Projeto: antologia de light novels

28/09/2012 às 12:04 PM | Publicado em Informativo, Livros, Papo com o Leitor | Deixe um comentário
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Olá, pessoal!

Voltamos depois de… de… muito tempo para anunciar uma coisa legal! Não vou me estender, não vou de fato criar um post completo a respeito do que quero dizer, pois três colegas escritores já fizeram isso, e é justamente para os posts deles que gostaria de redirecioná-los. Antes, porém, uma rápida explicação:

Há um projeto em andamento de uma antologia de light novels da qual eu — acho que não preciso fazer mistério — farei parte, e o objetivo de todos os envolvidos é, obviamente, como dizem os estadunidenses, “espalhar o amor” (hehe) por esse tipo de livro. Conhecer as light novels, eu diria que hoje muitos otakus brasileiros já conhecem, mas falta um incentivo para que elas atinjam um nível de apreciação pelo menos próximo ao dos mangás.

Bem, acessem o blog do Joe de Lima e leiam a historinha superlegal que ele criou apresentando as light novels, mencionando o projeto e, sem que eu pedisse, divulgando meu próprio livro Elementais: O Receptáculo do Caos. Acessem também o do Luiz Dreamhope e o da Yumi Moony, igualmente informativos.

Falando rapidamente do meu livro, percebo como é importante que esse tipo de obra tenha mais atenção do público que curte a cultura pop japonesa. Para um romance que é digital e ao mesmo tempo light novel, eu diria até que ele foi mais comentado em alguns blogs do que eu imaginava e teve notas positivas no Skoob; mas ainda assim, quem gosta de mangás e animes muitas vezes não costuma ler livros, e quem gosta de ler livros não necessariamente é um otaku. Devido à própria natureza de uma obra do gênero, seu público acaba sendo restrito. Por isso a vontade do pessoal que quer escrever light novels de divulgá-las.

Pode ser que leve um tempo para mais otakus brasileiros pegarem o gosto pela literatura, mais pessoas estão lendo no país, mas até lá, quanto mais gente que já curta animes, mangás e livros ficar sabendo dessas novas ideias, melhor.

Personagens de mangá, sua popularidade em diferentes países e uma análise

23/01/2011 às 8:28 PM | Publicado em Animes, Besteiras, Mangás, Papo com o Leitor | 22 Comentários
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Certa vez, eu li em algum site sobre a diferença da fama de alguns personagens de mangá em diferentes países. Como assim? Ora, primeiramente, é evidente que o personagem de que você mais gosta não é necessariamente o personagem preferido de outra pessoa, muitas vezes nem está no Top 5 dela. Então não é estranho que haja uma variação também da popularidade de um personagem em vários países.

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Papo Reto: o fórum da liberdade de idéias, opiniões e conceitos

17/02/2010 às 6:18 PM | Publicado em Informativo, Papo com o Leitor | 28 Comentários
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Venho aqui após um bom tempo sem nenhuma postagem que realmente prestasse (haha) para fazer um convite a quem quer que tenha colhões para aceitá-lo!

Trata-se de um fórum muito bacana, dinâmico e doido no bom sentido do qual já faço parte desde dezembro desse ano que passou: o Papo Reto.

Chamado de “o fórum da liberdade de idéias, opiniões e conceitos” e “o fórum sem mimimi nem bububu”, ele é provavelmente o local de discussão online que mais dá liberdade de expressão a seus usuários para falar dos assuntos mais diversos, incluindo ciência, tecnologia, quadrinhos, games, cinema e o que mais der na telha.

Mas a liberdade de expressão é uma espada de dois gumes, pois o que quer que você fale, o outro tem todo o direito de contestar, e é aí que muitas pessoas ficam ressentidas e pedem para que algum moderador bana o contestador. No Papo Reto, não há mimimi nem bububu, não há moderadores; há apenas a liberdade de expressão, a total franqueza e, claro, a prevalência do bom senso. Não ache que pode chegar lá e simplesmente desembestar num ataque a tudo e todos e chamar isso de liberdade de expressão.

Liberdade de expressão deve ser conquistada, embasada em algo. Seja você mesmo e opine ao mesmo tempo que respeita a opinião dos outros, mesmo que elas possam parecer absurdas para as suas crenças pessoais.

