fichas mais básicas que estamos acostumados a ver, mas ela também é útil para visualizarmos mais rápido as informações mais superficiais de um personagem quando precisarmos. Essa ficha é do nosso considerado BK, ou José Roberto Pereira, que a usou em uma aula sobre publicação comercial e criação de histórias e personagens.

Link: AQUI.

E o conselho dele a respeito do nome do personagem é pra se levar bem a sério! Um nome é mais importante do que vocês podem imaginar. Um nome chutado, como ele diz aí, pode arruinar a credibilidade de um texto inteiro! Inúmeras vezes eu parei de ler uma história de alguém logo nas primeiras linhas porque o nome do protagonista, um japonês, era algo como “Mitsashi Kiyejo”. Um nome totalmente impossível no Japão. Por isso a pesquisa é de extrema importância também. Isso inclui nomes, costumes e ambiente (exemplo: não se coloca um “vilarejo próspero” no meio de um deserto árido e totalmente isolado do mundo se não há água em nenhum lugar por perto, solo bom para se cultivar alimentos e não há relações de importação ou exportação de outros lugares; um vilarejo assim nunca prosperaria, a não ser que você dê uma explicação bastante crível, provavelmente tendo que acrescentar algo de sobrenatural).

Bem, espero que isso seja de alguma ajuda a todos os autores que querem tornar seu trabalho mais autêntico! Pensar nos detalhes é essencial e pode fazer a diferença para os olhos de um leitor mais crítico!

Boa sorte!

Sobrenomes Japoneses 1 – 50

23/01/2010 às 5:32 PM | Publicado em Informativo, Japão | 2 Comentários
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Myoji

O post “Nomes Japoneses” aqui do blog é incontestavelmente o mais visitado todos os dias por pessoas que procuram sobre o assunto no Google, Yahoo! etc. Por essa razão, dessa vez darei maior foco aos sobrenomes japoneses, para poder complementar um pouco. Aqui está uma lista dos 50 sobrenomes mais comuns no Japão, em ordem. Espero que gostem!

Sato
Suzuki
Takahashi
Tanaka
Watanabe
Ito
Yamamoto
Nakamura
Kobayashi
Saito
Kato
Yoshida
Yamada
Sasaki
Yamaguchi
Matsumoto
Inoue
Kimura
Hayashi
Shimizu
Yamazaki
Nakajima
Ikeda
Abe
Hashimoto
Yamashita
Mori
Ishikawa
Maeda
Ogawa
Fujita
Okada
Goto
Hasegawa
Ishii
Murakami
Kondo
Sakamoto
Endo
Aoki
Fujii
Nishimura
Fukuda
Ota
Miura
Fujiwara
Okamoto
Matsuda
Nakagawa
Nakano

“Apollo 3” e meu desabafo a.k.a. birra

11/01/2010 às 2:13 AM | Publicado em Papo com o Leitor | Deixe um comentário
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Este blog, apesar de voltado para cultura pop japonesa e literatura, abre-me espaço e dá-me toda a liberdade para falar do que quer que seja, desde que seu desocupado autor ache interessante de alguma maneira. Não apenas isso, ele tem a preocupação de não definir um público, etariamente falando, específico. Por conseguinte, esse post, que acredito ser mais convidativo a jovens garotas, apresenta um grupo musical teen alemão interessante que pode vir a ser uma espécie de sucessor de Tokio Hotel. É o Apollo 3.

Os moleques até que mandam bem, hein? O que mais achei curioso é mesmo o lance da idade. Neste post também aproveito para falar sobre as disparidades no mercado musical e, por que não dizer, mesmo que esteja implícito, editorial e quadrinístico entre Brasil e países como a Alemanha e o Japão, além de filosofar um pouco sobre gosto pessoal.

