Renascimento

21/01/2011 às 8:46 PM | Publicado em Informativo, Notícias, Papo com o Leitor | Deixe um comentário
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Uma mensagem, dois entendimentos

01/08/2009 às 7:10 PM | Publicado em Japão, Mangás, Papo com o Leitor | 7 Comentários
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Aqui estou eu de novo para meter bronca em mais conceitos otakus absurdos que se cristalizaram.

Falaremos de faixa etária de mangás e animes, sua censura e violência.

“Eu gosto de Naruto”, diz um otaku.
“Aquela desenho de criança?”, diz uma outra pessoa.
“Não é desenho! É anime!! E não é de criança, você acha que é de criança porque viu no SBT! Se visse o real, ia ver que é cheio de violência e mensagens sérias!!”, irrita-se o otaku.

Quem está errado?
Os dois.

Vamos começar analisando o conceito da faixa etária dos mangás no Japão:

A revista semanal Shonen Jump, onde são publicados os mais conhecidos mangás shonen da atualidade, como Naruto, One Piece, Bleach, Katekyo Hitman Reborn! e outros, é uma revista que tem como seu alvo principal pessoas do gênero masculino dos 10 aos 14 anos, mais ou menos. É basicamente um público do pré-adolescente à etapa inicial da adolescência. Isso porque estou sendo bonzinho. Porque me digam: 10 anos de idade não é criança, não? E está lendo seu amado Naruto. Se você tem 18, 19, 20 anos de idade e lê ou assiste Naruto, desculpe, mas, no Japão, você é minoria. É claro que é um número razoavelmente grande, mas o número de pré-adolescentes lendo é bem maior.

Mas então por que os cortes e censura nos animes que passam para as crianças (que também são o público alvo) aqui no Brasil? Se as crianças japonesas assistem à versão real sem problemas? Isso é uma questão cultural e educacional. Otakus, parem de usar a desculpa de que esses animes citados aí em cima não são para crianças e é por isso que são censurados aqui no Brasil. São censurados porque diferentes culturas e mentalidades reagem de forma diferente à mesma coisa.

A cultura e educação de nossas crianças, misturadas ao ambiente em que vivem, proporcionam um mau crescimento de seus valores. Achamos que violência é normal e, às vezes, até divertido, que podemos dar jeitinho em tudo, mesmo quando é ilegal (o “jeitinho brasileiro”), faltamos com respeito, não somos leais, não somos mente aberta. O pólo oposto ao da grande maioria dos orientais. É natural que os pais não queiram que os filhos assistam aos “desenhos japoneses horrorosos cheios de violência”. Quando pros japoneses eles são só… diversão.

Esse é um outro ponto da nossa cultura. É como se os pais achassem que é a TV e a escola que fossem responsáveis pela criação de seus filhos. Acham que a TV tem alguma obrigação de só mostrar desenhos educativos às crianças, de forma a complementar aquilo que eles mesmos não ensinaram. Não entendem que, um anime, por exemplo, não tem obrigação alguma de passar mensagens educativas (a menos que seja um anime educativo, como o recente Elementhunters, sobre o qual eu falo mais tarde). Estão lá só pra divertir, entreter. Você por acaso vai assistir One Piece ou Bleach pelo seu teor educativo? Até parece. No máximo aprende-se um pouco de japonês e uma ou outra coisa de cultura. Mas não é essa a intenção dos produtores. E aí, quando os pais brasileiros, aliás, os ocidentais em geral, vêem o filho assistindo animes assim, acham um absurdo que só exibam violência.

Mas os animes baseados nos mangás da Shonen Jump querem, em vez de mensagens educativas, mandar mensagens de certos valores. Para quem não sabe, o lema da Shonen Jump é “Esforço, Amizade e Vitória”, baseado numa pesquisa que fizeram com jovens garotos para saber que coisas eram mais importante para eles. E esses são os valores que a revista mais preza. Em consequência disso, os animes baseados em seus mangás os transmitem para as crianças que os assistem. Mas aqui, pela nossa cultura, algo com violência para crianças nunca seria algo que transmita esforço, amizade e vitória, apenas aulas de como ser bandido.

Mas aí, cês sabem, né. No Japão, esse conceito de aulas de como ser bandido nem entra na cabeça dos pais e muito menos das crianças.

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