Dito isso tudo, sejam bem-vindos ao Papo Reto: CLIQUE AQUI.

Uma mensagem, dois entendimentos

01/08/2009 às 7:10 PM | Publicado em Japão, Mangás, Papo com o Leitor | 7 Comentários
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Aqui estou eu de novo para meter bronca em mais conceitos otakus absurdos que se cristalizaram.

Falaremos de faixa etária de mangás e animes, sua censura e violência.

“Eu gosto de Naruto”, diz um otaku.
“Aquela desenho de criança?”, diz uma outra pessoa.
“Não é desenho! É anime!! E não é de criança, você acha que é de criança porque viu no SBT! Se visse o real, ia ver que é cheio de violência e mensagens sérias!!”, irrita-se o otaku.

Quem está errado?
Os dois.

Vamos começar analisando o conceito da faixa etária dos mangás no Japão:

A revista semanal Shonen Jump, onde são publicados os mais conhecidos mangás shonen da atualidade, como Naruto, One Piece, Bleach, Katekyo Hitman Reborn! e outros, é uma revista que tem como seu alvo principal pessoas do gênero masculino dos 10 aos 14 anos, mais ou menos. É basicamente um público do pré-adolescente à etapa inicial da adolescência. Isso porque estou sendo bonzinho. Porque me digam: 10 anos de idade não é criança, não? E está lendo seu amado Naruto. Se você tem 18, 19, 20 anos de idade e lê ou assiste Naruto, desculpe, mas, no Japão, você é minoria. É claro que é um número razoavelmente grande, mas o número de pré-adolescentes lendo é bem maior.

Mas então por que os cortes e censura nos animes que passam para as crianças (que também são o público alvo) aqui no Brasil? Se as crianças japonesas assistem à versão real sem problemas? Isso é uma questão cultural e educacional. Otakus, parem de usar a desculpa de que esses animes citados aí em cima não são para crianças e é por isso que são censurados aqui no Brasil. São censurados porque diferentes culturas e mentalidades reagem de forma diferente à mesma coisa.

A cultura e educação de nossas crianças, misturadas ao ambiente em que vivem, proporcionam um mau crescimento de seus valores. Achamos que violência é normal e, às vezes, até divertido, que podemos dar jeitinho em tudo, mesmo quando é ilegal (o “jeitinho brasileiro”), faltamos com respeito, não somos leais, não somos mente aberta. O pólo oposto ao da grande maioria dos orientais. É natural que os pais não queiram que os filhos assistam aos “desenhos japoneses horrorosos cheios de violência”. Quando pros japoneses eles são só… diversão.

Esse é um outro ponto da nossa cultura. É como se os pais achassem que é a TV e a escola que fossem responsáveis pela criação de seus filhos. Acham que a TV tem alguma obrigação de só mostrar desenhos educativos às crianças, de forma a complementar aquilo que eles mesmos não ensinaram. Não entendem que, um anime, por exemplo, não tem obrigação alguma de passar mensagens educativas (a menos que seja um anime educativo, como o recente Elementhunters, sobre o qual eu falo mais tarde). Estão lá só pra divertir, entreter. Você por acaso vai assistir One Piece ou Bleach pelo seu teor educativo? Até parece. No máximo aprende-se um pouco de japonês e uma ou outra coisa de cultura. Mas não é essa a intenção dos produtores. E aí, quando os pais brasileiros, aliás, os ocidentais em geral, vêem o filho assistindo animes assim, acham um absurdo que só exibam violência.

Mas os animes baseados nos mangás da Shonen Jump querem, em vez de mensagens educativas, mandar mensagens de certos valores. Para quem não sabe, o lema da Shonen Jump é “Esforço, Amizade e Vitória”, baseado numa pesquisa que fizeram com jovens garotos para saber que coisas eram mais importante para eles. E esses são os valores que a revista mais preza. Em consequência disso, os animes baseados em seus mangás os transmitem para as crianças que os assistem. Mas aqui, pela nossa cultura, algo com violência para crianças nunca seria algo que transmita esforço, amizade e vitória, apenas aulas de como ser bandido.

Mas aí, cês sabem, né. No Japão, esse conceito de aulas de como ser bandido nem entra na cabeça dos pais e muito menos das crianças.