Vejam bem, nós pré-adultos (isso sequer existe?) burros brasileiros temos asco de ver qualquer produção que vire modinha entre garotas, que são voltadas para a “galerinha” ou mesmo bandas formadas por integrantes que nem mesmo estão no Ensino Médio. Acho que é tanto o desdém que tais atrações praticamente não existem (mais?) no Brasil, talvez de tanto que foram/são apedrejadas verbalmente (e alguns fariam fisicamente com o maior prazer). E aí saímos buscando alvos para zombarmos em outros países. Zombamos Crepúsculo, zombamos bandas emo, zombamos High School Musical e muitos outros. Não se enganem, claro que o próprio adolescente purista e saudosista estrangeiro que se acha o tal só porque as coisas que ele gosta são de “qualidade” também não perdoa o que ele considera “produção de fan-girl retardada”, nas próprias palavras desses caras…

…Mas ninguém percebe que há uma importância no incentivo a essas novidades e/ou modinhas e/ou chame do que quiser… Elas dão grana!! E abrem as portas para outros hits comerciais!! Que poderia até ser o seu! Só que o pensamento brasileiro de “ah, eu sou cult e de cabeça boa, gosto de Nirvana, Oasis e Los Hermanos, eu sou FODA!” estraga tudo. Tudo.

Japoneses e alemães — e até os estadunidenses, só que de uma forma menos maluca — mostram que não há erro em ser comercial para a garotada. Ao contrário, é um grande acerto. Odeia boy bands japonesas, por exemplo? Pois é, também não curto, até porque não sou o público alvo, mas eu percebo a sua importância para fazer uma indústria se mexer! Aqui nada acontece! E tão lá Roberto Carlos, Gilberto Gil e Lulu Santos que, se ninguém impedir, vão cantar até da cova!

E mesmo que você venha a curtir UMA música daqueeeeela banda que todo o mundo diz que é meio emo e não sei o quê… QUAL É O PROBLEMA? Por quê que pra gostar de uma coisa parece até que temos que fazer parte do fã-clube daquilo, vestir a camisa oficial, nãnãnã?? Por que temos que ser certinhos quanto aos nossos gostos e dever satisfação pros outros? Eu acho um absurdo assistir um vídeo de sete, oito minutos do YouTube sobre uma coisa que você NÃO gosta, que SABE que não vai gostar e ficar postando comentários ofensivos ridículos para as pessoas que curtem! Foi fazer o que lá?! É diferente de assistir uma montagem caseira de alguém que está pedindo a sua opinião sincera, mas mesmo assim, o povo não sabe fazer críticas construtivas. É “eu odeio, vocês são retardados” e acabou!

Gente, isso tudo é a minha opinião e eu posso estar enganado. Mas pensem bem… É nessa fase que o ser humano ainda se encontra, de adorar se meter onde não é chamado e querer mudar o outro quando isso não vai te afetar em nada. Se fosse uma manifestação contra esse governo cretino, aí é outra coisa! Pois você está pedindo uma mudança para o seu bem e daqueles que você ama! Agora, zombar o pessoal que gosta disso ou daquilo só por zombar? Ah, pára com isso…

Uma mensagem, dois entendimentos

01/08/2009 às 7:10 PM | Publicado em Japão, Mangás, Papo com o Leitor | 7 Comentários
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Aqui estou eu de novo para meter bronca em mais conceitos otakus absurdos que se cristalizaram.

Falaremos de faixa etária de mangás e animes, sua censura e violência.

“Eu gosto de Naruto”, diz um otaku.
“Aquela desenho de criança?”, diz uma outra pessoa.
“Não é desenho! É anime!! E não é de criança, você acha que é de criança porque viu no SBT! Se visse o real, ia ver que é cheio de violência e mensagens sérias!!”, irrita-se o otaku.

Quem está errado?
Os dois.

Vamos começar analisando o conceito da faixa etária dos mangás no Japão:

A revista semanal Shonen Jump, onde são publicados os mais conhecidos mangás shonen da atualidade, como Naruto, One Piece, Bleach, Katekyo Hitman Reborn! e outros, é uma revista que tem como seu alvo principal pessoas do gênero masculino dos 10 aos 14 anos, mais ou menos. É basicamente um público do pré-adolescente à etapa inicial da adolescência. Isso porque estou sendo bonzinho. Porque me digam: 10 anos de idade não é criança, não? E está lendo seu amado Naruto. Se você tem 18, 19, 20 anos de idade e lê ou assiste Naruto, desculpe, mas, no Japão, você é minoria. É claro que é um número razoavelmente grande, mas o número de pré-adolescentes lendo é bem maior.