Animação = animation = animēshon

31/07/2009 às 8:10 PM | Publicado em Mangás, Papo com o Leitor | 6 Comentários
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Ah, sabia que chegaria o dia em que eu chegaria no meu limite de paciência com esse povo e teria que postar algo relativo a isso aqui.

Vamos direto às questões:

1. Anime/mangá é o mesmo que desenho/comic?
2. Existe anime/mangá não japonês?
3. Avatar, por exemplo, pode ser considerado como anime?

Vamos analisar a primeira questão:

Primeiro, temos que separar duas coisas: o nome usado para chamar uma animação, baseado em sua etimologia, e o nome para chamar o estilo dessa animação. Entendamos uma coisa: animação, mal ou bem, é a mesma coisa em todos os lugares do mundo. Não interessa se é Naruto ou Pernalonga, são, em sua raiz, animação. No Japão, qualquer coisa é anime. Por um motivo simples: a palavra anime significa QUALQUER tipo de animação. Pois é uma palavra pra eles que tem a mesma conotação que o nosso termo desenho animado ou animação (pois vem do inglês animation, evidentemente). Portanto, acredite ou não, Pernalonga e Tom & Jerry são animes. Da mesma forma que a palavra mangá, para os japoneses, também pode indicar quadrinhos estrangeiros. E comic, usualmente usado para se referir a quadrinhos americanos, também são usados pelos próprios japoneses para se referirem aos mangás! Se olharem, por exemplo, nas capas dos volumes de algum mangá da Shonen Jump, verão escrito: “Jump Comics”. E todo anime é desenho animado, isso é indiscutível. Agora, a questão muda quando falamos de ESTILO. E posso aproveitar essa parte para passarmos para a próxima questão.

Segunda questão:

Digamos que apareça um pessoal francês, com grana, com idéia na cabeça e com pessoal perito em animação. Eles decidem fazer um desenho animado utilizando as mesmas técnicas dos estúdios japoneses e, no fim, sai um resultado igual a qualquer anime japonês. Ops! Mas tem um problema. “Mas isso é francês! Não é anime!”, diz um otaku hardcore. OK, espera… Tá me dizendo que, apesar de ser idêntico a qualquer anime que você vê no Japão, parece MESMO ter sido feito por japoneses, de forma que você nem saberia que era francês a menos que você lesse os créditos ou algo assim, você ainda me diz que NÃO é um anime? É aqui que entramos no quesito estilo. Gente, podemos ter uma animação americana, por exemplo, com ESTILO de animação japonesa, à qual chamados de estilo anime. E sabe o exemplo dos franceses que dei ali em cima? Aconteceu. Vocês conhecem Oban Star-Racers, não é? Pois é. Com direito até a músicas de abertura e encerramento por artistas japoneses. Aquilo definitivamente é um anime. Portanto, isso nos leva à terceira questão:

Sim. Avatar pode ser considerado anime — apesar de diferenciar um pouquinho na questão dos movimentos dos personagens — pois tem o estilo da animação japonesa. Não exatamente japonesa, é animado por coreanos, na verdade, mas, ei, já leu os créditos de Naruto ou Bleach? Sabe QUANTOS coreanos animam cada episódio? Dou uma dica: são os nomes diferentes que não estão em kanji. Difícil não ver, hein.

Beach, Bleach

18/07/2009 às 11:55 PM | Publicado em Informativo | 1 Comentário
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Eu canso de citar isso, mas parece que os outros ignoram como se não acreditassem, hehe. Bleach tem um grande clima praiano. Há inúmeros indícios disso, como por exemplo a oitava abertura “CHU-BURA”, extras de mangás e imagens de divulgação ligados a praia, o próprio fato do autor dizer gostar de praia, o último episódio filler (baseado num extra de mangá: http://www.onemanga.com/Bleach/261.5/01/) e, agora uma prova que inclui algo relacionado a praia até no nome: “Mad Surfer”, o novo tema de encerramento que irá estrear na próxima semana ou na depois.

O artista responsável pela música chama-se Ken’ichi Asai, um tanto desconhecido pelos otakus em geral. Sabe-se que fez parte de uma banda há muito tempo atrás chamada Blankey Jet City.

Mais informações: http://www.jame-world.com/br/news-51763-asai-kenichi-e-o-surfista-louco.html.

Por essas e por outras que Bleach é o meu grande “muso” para Elementais!

Bleach WP 8

Propaganda Básica!

24/04/2009 às 1:52 AM | Publicado em Informativo | Deixe um comentário
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Venho aqui hoje para postar os links de algumas comunidades das quais sou dono no Orkut, inclusive a de Elementais, que agora não contém mais os capítulos antigos (dei uma varrida geral) para dar lugar a atualizações.

 

Bem, vamos lá:

 

Alive – The Final Evolution (dedicada ao mangá e futuro anime de mesmo nome): http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=56410130

 

Yoshinori Kitase (dedicada a esse diretor/produtor/roteirista de alguns jogos da série Final Fantasy): http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=55233357

 

Light Novels (dedicada às light novels, romances de leitura rápida com ilustrações estilo mangá, de onde se originaram animes como Suzumiya Haruhi no Yuu’utsu, Shakugan no Shana e Full Metal Panic!): http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=62155749

 

Yuuai Tenshi Elementais (dedicada a essa história que escrevo): http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=48951817

Onde fica a Cidade de Karakura?

16/04/2009 às 12:28 PM | Publicado em Informativo, Mangás | 12 Comentários
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Bleach Resonating Souls Pág. 30

 

Essa é uma pergunta que me intriga faz um tempo. O mais curioso é que existem várias fontes que indicam locais diferentes, porém mais ou menos na mesma área.

 

Sabemos que locais fictícios raramente têm uma localização exata justamente porque costumam entrar em conflito com o que realmente há em determinada região ou em volta dela. Se eu inventasse um estado fictício para o Brasil, ou eu teria de mudar a forma do país ou a forma de no mínimo outros dois estados para fazê-lo “caber” ali. Ou uso a solução mais agradável: deixo implícito que é um estado fictício, digo mais ou menos onde ele ficaria e deixo o resto com o leitor/espectador.

 

Mas, como eu não tenho nada melhor pra fazer (na verdade, tenho: estudar para a prova de Filosofia amanhã, terminar meu dever de japonês, ligar pra auto-escola pra marcar a data da prova, terminar a nova versão de Elementais, zerar Persona 3 de uma vez por todas porque eu quero jogar logo o 4, etc…), vou postar aqui algumas teorias baseadas em fontes (quase) confiáveis.

 

1ª TEORIA: É UMA DAS CIDADES QUE FICAM NO OESTE DE TÓQUIO.

 

Bem, essa é a afirmação da Wikipédia japonesa: “作中の世界に存在する東京にある普通の町”.

 

Não diz especificamente no oeste de Tóquio, mas, explico: A parte leste de Tóquio é composta por bairros ou distritos especiais e não cidades, portanto, Karakura é uma cidade (chō) e não um bairro/distrito (ku). Então sobra todo o lado oeste da metrópole que aí sim é composto por cidades, e Karakura poderia ser uma delas.

 

No entanto, há uma pequena falha na teoria. Não exatamente uma falha, mas algo que poderia possivelmente ser uma boa pista do porque não fica nessa região: praias. Isso mesmo, não há praias no oeste de Tóquio. E, como já foi mostrado em Bleach várias vezes, Karakura parece ser uma cidade praiana, ou no mínimo que fica próxima a uma. Definitivamente uma pista a ser levada em conta.

 

O que nos leva à segunda teoria:

 

2ª TEORIA: FICA NA PROVÍNCIA DE KANAGAWA, ONDE É A CIDADE DE FUJISAWA.

 

Mais uma vez, uma afirmação da Wikipédia: “テレビ東京系のテレビアニメ「BLEACH」に登場する町「空座町(からくらちょう)」は、藤沢市の位置に存在している”.

 

Ou seja, onde existiria a real cidade de Fujisawa, seria a Karakura do mangá/anime. Essa teoria é interessante e já faz mais sentido quanto ao problema da praia.

 

Em Fujisawa fica talvez a praia mais famosa do Japão, Kugenuma, conhecida por ser onde se originou o surfe no Japão, onde pessoas de todas as idades e níveis de competição praticam o esporte todos os dias. Dali, proliferou-se pelo país, até encontrar outras praias com boas ondas para a sua prática, como a também famosa praia de Kamogawa, em Chiba.

 

Bem, mas, chega de curiosidades de surfe! O negócio aqui é debatermos sobre Karakura.