Mas então por que os cortes e censura nos animes que passam para as crianças (que também são o público alvo) aqui no Brasil? Se as crianças japonesas assistem à versão real sem problemas? Isso é uma questão cultural e educacional. Otakus, parem de usar a desculpa de que esses animes citados aí em cima não são para crianças e é por isso que são censurados aqui no Brasil. São censurados porque diferentes culturas e mentalidades reagem de forma diferente à mesma coisa.

A cultura e educação de nossas crianças, misturadas ao ambiente em que vivem, proporcionam um mau crescimento de seus valores. Achamos que violência é normal e, às vezes, até divertido, que podemos dar jeitinho em tudo, mesmo quando é ilegal (o “jeitinho brasileiro”), faltamos com respeito, não somos leais, não somos mente aberta. O pólo oposto ao da grande maioria dos orientais. É natural que os pais não queiram que os filhos assistam aos “desenhos japoneses horrorosos cheios de violência”. Quando pros japoneses eles são só… diversão.

Esse é um outro ponto da nossa cultura. É como se os pais achassem que é a TV e a escola que fossem responsáveis pela criação de seus filhos. Acham que a TV tem alguma obrigação de só mostrar desenhos educativos às crianças, de forma a complementar aquilo que eles mesmos não ensinaram. Não entendem que, um anime, por exemplo, não tem obrigação alguma de passar mensagens educativas (a menos que seja um anime educativo, como o recente Elementhunters, sobre o qual eu falo mais tarde). Estão lá só pra divertir, entreter. Você por acaso vai assistir One Piece ou Bleach pelo seu teor educativo? Até parece. No máximo aprende-se um pouco de japonês e uma ou outra coisa de cultura. Mas não é essa a intenção dos produtores. E aí, quando os pais brasileiros, aliás, os ocidentais em geral, vêem o filho assistindo animes assim, acham um absurdo que só exibam violência.

Mas os animes baseados nos mangás da Shonen Jump querem, em vez de mensagens educativas, mandar mensagens de certos valores. Para quem não sabe, o lema da Shonen Jump é “Esforço, Amizade e Vitória”, baseado numa pesquisa que fizeram com jovens garotos para saber que coisas eram mais importante para eles. E esses são os valores que a revista mais preza. Em consequência disso, os animes baseados em seus mangás os transmitem para as crianças que os assistem. Mas aqui, pela nossa cultura, algo com violência para crianças nunca seria algo que transmita esforço, amizade e vitória, apenas aulas de como ser bandido.

Mas aí, cês sabem, né. No Japão, esse conceito de aulas de como ser bandido nem entra na cabeça dos pais e muito menos das crianças.

Animação = animation = animēshon

31/07/2009 às 8:10 PM | Publicado em Mangás, Papo com o Leitor | 6 Comentários
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Ah, sabia que chegaria o dia em que eu chegaria no meu limite de paciência com esse povo e teria que postar algo relativo a isso aqui.

Vamos direto às questões:

1. Anime/mangá é o mesmo que desenho/comic?
2. Existe anime/mangá não japonês?
3. Avatar, por exemplo, pode ser considerado como anime?

Vamos analisar a primeira questão:

Primeiro, temos que separar duas coisas: o nome usado para chamar uma animação, baseado em sua etimologia, e o nome para chamar o estilo dessa animação. Entendamos uma coisa: animação, mal ou bem, é a mesma coisa em todos os lugares do mundo. Não interessa se é Naruto ou Pernalonga, são, em sua raiz, animação. No Japão, qualquer coisa é anime. Por um motivo simples: a palavra anime significa QUALQUER tipo de animação. Pois é uma palavra pra eles que tem a mesma conotação que o nosso termo desenho animado ou animação (pois vem do inglês animation, evidentemente). Portanto, acredite ou não, Pernalonga e Tom & Jerry são animes. Da mesma forma que a palavra mangá, para os japoneses, também pode indicar quadrinhos estrangeiros. E comic, usualmente usado para se referir a quadrinhos americanos, também são usados pelos próprios japoneses para se referirem aos mangás! Se olharem, por exemplo, nas capas dos volumes de algum mangá da Shonen Jump, verão escrito: “Jump Comics”. E todo anime é desenho animado, isso é indiscutível. Agora, a questão muda quando falamos de ESTILO. E posso aproveitar essa parte para passarmos para a próxima questão.