 

O autor de Bleach chegou a falar que gosta muito de praia, mais um motivo para ele usar como referência e também como local uma cidade como Fujisawa.

 

Mas, outro pequeno detalhe nos leva a uma terceira teoria:

 

3ª TEORIA: FICA ONDE É YOKOHAMA.

 

Não é uma boa base para se basear, mas, isso pode ter alguma relevância. Reparem na imagem abaixo que apareceu no episódio 214, onde a câmera vai se aproximando da Terra até entrar na cidade de Karakura:

  Karakura Episódio 214

 

Se forem pesquisar, verão que a região iluminada da foto é exatamente onde fica a cidade de Yokohama, também na Província de Kanagawa.

 

Certamente é uma cidade litorânea, só não sei se há praias, mas provavelmente sim, pois o próprio nome da cidade inclui a palavra “hama” que quer dizer “praia”.

 

Eu acho que confiar apenas em uma imagem sem divisórias e ambígua como essa não é um jeito bom de se descobrir, mas, é algo a ser levado em conta também.

 

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No fim, é aquilo: local fictício raramente é indicado claramente, principalmente quando fica próximo a locais reais. Em Elementais mesmo eu tenho a Orla das Gaivotas que, por enquanto, não vou revelar sua localização certa, mas, já deixei algumas pistas! O mesmo acontece com Tomiuga, que já até cheguei a falar que fica na região oeste de Tóquio. Há mais locais fictícios, mas, primeiro, a história tem que andar! Hehe.

Mazelas otakas ocidentais

25/03/2009 às 4:47 PM | Publicado em Papo com o Leitor | 1 Comentário
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Minha teoria estava correta! O grande problema de nós ocidentais no quesito comércio de produtos da cultura pop japonesa (ou qualquer coisa influenciada por ela) é a falta de interesse de ingressar nele.

 

Ok, comecei este post com uma afirmação que para muitos soa meio “hã?!”, mas era só para assustar um pouco e atiçar a curiosidade.

 

Explico.

 

Conforme li nestes dois posts do Shoujo Café e do JCast, pude confirmar o que já meio que sabia. Nós ocidentais queremos apenas usufruir de tudo que o Japão oferece sem visar objetivos mais altos. A questão é a seguinte…

 

Os cosplays, por exemplo, são uma forma de se encontrar com amigos e pessoas que dividam os mesmos gostos que você em um evento e simplesmente aproveitam o momento, mostrando-se e divertindo-se. Normal, todos querem se divertir o quanto puderem. No entanto, ninguém percebe o quanto isso pode prejudicar vários outros pontos dessa coisa toda.

 

Olhem à sua volta. Notem como se comportam os otakus brasileiros e até mesmo americanos e qual a posição deles em relação ao comércio de produtos pop japoneses. Bem… Talvez seja mais fácil eu dar alguns exemplos.

 

Como o Alexandre Lancaster sempre fala em seu blog, na Europa os eventos de anime são muito diferentes dos daqui. Segundo ele, lá eles dão importância ao que é importante, promovendo encontros com autores de mangás, apresentando novos conceitos de animação japonesa, parcerias com estrangeiros, etc. Mas aqui… já perceberam que fica tudo praticamente no cosplay? E como dizem as notícias desses posts, em certos eventos no Japão, cosplayers amadores são proibidos, pois os eventos deveriam ser lugares para mostrar aquilo que fará bem à indústria e não aquilo que não fará nenhuma diferença.

 

Já notaram que quando entram em sites como a Henshin aquele pop-up anunciando concursos de cosplay aparece de tal forma que parece até que é a coisa mais importante a ser mostrada ali? Cadê mais notícias sobre o que realmente interessa como a indústria de mangás no Brasil e a oportunidade a ser dada aos jovens daqui? Sei que, por eu estar escrevendo um livro nesse estilo isso pode parecer egoísmo de minha parte, mas, isso é algo de que o Brasil realmente necessita, pois tem muita gente no mesmo barco que eu.

 

Mas não é só isso. Cadê a propaganda de novos mangás e animes bacanas nos eventos, informações sobre como funciona o comércio entre Japão e o ocidente, mais produtos originais diversificados aqui que possamos comprar por um preço mais acessível? Eu quero ler várias light novels, mas não trazem isso pro Brasil! Se pelo menos importassem em japonês ou inglês, mas nem isso… Os eventos deveriam ser lugares para termos acesso a coisa exatamente desse tipo: praticamente inacessíveis.