Segunda questão:

Digamos que apareça um pessoal francês, com grana, com idéia na cabeça e com pessoal perito em animação. Eles decidem fazer um desenho animado utilizando as mesmas técnicas dos estúdios japoneses e, no fim, sai um resultado igual a qualquer anime japonês. Ops! Mas tem um problema. “Mas isso é francês! Não é anime!”, diz um otaku hardcore. OK, espera… Tá me dizendo que, apesar de ser idêntico a qualquer anime que você vê no Japão, parece MESMO ter sido feito por japoneses, de forma que você nem saberia que era francês a menos que você lesse os créditos ou algo assim, você ainda me diz que NÃO é um anime? É aqui que entramos no quesito estilo. Gente, podemos ter uma animação americana, por exemplo, com ESTILO de animação japonesa, à qual chamados de estilo anime. E sabe o exemplo dos franceses que dei ali em cima? Aconteceu. Vocês conhecem Oban Star-Racers, não é? Pois é. Com direito até a músicas de abertura e encerramento por artistas japoneses. Aquilo definitivamente é um anime. Portanto, isso nos leva à terceira questão:

Sim. Avatar pode ser considerado anime — apesar de diferenciar um pouquinho na questão dos movimentos dos personagens — pois tem o estilo da animação japonesa. Não exatamente japonesa, é animado por coreanos, na verdade, mas, ei, já leu os créditos de Naruto ou Bleach? Sabe QUANTOS coreanos animam cada episódio? Dou uma dica: são os nomes diferentes que não estão em kanji. Difícil não ver, hein.

Etnocentrismo e o Outro

19/05/2009 às 8:29 PM | Publicado em Papo com o Leitor | 8 Comentários
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Originalmente isso era uma resposta ao comentário do nosso amigo Letty, no post da “Shojo S”. Mas, como ficou muito grande, resolvi fazer um post sobre isso. Só gostaria de avisar ao Letty que isso ERA uma resposta ao comentário dele, mas emendei em uma mensagem que fosse pra todos e fazendo de gancho o comentário dele. Vamos lá:

Eu quis dizer impactante de forma positiva. "Shojo S" foi impactante de forma negativa. Mas, pra mim, foi positiva, sim, já disse que gostei. Com um nome como "Shojo S", eu já esperava uma música mais tranquilinha, mais YUI, ou seja, a batida é legal. Alguns consideram "batida legal" rock pesado, mas comigo não é só isso. Não acho que foi brincadeirinha, a mente dos japoneses é muito diferente da nossa. Tenho certeza de que muito mais gente no Japão gostou da música do que aqui. Acho até que eles pensaram: "Finalmente uma abertura que não é só ceninha de ação! Algo mais artístico e bem bolado!"

Eu não queria dizer isso, mas, nós brasileiros somos chatos demais. Somos mente fechada demais. Nos achamos capazes de julgar se o modo como os japoneses estão produzindo um anime é certo ou errado, ou seja, para nós a nossa opinião, o que queremos e o nosso modo de pensar são os mais importantes (quase um etnocentrismo, hehehe) quando eles estão pouco se lixando se tem gente da América Latina assistindo ou não (até porque eles devem nos ver como tendo uma forma de pensar “bárbara, primitiva e preconceituosa”), para eles o que interessa é o modo de pensar e gostos JAPONESES. Temos que parar com isso de: "Quero música de abertura punk rock sempre, quero que o Zaraki apareça sempre, quero que o Ichigo e o ‘Emoquiorra’ morram", etc.

E aceitem, o Sasuke (sim, agora falando de Naruto) é EXTREMAMENTE popular no Japão, se não o mais popular, e aqui ele é altamente detestado, xingado e zoado. Percebem como o que impera é o que os japoneses preferem? E Naruto nem mesmo é TÃO popular assim no Japão comparado a outros certos animes e mangás. A mente deles é mesmo muito diferente, o que pra nós é coisa de menina, emo ou gay, pra eles é algo estiloso, e depois ficamos “Ps” da vida porque eles estão dando mais atenção a essas coisas do que àquilo que nós queremos que eles dêem. E o pior: Não entendemos por que eles gostam de tais coisas. Cara, é tão simples! Porque sim! Diferença de culturas, ora! Mais uma vez falo esse termo importantíssimo em sociologia, a qual venho estudando: ETNOCENTRISMO. Que é a tendência em se pensar que a cultura, costumes e modo de pensar do meio em que se vive são os melhores, os mais certos e os “normais” em comparação aos dos outros.