 

Mas como o Lancaster diz, temos é bandas convidadas pra cantar, cosplayers de Naruto aos montes, campeonatinhos de PS2/PS3 de Naruto e… ah, sei lá, 95% é Naruto e ninguém queira contradizer isso! Ou seja, coisas que são divertidas, mas que não dão em nada, não avançamos em nada. E isso não é só com a gente não, como foi falado no JCast, os americanos são assim também, talvez um pouco menos, não sei.

 

Resumo da ópera, podemos citar MAIS UMA VEZ o senhor Zé Roberto Pereira, que diz que a postura do brasileiro é de passividade, de empregado. Se formos olhar os eventos e como é o comércio de anime e mangá por aqui, vemos que isso se aplica a eles também. O que seria a passividade? Nesse caso, sinônimo de “só quero me divertir agora e estou pouco me lixando pra fazer algo em prol de novidades e criar oportunidades”. Em outras palavras, somos reativos demais e pouco pró-ativos. O que vier tá bom, tenho o meu Naruto aqui, minha fantasia da Akatsuki, e tá tudo ótimo! Não quero saber de mais nada!

Viagem e, claro, BLEACH!

09/03/2009 às 6:52 PM | Publicado em Informativo | 1 Comentário
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Só dando uma passada rápida aqui pra não deixar o blog morrer!

 

Bem, de assuntos interessantes, tem a minha loooonga e cansativa viagem nesse fim de semana ao Fim do Mundo a.k.a Itajubá, Minas Gerais para o casamento do meu primo. Se você é de Itajubá, não se sinta ofendido, eu estou apenas me referindo à distância, não à cidade em si. No geral, foi bacana, mas, não sou muito de festas, o que inclui festa de casamento. Eu gosto de viajar de carro, mas, viajar enjoado ou com dor de barriga é uma coisa que não desejo nem para meus inimigos (os quais não tenho, hehe).

 

A parada em Campos do Jordão para o almoço na volta para o Rio foi legal, principalmente pelo fato de eu nunca ter sequer botado os pés em alguma cidade do estado de São Paulo antes (vergonhoso, eu sei). Cara… COMO TEM JAPONÊS! E eu nem tava na Liberdade na grande São Paulo!

 

Aqui no Rio eu quase não vejo pessoas de descendência oriental, é bem curioso isso. Falando rapidamente de Elementais, sabe que eu tenho uma idéia ou outra para um spin-off que se passa em São Paulo? Mas isso seria pra daqui a muito tempo e só quando o livro ficar famoso (eu falo com tanta convicção de que vai dar certo, né? Haha).

 

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Mudando radicalmente de assunto, alguém está bem ansioso pelas novas músicas de abertura e encerramento de Bleach? Pô, fala sério, a banda que fará a nova música de abertura “Shojo S”, chamada Scandal, composta por quatro garotas que ainda parecem estar no Ensino Médio, toca muito! Das três músicas que ouvi, dadas por links no site bleachPROJECT, achei todas ótimas. Os caras dos estúdios de animação realmente sabem escolher boas bandas para esses animes famosíssimos.

 

O novo tema de encerramento ficará a cargo da banda Sambomaster, que já fez uma música para Bleach, o tema do segundo filme. E, a música que eu adoro citar, que é a quinta abertura de Naruto (o normal, não o Shippuuden), “Seishun Kyousoukyoku”, pra mim melhor do que “Haruka Kanata” e “GO!!”, as favoritas da galera.

 

Estou com altas expectativas e acho que não irão me decepcionar!

 

Agora, já que falei em Naruto, estou há semanas sem ver. Não que eu não assista fillers, eu até acho bacana alguns, mas, sei lá, tá TÃO chato ultimamente, e Bleach tá TÃO melhor (tanto o mangá quanto o anime, se bem que o mangá de Naruto melhorou muito) que é só o que eu tô assistindo mesmo.

 

“Velonica” é uma música maravilhosa, com ritmo e letra boas demais, mesmo. Vai ser difícil dar adeus a ela, mas, bem, novas músicas têm que vir! E que venha “Shojo S” (Garota S)!

 

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