Mesmo que você goste de animes e queira assisti-los, prepare-se pois você VAI encontrar coisas das quais você não gosta, porque o choque de cultura e pensamento é grande demais por mais que você goste daquilo no geral. Lógico que não gostamos de coisas produzidas no ocidente também, mas, esse “não gostar” é diferente. Um é mais pela falta de qualidade de algo, o outro pela falta de entendimento.

Alguém conhece um grupo musical japonês chamado Hey! Say! JUMP? Ele é composto de dez meninos de idade entre 13 a 19 anos, por aí, que canta musiquinhas bem pop (daquelas de agradar meninas). Se um brasileiro que gosta de anime e cultura pop japonesa em geral, por mais que ele goste dessas coisas, visse algumas cenas dos bastidores desse grupo, iam achar que são gays! Porque a forma como eles agem e interagem é de um jeito diferente da amizade daqui, pois ela contém ações muito, digamos, carinhosas. Um dos membros mais velhos deixava um dos mais novos sentar no colo dele e todos comentavam o quanto o menor era kawaii (algo como “bonitinho”) fazendo isso. Pra eles, isso não é ser gay, esse tipo de termo dificilmente passa pela cabeça deles, apesar deles saberem o que é, claro, mas atos assim não são considerados como tal.

O mesmo pode-se falar dos emos. Que eu saiba, do tanto que já li coisas de lá e conversei com pessoas de lá, eles nem sabem o que é isso. Muitos brasileiros, se estivessem no Japão, iam olhar pra um garoto japonês na rua e poder pensar que ele é emo. Não! Ele nem sabe o que é isso, pra ele é só o estilo normal dele ou o que está rolando entre os adolescentes! E mangás e animes — com seus personagens de personalidades exageradas e cabelos extravagantes — são extremamente propensos a terem personagens que poderiam ser considerados emos por nós, mas que pra eles são só mais um personagem legal. Acho que se teve alguém que inventou o jeito mais emo ou extravagante de aparência foram os próprios japoneses só que sem nem saber o que criaram (vide bandas de visual-kei, por exemplo).

Pra resumir, todo mundo tem o direito de gostar e ter opinião sobre o que quiser, mas a nossa tendência de achar que o que achamos é o mais correto é completamente inaceitável e anda na contramão do caminho para o fim do preconceito no mundo. Se alguém não gostou de “Shojo S”, ótimo, mas não falem que “os japoneses erraram” ou que “uma abertura com muita ação e música mais ágil é sempre a melhor opção e o que todos do mundo inteiro querem”. Esse “mundo inteiro” é, no máximo, nossos amigos e o pessoalzinho que conhecemos no último evento de anime, né? Bem pensamento de brasileiro, mesmo…

Detalhe, não sou anti-brasileiros ou pró-japoneses-one-hundred-percent. Se fosse, não estaria escrevendo o mesmo romance há mais de dois anos que tem como palco principalmente o Brasil. Estou expressando uma opinião mais realista, a partir da análise que eu venho fazendo do comportamento dos otakus brasileiros e também americanos. Isso sempre esteve na minha cabeça, mas, só depois do comentário do Letty (aliás, valeu Letty, você me “despertou”!) é que isso tudo que estava preso à minha mente resolveu se expor.

Pra finalizar, quero sugerir que todos estejam sempre mais abertos a tudo. A mudanças, a novidades, ao diferente, ao outro, porque na visão do outro, somos “o outro” também! Convém, portanto, escutar mais gêneros de música, ver outros tipos de arte senão apenas mangá, ler mais livros, ser mais xenófilo e menos etnocêntrico. É preciso abrir nossa mente.

No mais, relaxem e gozem! Apreciem o anime como ele é! E ouçam mais Mozart e menos Iron Maiden! (tá, essa não é preciso seguir tão fielmente XD).

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